Prólogo
Dedico esse livro aos amantes de bruxas e aos que adoram a data festiva do Natal.
E para os meus leitores-seguidores do Instagram (citados nos agradecimentos) que votaram e escolheram o tema desse livro. Agradeço imensamente pelo apoio incrível, saibam que essa estória existe graças a vocês. Amo vocês, muito obrigada por tudo.
Conjure evidências, fatalidades e vinganças
Tanisha, a Médium
Aquela noite está marcada na minha memória, talvez seja a lembrança mais vívida que tenho da minha infância. O dia que a minha mãe sofreu o acidente que a matou.
Me lembro como o Natal daquele ano soou como uma despedida do início ao fim, é claro que ela tentou manter tudo com normalidade. Viajamos para a nossa cabana, fomos com as nossas melhores amigas, minhas tias e primas, meu avô e nossa cachorrinha. Fizemos todas as comemorações como de costume, foi o melhor Natal das nossas vidas e olha que sempre temos bons natais.
Hoje, já adulta, consigo reviver cada segundo na minha mente e compreender o significado de tudo.
Era um adeus, de alguma forma a minha mãe sabia que iria morrer.
E sei que ela me afastou da verdade, bloqueando para que eu jamais chegasse perto da veracidade indesejada. Na época, era mais fácil que uma criança de 7 anos pensasse que perdeu a mãe em uma fatalidade.
Encarando o mural de evidências qual é a principal decoração do meu quarto, corro com os olhos novamente pelas manchetes, pistas e notas de observações que reuni por todos esses anos.
25 de dezembro de 2007.
Essa é a data da manchete que diz: mulher de 42 anos morre em acidente em Nuuk.
Disseram que foi o gelo no asfalto, ela foi em direção ao lago congelado e caiu. Contudo, as marcas em seu pescoço são de furos, uma mordida perfeita com dois buracos fundos. Considerando que foi um acidente de carro, estas são as únicas feridas encontradas no corpo dela, e segundo a Declaração de Óbito a causa da morte foi afogamento.
É por isso que até hoje não aceitei sua morte. Pois, além de humana, sou um ser sobrenatural, querendo ou não, faço parte desse universo e embora todos ao meu redor neguem a existência de outros seres além de médiuns e bruxas, sei que eles existem e caminham ao nosso redor, camuflados. Eles apagam seus rastros, mas não deixam de praticar a sua própria natureza.
Bom, acho que deu pra entender as minhas suspeitas.
Mas preciso dizer em voz alta.
Acho que a minha mãe não sofreu um acidente.
Acredito a cada segundo que ela foi morta por um vampiro.
E o desastre foi a maneira que esse ser encontrou de apagar as pistas.
Custe o que custar, descobrirei. Não me cansarei até vingar a morte da única pessoa que poderia me amar com todo o coração.
Gostou do capítulo?
Indique para um amigo
Compartilhar
Faça parte do Clube de Leitores da Raposa
Está gostando da leitura?
Deixe seu e-mail aqui embaixo.
Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Comentários