Cinco

Meu coração sombrio

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Você tomará meu coração quando voltar para o céu? Ou vai apenas me estilhaçar em mil pedaços?

Se não pode me amar para sempre, então me jogue aos céus. Permita-me que eu roube o brilho da lua, invada sua alma e me torne a sua própria lua.

Delilah, tu és minha lua, a luz que ilumina meu coração sombrio”, Leonhard sussurrou em meio a beijos e carícias.

“Leonhard, tu és minha estrela, a radiação que me purifica do teu próprio veneno”, disse-lhe, e em seguida tomei mais da dose mortífera.

Oh, Leonhard, tu és meus dias de sol, assim como és minha tempestade. Meu inferno e meu paraíso. Minha morte doce e almejada. Ecos, seu nome rodeia dentro da minha mente. Usando uma coroa de auréola, tentando esconder que você é minha obsessão.

O amor nos deixa loucos. Cheguei a me ajoelhar e implorar para que ficasse. Não me culpe, o amor me tirou a razão.

Caindo em tentação. Caindo de novo. Nunca me deixe partir.

Estou deitada em sua cama esperando você chegar. Você não está aqui. O que eu sou agora? Nada… um vazio imenso, dependo de você para respirar, sem você é impossível existir.

Tolo engano, esse de depositar minha existência em um ser.

Como sua lua no centro do céu eu irei brilhar, em seguida me despedaçarei em meteoros durante a noite; chover irei sob teu céu noturno e me esconderei de você como um segredo.

Protegerei minha alma tola de suas mãos atrevidas. Afastarei minha boca de seus lábios quentes. Correrei de seu abraço firme. Apartar-me-ei de seu calor fatal.

Em casa estamos, no nosso céu. Não me olhe assim enquanto estou triste.

Talvez eu não esteja mais com tanto medo. Mesmo quando você me viu vestida e depois despida, atreveu-se a beijar minha alma.

O inferno é uma projeção da mente. Um engano. A falsa realidade que seu coração tanto almeja.

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