Três
Com todo o meu caos
Minha estrela… seu caos foi feito em meu nome.
“Não tenha medo, Delilah, seus dias tristes acabaram… eles morreram, para que eu seja sua estrela”, se aproximou de mim.
Seu cabelo cor cinza – quase branco – era exatamente como o brilho das estrelas acima de nossas cabeças. Seus olhos, duas esferas azuis, brilhavam como neon. Sua pele branca como porcelana, corpo escultural, alto e terrivelmente maligno.
Com ele veio o som do violino. Me atraindo até o palco, para o que eu fizesse o que nasci para fazer: dançar.
Minha decadência, meu precipício.
Era uma vez, eu estava sozinha sob a sua mira. E acho que você amou isso.
Eu sabia que ele era um problema quando nos conhecemos. Entretanto, garotas ingênuas tendem a se inclinar em um ângulo perfeito de 90 graus para caras que cheiram a babaquice, cujo com um toque trazem o paraíso até você e num segundo te mostram sua verdadeira realidade: o inferno.
Garotos maus trazem o céu até você. Ou ao menos, te fazem acreditar que aquilo é o paraíso, sorrindo feito demônios camuflados de anjos.
Sabia que você era um erro, bastava olhar com atenção para enxergar a catástrofe em minha direção.
E eu, apenas sorri e caminhei de encontro a minha ruína.
Meus pés teimavam em me guiar. Incrível como nos dispomos a arruinar nossas vidas por vontade própria.
O gosto amargo nunca foi tão cativante.
Me possua e eu apenas darei espaço.
Gostou do capítulo?
Indique para um amigo
Compartilhar
Faça parte do Clube de Leitores da Raposa
Está gostando da leitura?
Deixe seu e-mail aqui embaixo.
Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Comentários