Capítulo Nove

frotter, alma gêmea, feridas e libertação

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— Mais forte, Jonah! — Ele implorava e o barulho das nossas peles se chocando ficava mais alto. — Pelo amor de deus! Minha nossa senhora… Mais! — Torna a me pedir e isso me obrigou a investir mais forte, meu pau deslizava contra o dele, fazendo uma bagunça melada de pré-gozo.

Amin revirava os olhos e tombava a cabeça, minhas pernas estavam prestes a ceder. Mesmo assim, forcei meu corpo a aguentar naquele momento. Estava tão gostoso, tão quente, tão molhado…

Para melhorar ainda mais um dos sachês de lubrificante que recebemos na boate é aberto por ele com a ajuda de seus dentes, seguidamente, é despejado entre nós, fazendo ficar ainda mais escorregadio.

— Awn… Porra! — Finalmente Amin segura nossos falos em conjunto, sua mãozinha quase não se fecha completamente, mas é o suficiente para estocar com mais precisão.

Minha glande acerta a sua, as veias salientes se derrapam, pulsamos em sintonia, escorremos lubrificação, nossos abdômen sufocam nossos paus, meu frênulo roça o seu. Trememos.

Ele quase arrancou meus fios da nuca com sua mão livre que agarrou ali, meus braços queimam enquanto sustentam seu corpo nessa posição. Estou com ele contra a parede, suas pernas ao redor do meu quadril, tento sustentar nós dois de pé. Ainda estamos na entrada do meu apartamento, nos demos o trabalho apenas de fechar a porta e começou a pegação e consequentemente nosso delicioso frotter[1].

Meu pau estava literalmente fodendo o dele.

— Eu vou gozar, Ami. Caralho! Eu vou-

— Vamos juntos! Ah!

Seus olhos se fecham com força e ele colou nossas bocas enquanto nossos jatos quentinhos esguicham para todos os lados, sujando as roupas que ainda trajamos, melando tudo. E fica tudo tão molhadinho que enquanto ele bambeia em meus braços, ainda meto mais umas vezes contra seu caralho. E isso é gostoso também. — Puta que pariu, você é tão bom nisso! E ainda nem meteu em mim.

Song sabe como elevar meu ego.

Pior que funciona, fico me achando o deus do sexo. Só de o fazer gozar, sinto-me privilegiado, como se tivesse ganhado um prêmio.

Ajudo ele a descer do meu colo, embora duvidasse da sua capacidade de ficar em pé. No apartamento tudo que ouvimos é o típico barulho da geladeira no fundo, nossas respirações altas extremamente ofegantes.

— Ai, minhas costas! — Amin lamúria enquanto massageia a lombar com expressão de dor. Dessa vez ele realmente gemeu de dor.

— Ah não, te machuquei, amor? — Me preocupo na mesma hora.

— Não, está tudo bem. Foi só um mau jeito, acho que fomos rápido demais bati na parede um pouquinho. — Ele sorriu, seu corpo tombando contra o meu. É, ele não consegue ficar em pé agora. — Você me chamou de amor, é isso? Foi só eu te dar um boquete gostoso e uma fricção de enlouquecer que já virei seu amor? Repete de novo, vai. Fala, Jon.

Ele vem de novo, me segurando pelo rosto, beijando meus lábios, meu rosto todo.

— Amor? — Pergunto totalmente embriagado e confuso, eu chamei mesmo?

— De novo!

— Amor! Amor! Amor!

— Eu estou ficando excitado ouvindo isso. Ah meu deus, quero de novo! — Minha nossa senhora da gala, sinto que essa noite nós não vamos dormir.

Meu corpo está tão pesado pelo álcool, não sei se aguento mais uma. E com a distração desse pensamento, Amin já está finalmente tirando minha roupa enquanto cambaleávamos pela minha sala.

— Vamos tomar banho, estou muito suado, está incomodando. — Ele resmunga enquanto, ao mesmo tempo, luta para abaixar minhas calças e me deixa vestido apenas pela metade, dificultando para andar.

Concordo com o mesmo o ajudando a tirar sua blusa, iniciando um beijo bagunçado, o pego no colo e nos levo para meu banheiro. Sinceramente, já perdi a sanidade de tudo que está acontecendo e é por isso que quando ligo o chuveiro, ainda estamos de calça.

— Tira! Tira! — Amin reclama feito uma criança birrenta.

Deixando-o de pé no chão, me abaixei para tirar sua calça e o resultado de dois bêbados no box do banheiro você já deve imaginar… Eu caí, Amin caiu em cima de mim, a água caia em cima de nós. E não sei como conseguimos tirar as calças de couro molhadas. Aí Amin começou a rebolar em cima de mim, peladinho.

REPITO: ELE ESTÁ PELADO!

Seguro seu membro, ele segura o meu e começamos a nos masturbar fortemente. Já estávamos tão sensíveis – apesar de bêbados trabalhávamos tão empenhados – que não durou muito. Só sei que gozamos assim de novo e ficamos completamente acabados.

O banho foi desastroso, Amin estava praticamente dormindo em pé. Eu era o único com um por cento de capacidade de o embrulhar na toalha e levar até minha cama, caindo sobre ela junto dele.

— Jon, desculpa, mas eu… Nem acredito que… Hmmmm… Não consigo transar hoje… Meus olhos não se abrem… — Ele resmungou e sua voz foi sumindo até que ele adormeceu todo molhado sobre mim.

Juro, depois de Amin desmaiar, cochilei por uns minutos, acordei assustado e ainda bêbado com o corpo de Amin jogado sobre o meu. Tirei forças do fundo do meu reto para me levantar, terminar de enxugar nossos corpos, vestir uma cueca em nós dois, apagar as luzes, nos cobrir e simplesmente desabar de tanto sono.

Aqui vai uma dica: se você pretende transar muito numa noite, não beba como se o mundo fosse acabar.

Era uma hora da tarde quando finalmente acordei, minha cabeça pulsava de tanta dor, garganta seca desesperado por água e aquela sensação pavorosa de ressaca. E é por isso que eu não bebo. Por que ODEIO, muito, ter ressaca.

Amin está babando no meu travesseiro e ainda assim, todo inchadinho, fica bonito. Pro inferno essa beleza toda, nossa senhora.

Eu estou muito apaixonado por esse homem.

Como um zumbi do set de filmagens do The Walking Dead, cambaleio direto para a cozinha e trato de começar a cozinhar uma Split Pea Soup[2], pois é tudo o que tenho. Para a ressaca seria ideal o Poutine, mas estou sem batatas. Era minha vez de cuidar do Amin e provavelmente ele acordaria como eu: destruído.

Depois de alguns minutos preparando tudo, deixo cozinhando enquanto vou ao banheiro. Devo ter depositado uns três litros de xixi no meu vaso, depois disso sou obrigado a tomar uma ducha novamente para tentar levantar meu ânimo, já escovando os dentes durante o banho, pois misericórdia, hoje meu bafo estava para matar qualquer um.

O cheiro da sopa fazia meu estômago roncar, comi três pratos cheios e ainda devorei uns pãezinhos. Até que não ficou ruim, que progresso. De bucho cheio tomei um analgésico para a enxaqueca e preparei uma bandeja de ressaca para o meu vizinho. Água, sopa e analgésico.

Hoje estava nevando muito, por isso aumentei os graus do aquecedor, me agasalhei e conferi se Amin ainda dormia após deixar a bandeja sobre a cômoda ao lado dele na cama. Tinha que ir até à casa dele para alimentar os gatinhos, provavelmente eles estão famintos. E aproveitar para passar no mercado e encher minha geladeira vazia.

Escrevi um bilhete e deixei junto da bandeja:

“Bom dia, meu bebê, acho que passamos da conta ontem, mas me lembro de tudo que fizemos. Por favor, se hidrate e se alimente, só tome o remédio depois de comer (minha mãe diz que faz mal beber medicamento de barriga vazia). Já estou voltando. Vou dar comida aos seus gatinhos e passar no mercado. Obs.: Precisamos fazer as malas, nosso voo para Toronto é daqui a algumas horas. Não vejo a hora de ir ver a TW com você. Beijo. Obs.².: Caso não se lembre de nada, nós ainda não fomos até o fim”

Após dar um beijinho em sua testa e ter certeza que está tudo bem, saio de casa e vou fazer as coisas que havia dito. Os gatos estavam desolados, miando e roçando minha perna quando entro no apartamento do meu vizinho. Até Roy – o intocável – trançava minhas pernas implorando por ração. Pobrezinhos.

Vou até à lavanderia e quase sou morto por eles, enquanto coloco a comida nos potinhos. Que dó. Tomo a liberdade de pegar roupas secas e limpas para Amin, assim ele poderia se sentir mais confortável ao acordar.

Quando saio do seu prédio, dou de cara com a famosa Sra. Sams.

— Menino Jonah? — Eu amo sua inocência em me chamar de menino. — Acaso mudou-se de prédio? Estou louca ou te vi sair do prédio de Amin?

Cancela o que falei sobre a inocência dela. Eu realmente queria dizer que o prédio não é só do Amin, mas preciso respeitar os mais velhos.

— Sra. Sams, como vai? Eu só estava-

— Minha santinha, vocês estão juntos? Não me diga que estão, sou muito fã de vocês e vivia falando para o Amin o quanto bonzinho você é. Bem que a Jeanne havia dito ver vocês dois juntos certo dia. Estão namorando? Escuta, menino Jonah, o Amin é um homem para casar, entendeu? Se você machucar os sentimentos do meu menininho, corto suas bolas e tricoto para enfeitar a árvore de Natal no ano que vem.

Juro por tudo que é sagrado que estou quase saindo correndo. Mas essa é a nossa vizinha, toda fofa, ácida na medida certa e o melhor de tudo é que a dona Sams é toda atual. Ela mexe em smartphone, sabe lidar com TV, notebook e melhor ainda ela não tem nada contra a sexualidade das pessoas. É por isso, só por isso, que rio de suas ameaças e finalmente consigo uma brecha para responder.

— Sra. Sams, fique tranquila, jamais machucaria alguém como Amin intencionalmente. Mas se me permite responder suas dúvidas, nós estamos saindo, ainda não sei em que isso vai dar, mas posso te adiantar, está sendo maravilhoso cada segundo que passamos juntos.

Pensa numa velhinha feliz, agarrando meus braços e gritando na rua enquanto dá pequenos saltos de felicidade. A Sra. Sams é única.

— É a melhor notícia do dia, menino Jonah. Estou tão feliz por isso. Já vou iniciar os bordados para o casamento de vocês. Ah, onde é que está indo?

— Ao mercado. Como vai o Shiro?

Que saudade daquele buldogue feioso.

— Cada dia mais gordo. Vamos, vamos, vou até à metade do caminho com você. — Ela cruza o braço no meu e no passinho da lesminha nós vamos caminhando pelo bairro.

A Sra. Sams tagarela o caminho todo, fala dos netos, dos filhos, até dos bisnetos ela conta. No final do ano seu filho mais velho vem buscá-la para passar o natal no Québec e ela volta cheia de história para contar. O clube do tricô agradece!

Quando sou finalmente libertado, corro para ser o mais rápido possível. Queria chegar antes de Amin acordar, mas a fila do mercadinho está grande e quase escorrego na entrada do meu prédio. Quando finalmente chego em casa, Amin já acordou e está sentado no sofá apertando o estômago com força, fazendo cara de dor.

— Ami? Está tudo bem? — É a conta de me aproximar e Amin chacoalha as mãos negando, pendido para me afastar. De repente, corre até o banheiro cambaleando pela casa, por fim chega ao destino com sucesso ao se debruçar no meu vaso e colocar tudo para fora em um vômito pavoroso. — Ah não, docinho, eu sinto muito.

Amin não demora, ele vomita uma única vez. Toda a sopa desce pela descarga. Com a minha ajuda se senta no chão do banheiro, respirando devagar.

— Minha ressaca sempre vem com vômito. Vou me sentir melhor em alguns minutos. — Ele resmunga, me afastando, não me deixando chegar muito perto.

Vomitar é a pior coisa do mundo. Você faz um esforço do caramba e a sensação de tudo voltando é pavorosa, parece que vai morrer.

Me lembrem de não beber assim nunca mais, ok?

— A sopa estava tão ruim assim? Não sou bom na cozinha. — Minhas sobrancelhas se unem em preocupação. — Não deveria ter te deixado sozinho. Desculpa. Desculpa. A Sra. Sams me agarrou e…

— Ei, está tudo bem, Jon. — Toca meu rosto com cuidado e sorri com seus olhinhos que se resumem em risquinhos. — A sopa estava ótima. É normal eu vomitar após a primeira refeição com ressaca. Mas estou ótimo, me ajude a levantar.

Suspiro aliviado, ajudo ele a se erguer, Amin vai até à pia e ali lava sua boca e usa a escova de dentes nova que deixei para ele. O aguardo o tempo todo, conferindo se ele está melhor mesmo e aparentemente o pior já passou.

Graças a Deus ele não vomitou no carpete da sala. Donos de casa me entenderam.

— Se sente melhor? Vou fazer torradas para comer com geleia. — Ajudo ele a caminhar de volta para a sala e só então reparo que ele está usando um dos meus enormes moletons – consequentemente suas pernas nuas estão de fora, mas ignoro isso totalmente.

— Sim, muito melhor e aceito as torradas. Se tiver frutinhas seria bom também. — Ele sorri todo fofinho, o coloco sentadinho no sofá. — Que bom que você cuidou dos gatinhos. Hoje fui um péssimo pai para eles.

Acho que ao menos um dia na vida temos que nos permitir viver como se não existisse o amanhã, foi exatamente isso que Amin e eu fizemos ontem. Mas hoje é hora de voltar a ser responsável novamente e lidar com o que nos aguarda.

— Está tudo bem, pacotinho. Acontece. — Sorri fofo, ajeitando seu cabelo. — A Sra. Sams já está bordando nosso enxoval de casamento. Em breve ela começa o enxoval de bebê.

Amin dá risada e ouvir isso me dá um baita alívio. Até me sobe uma alegria gostosa. Como ele é contagiante!

— Eu amo a Sra. Sams. Ela é definitivamente nossa cúpido e shipper número um.

— Ah, é claro, vocês dois planejaram tudo nas minhas costas né.

— Claro que não, ela só sabia da minha quedinha por você. E me ajudou a mexer uns pauzinhos, é verdade. — Ele diz risonho e abraça os próprios joelhos. — Precisamos fazer as suas malas urgentemente, e, também preciso de um novo analgésico, pois aquele já era.

— É para já. — Me levanto rapidamente, vou logo até a cozinha e coloco as torradas da torradeira elétrica. — Suas malas já estão prontas, é?

— Jonah, querido, minhas malas já estão feitas desde o dia que comprei esse ingresso. Estávamos falando sobre ir ver a minha diva suprema! Estou pronto para simplesmente pegar o avião e ir! — E isso me faz rir, toda sua ansiedade e preocupação. Fofo demais. E bem, ele está mais que certo, é o momento dele.

— Você está certo. Sendo assim, resolvo o problema da minha mala rapidinho. — Garanti a ele. Pego na geladeira algumas das típicas frutas vermelhas vendidas em abundância por aqui. Blueberries, framboesas, amora, uva, morango e mais algumas frutas comuns que tenho como kiwi, banana e manga.

— Vou fazer uma lista para você não esquecer nada. — Ele realmente ama listas. Novamente, repetido: fofo. Começo a picar tudo para Amin, fazendo uma mini salada de frutas fresquinha.

— Obrigado, Ami. Ei, comprei comida para viagem e trouxe suas roupas também.

— Prefiro usar as suas. — Ele faz uma carinha fofa ao assumir. Um CAD[3]  para ter certeza que ele acha isso mais casalzinho. Que fofo. — Você não se importa, não é?

— Não mesmo, mas prefiro suas roupinhas coloridas. — Confesso já levando o analgésico, um copo de água para ele e as frutinhas em um potinho. Ajoelhado ao seu lado, Amin bebe toda a água e me entrega o copo vazio, que é depositado sobre a mesa de centro, em seguida o vejo se dedicar a comer frutas. — Você se lembra da noite passada?

— Cem por cento. — Para meu alívio ele confirma e então me olhou mordendo os lábios. — Eu estou tão apaixonado por você, Jon. É sério.

E meu coração para. Eu fico simplesmente petrificado. É que ouvir assim, da boca dele, de maneira nua, crua e sincera; me faz perceber o quanto o amo e o quanto o quero.

Amin enfia mais umas colheradas de fruta na boca e abandona o potinho, focando mais em mim que continuo olhando-o com cara de bocó. Ele mastiga rápido e permanece me encarando sorrindo fofo.

Pane no sistema, aqui.

— Estou feliz por não termos ido até o fim estando bêbados. — Amin se move e senta de forma que suas pernas ficam ao redor do meu corpo, já que ainda estou ajoelhado rente ao sofá. — A primeira vez que você entrar dentro de mim, quero que seja mágico. Quero que seja o nosso momento. Nosso encontro de almas. — Ele pega minha mão, o assisto colocar a palma quentinha e pequena sobre a minha, em um movimento sutil ele encaixa nossos dedos. — Quero que seja consciente, para que me lembre de todos os detalhes quando acabar. E para que seja capaz de memorizar o mapa de pintinhas espalhadas por todo seu corpo. Quero todos os seus detalhes, Jon. E sei que nós vamos acabar fodendo para valer, pois, nós estamos nos segurando muito. Mas mesmo assim, estaremos fazendo amor, com todo nosso caos e calmaria. E quando você estiver finalmente dentro de mim, Jonah, você vai perceber que finalmente encontrou o que lhe faltava. Você nunca mais vai desejar outra pessoa, pois nascemos para nos amar.

E não consigo mover um músculo. Engulo seco, como se todas as palavras fizessem todo sentido.

Parece que o que temos, era aquele lance de vidas… Amin é meu grande amor. E essa história de lista, ser vizinhos, se apaixonar perdidamente com tão poucos dias são só detalhes fúteis que se uniram para nos juntar. Nossos caminhos se cruzaram de propósito. Era para ser.

Amin e Jonah. Nós.

Meus livros e seus gatinhos.

A uns dias atrás eu era outro Jonah. Mas agora, sou um Jonah muito melhor e que realmente acredita no amor, no natal, no destino e no meu talento. Até aprendi a gostar de gatos. Acreditei mais em mim e no meu potencial, como resultado impressionei meu chefe. Amin me ajudou a progredir, e isso é só o começo.

— Não precisa dizer nada. — Ele me tranquiliza, mas seus olhinhos estão marejados. E me obrigo a criar coragem, negando fortemente a ideia de ficar calado.

Preciso sim, dizer algo, porque ele é o homem da minha vida. O dono da minha alma.

Toco sua mão, guiando-a para meu rosto e a repouso ali para sentir seu calor.

— Preciso fazer amor com você agora. — E seus olhinhos ficam maiores de espanto. — Por que também estou apaixonado por você e não vejo a hora de sentir o quanto você me completa fisicamente e emocionalmente.

Amin encara meus olhos totalmente surpreso e precisa de uns segundos para finalmente me dar uma resposta concreta:

— Me ame, Jonah, por favor. Apaga todas as feridas do meu coração, pois não aguento mais carregar essas coisas.

E foi aí que entendi que Amin precisava também se libertar de algo do seu passado. Neste instante não podia e nem queria questionar o que era, porque finalmente vamos nos entregar ao que sentimos. Era o nosso momento. Ele precisava de mim e eu dele. Nós queríamos transar e iríamos fazer isso agora mesmo!

Se isso iria o libertar, então o liberto.

O torno meu.

Com a decisão tomada, apenas tomo seus lábios enquanto sinto o gosto de suas lágrimas salgadas que alcançaram seus lábios e, ao mesmo tempo, o calor de sua boca macia. Ele agarra meu corpo envolvendo suas pernas ao meu redor e seus braços circulando meu pescoço. O beijo começa cheio de saliva, língua, intensidade, entrega, duas almas implorando por libertação.

A torradeira liberta as torradas prontas, a geladeira dá um estalo, o aquecedor faz barulho, minhas malas não estão prontas, os gatinhos estão sozinhos, mas nada mais importa no mundo.

O deito sobre o tapete e o ósculo se inicia de forma intensa, Amin luta para tirar a minha blusa sem parar de beijar – o que é praticamente impossível. No milésimo de segundos que nossas bocas se afastam, nos livramos dela é a minha vez de tirar a dele. E ele está usando apenas minha cueca, mas não quero ela em seu corpo, de imediato a tiro ficando bastante afetado ao ver o pano deslizar por suas coxas torneadas e pernas lisas.

E ali está seu íntimo novamente, tão lindo, sério, acho que fiquei novamente paralisado encarando cada centímetro do seu corpo. Eu amo a cabecinha rosadinha do seu pau, os mamilos marronzinhos, as coxas fartas, a barriguinha gordinha e as curvas da cintura. Ah, mas é no rosto que me perco, os lábios rosados, o dentinho levemente torto na frente, as bochechas gorduchas ruborizadas, os olhinhos delicados e esticadinhos. E a imensidão da sua íris é a cereja do bolo.

— O quê? Para de olhar assim, estou ficando envergonhado. — Ele sussurra todo constrangido, sua mãozinha tentando tapar o pipiu durinho. Fofinho. — Sei que estou acima do peso.

— Não, não, amor, não é isso. Por deus, você é lindo, Ami. — Nego de imediato. Amin é baixinho e gordinho, sinceramente, é o que faz ele ser mais lindo. Ser exatamente quem ele é, do jeito que é. E se amar assim, sem tirar nem pôr.

Ele sendo magro, gordo, torto, reto, alto, pequeno, não me importa. Eu amo tanto ele assim. Amo tanto essa gordurinha localizada e as estrias clarinhas que são, na verdade, tatuagens de gostosura em excesso. Até eu que sou magro tenho algumas na bunda. E olha que esse amor pelo corpo dele foi à primeira vista, já que até então não tive oportunidade de reparar tão detalhadamente o seu corpo nu.

— O que é, então? — Ele me pergunta com a voz afetada, tão inseguro com seu corpo.

Isso é tão errado. Sei que Amin é confiante e subitamente essa hesitação. O que o faz pensar que não adoro seu corpo?

— Não dá, você é muito bonito, amor. Não consigo parar de analisar cada detalhe seu e me apaixonar mais por cada minúcia sua. — Sorrio grandão, todo apaixonado. — Você me deixa assim… — Pego sua mão que tapava seu sexo e levo até o meu que está duro para porra. — Pois é muito gostoso, mas também me deixa assim… — Levo sua mão até meu coração e ele pode sentir o quanto disparado está. — Porque me deixa completamente apaixonado por você. Dentro e fora. Você é lindo demais, Ami.

E novamente seus olhos se enchem de lágrimas.

— Você me ama, Jonah? — Sua pergunta surpreende nós dois. — Me desculpa, sei que é cedo, mas aqui e agora, você sente que me ama? — Ele pergunta, desesperado.

Cada casal, cada história de amor é única. Amin e eu estamos provando a nós mesmos o tempo todo o quanto somos únicos. E temos um ritmo próprio, que nos faz ignorar qualquer regra criada pela mente receosa.

Não tinha porque não confessar meus sentimentos quando eles são tão nítidos. Muitos podem duvidar da minha sinceridade, mas só diz respeito a nós dois.

E o que sinto nesse momento – enquanto encaro seus olhos, meu coração dispara no peito, calafrios e arrepios se espalhando por meu corpo e borboletas dançam no meu estômago – são provas da minha honestidade.

E entendo-o totalmente. O que faríamos não era só sexo casual entre vizinhos que se curtiam. É muito mais. Tem um significado muito maior. E ele só quer se sentir amado e especial nesse momento.

— Amo você, Ami. Amo de verdade. Aqui e agora. Diante de tudo que já vivemos. — E é quando ele me puxa de uma vez e chora com a boca colada na minha. — E pretendo te amar muito mais.

Ele pranteia-se de alegria e prazer.

Não estava brincando, meu coração e eu estávamos mais que decididos. Não importa o que aconteça, amarei Amin com todo meu ser.

E ele continua chorando quando o provo com a boca, deslizo-a por cada pedacinho do seu corpo. Começo pela boca, as bochechas e beijo suas pálpebras. Lambi seu maxilar, chupo a sua orelha – e descobri que esse é seu maior ponto fraco. Ele ri quando mordo seu pescoço e em seguida chupo seu pomo-de-Adão. Depois vou para os mamilos, chupando-os e mamando como um bebê. É gostoso passar a língua nos pontinhos rijos cheios de nervos, Amin quase goza só com isso. Minha mão vai passeando por seu corpo, apertando, tocando e sentindo tudo enquanto vou descendo, beijando e lambendo.

— Me fala como você gosta. — Peço quando dou selares em sua virilha e finalmente abocanho seu falo rijo, Amin ergue os quadris, louco de prazer. Chupo e o solto, segurando pela base. — Como você gosta, amor?

E ele suspira em deleite, balança a cabeça e fica gago tentando formular as palavras. O chupo mais fundo, subo e desço freneticamente.

— Gosto quando me… me… awn, Ambrose eu não consigo raciocinar. Devagar, por favor! — Ele implora contraditoriamente com as lágrimas rolando por seus olhos. Obedeço só para ele conseguir me responder, era importante saber de tudo isso e como não conversamos antes, era agora. — Gosto de um bom beijo grego, fico mais relaxado e preparado. Puta que pariu, sua boca… Awn… Alguns dedos depois e pode fechar o ciclo de me preparar. Uh, ah, assim Jonah, esfrega a língua de novo! Meu Deus! A gente pode não usar camisinha?

Paro o que estou fazendo e o olho surpreso. Querendo ou não somos um certo tanto desconhecidos, é tudo muito recente. Entretanto, já confiava nele de olhos fechados. E acho que para um pedido desses ele também confia em mim.

— Quer dizer, eu estou limpo, sabe? Fiz exames recentes e está tudo certo. E prefiro fazer sem, pois é menos incômodo para mim. E você? — Amin é um falso inocente, juro que com essa carinha fofa de anjinho que acabou de chorar, ele quase me engana.

— Não faço exame a um tempo, mas não transo a mais tempo ainda. Portanto… acredito que está tudo certo. — Penso bem, vasculho minha mente para ter certeza absoluta.

Não transar com camisinha é muito sério. Mas muito gostoso também. E não é só com relação sexual que se pode contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Era uma decisão consciente de adultos. Ou seja, você aí, use camisinha, ok?

— Confio em você. Agora continua, vai… — E empurra minha cabeça na direção do seu caralho meladinho.

Volto a chupar gostoso, ansioso para o próximo passo que é preparar sua bundinha linda para mim. Quando Amin está bem relaxado sobre meu tapete, de olhinhos fechados, maltratando os próprios lábios e gemendo, o surpreendo.

Pego-o pelas pernas e tombo seu corpo de lado, virando-o até o ter de bruços.

— Jon-Jonah! O q-quê?

Ele reclama, mas relaxa totalmente quando sente meu selar na sua nuca. Ali mordi suavemente e o beijo descendo por sua coluna, minhas mãos tateiam suas pernas – e que pernas!

Alcanço uma almofada às cegas e peço para ele ergueu o quadril, ali encaixo-a como suporte para o deixar mais confortável e consequentemente empinado.

— Que puta bunda bonita, Ami. Caralho! — Dou um tapinha leve, a bunda farta ondula diante se meus olhos e que lindo ele é aqui. Tem umas poucas celulites e estrias tão fofas nas laterais. É incrível como até isso eu amo nele.

— Gostou, papai? — E balança o rabinho para mim, que porra, meu pau fisgou real.

Devo ter feito algo realmente muito bom para ter um homem lindo desses me chamando de papai em uma conotação cem por cento sexual.

— Se eu gostei? Caramba! Gostei demais. — Ralhei falsamente bravo, segurando as bandas fartas e as afastando. Perco tudo quanto finalmente encontro seu pontinho rosado e enrugadinho piscando para mim.

Guloso. Apertado. Ansioso pelo meu pau, minha boca, tudo.

E faço do jeito que ele diz gostar.

Começo com uma pincelada suave, ele geme, com a cabeça contra o chão, empina mais na minha direção como sinal de que isso foi bom. A minha língua esfomeada vai de novo e de novo, deslizando de cima para baixo. Amin tremeu. Subo das bolas pelo períneo até seu cuzinho gostoso, vou subindo pela separação de suas nádegas até o final da sua coluna. Sua bundinha é um pêssego lindo e suculento, vou devorar inteiro.

— Jonah! — Ele clama por mais atenção.

E assim cai de boca, chupando e metendo a pontinha da minha língua que vai se enfiando cada vez mais, o deixando todo molhadinho para mim. Alargando sua entradinha com meu músculo viscoso, Amin investe contra a almofada abaixo de si. Ele roça seu lindo pau contra ela, enquanto meto minha língua, afastando mais e mais suas nádegas, tendo espaço para meter gostoso. Vez ou outra, paro para fazer aquilo que ele gosta, subo do períneo até o fim da sua coluna lambendo inteiro. Seus gemidos são tudo que mais desejei ouvir, faz a cobra entre minhas pernas dançar dentro da calça.

É uma loucura boa.

— Para! Eu vou gozar! — Ele se contorce, pede para parar, mas continua rebolando contra minha cara. E eu não paro. Não quando seu corpo diz o contrário. Enfio dois de meus dedos na sua entrada, minha outra mão alcança seu membro e soco tudo enquanto o masturbo, logo incluindo a língua na tesourada também.

E ele goza, pela primeira vez hoje.

Minha mão, a almofada, o tapete tudo ficam jorrados com sua porra docinha. E não dou tempo para ele entender o que acaba de acontecer, levo minha mão suja de gozo e espalho por sua entrada o deixando bem molhado ali.

— O que v-vai fazer?

Não respondo, apenas o viro de barriga para cima, o pego em meus braços e levo até o sofá. Nos deitamos comigo já beijando sua boca e tentando enfiar meus dedos novamente em si.  Quando dois dedos entram novamente, Amin arqueia as costas e geme.

— Jonah! — Clama e rebola contra meus dedos. Observo seu quadril se mexendo, seu pau pouco ereto balançando. — Entra em mim. Por favor. Agora!

Ele pede, mas sou eu quem mando. Por isso, sem pressa alguma ajeito-o sobre o sofá, dobro suas pernas na direção de seu tronco, consequentemente o deixando bem exposto para mim. Não demoro a pegar meu pau e guiar até sua entrada, roçando-o no local e Song lamúria manhosamente, implorando, rebolando contra minha glande.

— Olha para mim. — Exigi, segurando-o pelo maxilar. — Você está pronto, amor? Vou entrar em você.

Amin engole seco com o aviso e me obedece, olhando-me enquanto forço meu quadril para frente e começo a penetrar.

Seu cuzinho é apertadinho demais, por mais que tenha trabalhado duro para o preparar. Sinto tudo o que está acontecendo no mágico ato de entrar nele.

Amin abre a boca, mudo, enquanto o invado e rasgo. Os anéis e músculos me apertam tanto que posso gozar imediatamente, mas vou avançando devagar e tudo dá certo.

— Minha nossa que gostoso… Awn… É tão bom! — Ele balbucia enquanto geme meigo, mantendo a boca aberta e abrindo-a mais cada vez que dói. — Dói, mas… É… É maravilhoso. Você faz gostoso.

— Dói muito? Céus, relaxa, Ami. — Peço, preocupado com a força que estrangula meu pau. Mas, ao mesmo tempo, com um puta sorriso orgulhoso por estar fazendo direitinho.

— Por mais incrível que pareça, dói bastante, mas está gostoso. Continua. — E fico surpreso em saber, enquanto bate um alívio e fico super empolgado.

Passo pelo caminho mais doloroso e finalmente deslizo com facilidade até o fundo. Um gemido de alívio soa dos lábios de Amin, ele me puxa para si e me beija enquanto continuo sem me mover, com medo de o machucar ou ele sentir mais dor.

O ósculo cheio de volúpia começa. Nos beijamos, toco seu corpo com carinho e possessão. Ele agarra minhas nádegas e obrigatoriamente me enterro mais fundo, nós dois trememos e gememos na boca um do outro.

— Amo tanto você. — Ele sussurra e sei disso. Em resposta meto, saio quase todo e empurro forte até o fundo. Ele grita em pura satisfação. — Amo-te. Ah! — Ele diz e eu meto forte de novo. — Amo-te! — Meto.

E amo-te, meto-lhe.

E meto.

E o amo.

O faço meu.

Gritamos. Gememos. Amamos.

Aperto suas coxas com força, Amin arranha minhas costas com suas unhas curtas. Sinto que minha alma brilha naquele momento, diante da nossa conexão. E me sinto exatamente como ele disse que me sentiria…

Éramos um só. Únicos. Intensos.

Meus cachos pingam suor caindo sobre meus olhos, vez ou outra ele os afasta para conseguir conectar nossos olhares. Ele respira quente contra minha boca, enquanto aumento a velocidade das estocadas, aperto ele até os meus dedos ficarem brancos. Meu nome sai da sua boca em gritos deliciosos.

Amin se contrai ao redor do meu pau, engole ele tão bem, atinjo sua próstata com força, o resultado é ele tremendo violentamente e gemendo como um lobo que uiva para a lua.

Gozo dentro.

Seus olhos reviram-se e fecham sentindo toda minha porra quente o preencher.

Meu pau continua duro e eu continuo metendo.

— Me deixa sentar!

Amin me empurra já dizendo e trago ele comigo, sem desconectar, vou mais fundo ainda quando ele senta em cima de mim e grita em silêncio, abrindo a boca surpreso quando minha glande sufoca seu ponto doce. É tão macio e gostoso, me dá uns calafrios fortes.

E assim ele sobe e agora que está mais molhado que antes, desliza ainda mais quente e gostoso. Song segura meu rosto com possessão, seus olhos fitam os meus de um jeito felino enquanto ele senta gostoso, seguro suas nádegas e as abro para deslizar melhor. Tremi enquanto ele arrasa na cavalgada. Suas unhas são fincadas em meus ombros, ele toma impulso sobe e senta com toda força.

— Fode! Vai! — E pede por ajuda.

Imediatamente seguro seu quadril com firmeza e impulsiono para cima, metendo na mesma velocidade que ele sobe e senta. Entramos em uma sintonia tão boa que… caralho… Nossas peles chocam, ele revira os olhos e grita, agarra meus cabelos. Meto tão gostoso que vejo até estrelas. Deliramos, acendemos e queimamos.

— Jon…

— Ami…

Levanto-me com nossos corpos ainda colados, em passos rápidos vou na direção do meu quarto em busca de mais conforto – pois subitamente o sofá parecia apertado demais.

— Eu vou g-gozar… — No caminho ele anuncia e o encosto contra a parede do corredor.

Minhas calças finalmente caem e saem por completo se perdendo pelo caminho, começo a meter com força enquanto ele simplesmente grita de tanto prazer, estou acertando seu pontinho doce em cheio seguidamente. Enquanto ele goza e suja nossos abdomens, seu interior se contrai tão fortemente que parece que meu pau vai explodir, me deixando completamente maluco.

— N-não para… Continua!

E assim eu não paro. Continuo metendo forte e o levo para minha cama, assim que o deito ali Amin se abre mais, arranha minhas costas, geme e arqueia. Levo suas mãos para cima da sua cabeça, seguro firme com nossos dedos entrelaçados, olhos conectados e tomo um impulso forte para meter até o fundo.

Meu nome sai repetidamente por seus lábios, um grito de prazer inacreditável.

Gozo de novo.

— Vá devagar agora. Antes que você fique-

Nem sequer o ouvi, viro-o novamente, deixando-o de barriga para baixo – estávamos bem na beirada da cama e pude apoiar um dos meus pés no chão. Amin ficou empinadinho de um jeito perfeito. Antes que eu amoleça, meto de novo e vou o comendo gostoso e lentamente assim… em cima de suas costas, segurando as suas nádegas com força e vendo meu pau sair e entrar forte, devorando-o deliciosamente. Dessa vez meti até ficar totalmente exaurido e molengo, com o propósito apenas de nos enviar arrepios surreais pós orgasmo. Amin vai gemendo manhoso embaixo de mim, todo dengoso, rebolando a raba contra mim.

Quando saio de dentro dele, rolo na cama e respiro ofegante fechando meus olhos para recobrar a consciência completa. Amin vem manhoso para mim e acabamos deitados de lado, porém de frente um para o outro. Minhas mãos acariciam seu corpo enquanto silenciosamente nos acalmamos e fitamos nossos olhos surpresos com o que finalmente acabou de acontecer.

— Isso foi… Uau… — Ele diz ainda ofegante, sorrindo grande. — É muito incrível.

— Foi sim. Maravilhoso, gostoso… Acho que até superou nossas expectativas. — Concordo dando uma risadinha. — Você está bem?

Para uma primeira vez juntos, nada mal.

— Se eu estou bem, Jonah-ah? — Ele questiona como se já não fosse óbvio. — Estou simplesmente ótimo. Mais do que bem. Sinto que estou perfeitamente completo.

E um sorriso dos grandes se forma em seus lábios. Fico admirando esse sorriso, analisando seus detalhes lindos. É tão bom ver ele feliz comigo.

Sou capaz de fazer alguém feliz e isso me deixa realmente em paz comigo mesmo.

— Pela primeira vez na minha vida, posso afirmar com toda certeza que foi o melhor sexo que já fiz. — E isso me surpreende, mas ele realmente está sendo sincero.

— Ami, você pode não acreditar, mas foi o melhor que já tive também. — Sei lá, acho que os sentimentos sinceros ajudam muito e torna tudo mais intenso e especial.

Bem como dizem, fazer sexo com a pessoa que você ama, ultrapassa qualquer prazer momentâneo com alguém aleatório. É definitivamente uma experiência completa de satisfação carnal e astral.

— Acredito em você, Jon. — Ele me garante e se aproxima mais, fazendo eu o abraçar.

Song deita a cabeça em meu peitoral e fico ali fazendo carinhos em seu corpo por alguns minutos silenciosos.

Ainda não consigo acreditar que finalmente aconteceu tudo aquilo. Não só o sexo. Mas as coisas que Amin disse anteriormente…

— Acho que preciso desabafar com você. — E finalmente acontece. Achei que nunca chegaria o momento.

Amin é a melhor pessoa que já conheci, mas toda sua felicidade e energia, ainda assim não escondia completamente que por baixo haviam feridas. Cheguei perto o suficiente para infelizmente notar que elas existem e ele as escondia tão bem. Acho que tudo que ele está tentando fazer é ser feliz.

— Você se importa se eu o fizer? Que dizer, meu deus, transamos pela primeira vez e foi tão lindo, estragarei tudo quando começar a falar.

— Ami, não diz isso. — Nego fortemente, me ajeitando para ver seu rosto. Ele está tão afetado. — Se seu coração precisa disso, só fala. Nada vai apagar o que aconteceu agora. E eu quero te ouvir. Não faz ideia do quanto quero saber mais sobre você e se vamos começar pelas suas dores, tudo bem. É uma ótima maneira de começar.

Já fiquei nu para ele e não digo só fisicamente, ele sabe tudo sobre mim, tudo. Fiz questão de o deixar conhecer o Jonah por completo. E me sentia em desvantagem quando percebi que não sabia nada a fundo sobre o Amin.

— Me perdoe, quando estou com você foco tanto em aproveitar cada segundo e conhecer mais profundamente o Jonah, que me esqueço que você também precisa do mesmo. — E suspira baixo, totalmente afetado. — Mas tudo bem, vou te contar tudo agora.

— Estou te ouvindo, faça no seu tempo. — Lhe faço carinhos para que relaxe e comece a desabafar com calma.

Amin respira fundo algumas vezes e até percebo que está tremendo. Aos poucos ele começaria a dizer, faço o que está ao meu alcance o envolvo em um abraço, deixo ele criar coragem com meus carinhos. Não o pressiono, apenas permaneço pronto para deixar ser do seu jeito. Mas de repente, Amin chora. Não sei o que acontece, mas ele tem uma crise de choro tão forte que entro em desespero.

— Ami. Por favor. — Imploro enquanto ele me agarra e seu corpo treme violentamente abaixo do meu, seguro-o em um abraço forte.

Você já passou por isso? Segurar alguém que ama durante uma crise e se encontrar desesperado por não saber o que fazer. Dói. Arde como o inferno. Nunca me senti tão desesperado nesse nível antes.

E é quando percebo que não preciso saber de nada disso. Não quero que ele me conte nada. Não vale a pena se quebrar todo só para eu saber.

— Por favor. Por favor. — Estou chorando com ele, completamente aos prantos. — Respira. Olhe para mim, inspire fundo e expire, por favor.

É uma bagunça, mas seguro seu rosto e o faço olhar em meus olhos. Ele tenta fazer o que pedi. E com muita dificuldade vai se acalmando, o acaricio calmamente, tentando fazer ele voltar para mim. É horrível e me machuca tanto.

— Amor… Meu deus…

— Jonie… — Ele me abraça. — Desculpa. É que é muito difícil. — Sua doce voz é um fiasco de tristeza, rouca e baixinha. Você sente aquela dor que aperta ele só pela sua voz.

— Não quero saber de mais nada. Esquece isso, por favor. Não preciso saber disso, Ami. Só preciso saber as outras coisas sobre você. São as únicas que me interessam. — Surto de vez. Caralho, não dá para ver uma pessoa sofrendo assim.

Ele balança a cabeça em negação e seca minhas próprias lágrimas. Não quero ver ele chorar assim, inferno. Amin só merece sorrir. Mas que porra.

— Só tive uma crise. Ainda quero contar, Jonah. Por favor, confia em mim. — Ele insiste em dizer.

Sento-me na cama, me afastando dele, já bastante afetado com tudo. Puto.

Acabo ficando de costas para Amin, negando freneticamente, estava pronto até para brigar para ele não dizer nada dessa porra que o machuca para um caralho.

— É que… Eu e você. Nós dois. Pela primeira vez em toda minha vida, fiz sexo por que eu quis de verdade. Fiz porque eu amo você. E desejei muito que acontecesse. Fiz, pois, sou um homem que ama muito transar e queria finalmente me entregar a esse lado meu. — Ele conta, me surpreendendo.

E se você acha que isso me deixa feliz, não deixa, por que tudo o que Amin está relatando, dá indícios da porra de um relacionamento abusivo. Fecho meus olhos incapaz de olhar para ele, apenas ouvindo.

— Meu primeiro namorado foi aos catorze. O chefe da minha mãe era um renomado e famoso cozinheiro, uma celebridade gastronômica. Morávamos em sua casa como empregados, eu ajudava minha mãe com o trabalho de cuidar da casa e das crianças. Começou comigo curioso observando-o a cozinhar, mas era só isso. Só curiosidade em relação às receitas dele. E nessa altura passou para ele me assediando e pedindo coisas em troca de me ensinar. Eu era um fodido Jonah, para mim o interesse dele era algum tipo de amor…

“Para você entender melhor, quando era criança, meu avô abusou de mim sexualmente. Ele foi preso quando pego no flagra pela minha própria avó e a família passou a me odiar como se eu tivesse feito de propósito. Como se tivesse pedido para ele tocar o corpo de um menino inocente e fazer coisas indecentes. Infelizmente, alguns casos de abuso sexual vêm de dentro da própria família e esses são os que todo mundo se recusa a ver.

Não fui o único neto que sofreu isso e tão pouco a única criança, visto que ele confessou todos os crimes que cometeu quando foi condenado. O que chocou ainda mais toda a nossa família. Por muito tempo ele enganou a todos com seu jeito humilde, doce e honesto. E para facilitar todo mundo preferia acreditar que o vovô era inocente. Mesmo confessando, se recusaram a acreditar.

Por causa da confusão, meus pais se separaram. Minha mãe me odiava por eu causar tanta dor a ela. Como seu marido não era meu pai biológico, foi fácil para ele esquecer da minha existência dali em diante. Só me restou a minha mãe, mas eu era uma obrigação para ela.

Acabei crescendo como uma criança medrosa, era tímido e sozinho na escola, além de gordinho e nerd, o que era motivo de bullying. Tinha medo até da minha própria sombra e acabei me acostumando com a solidão. Nós fomos para Edmonton com a proposta desse emprego, morando na casa de seus patrões, mamãe apenas me deixava de lado e focava em sobreviver. Além de desejar profundamente todos os dias, que eu me tornasse maior de idade.

E aí apareceu o Lennon, casado, cozinheiro, famoso, adorável e pervertido… Eu amava cozinhar e jurei para mim mesmo que jamais abandonaria esse sonho devido ao que me aconteceu, antes de tudo minha avó era uma inspiração para mim. E, certa vez, pedi para ele me ensinar tudo que sabia. E ele começou a pedir as coisas obscenas em troca alegando estar apaixonado por mim.

Na época, realmente não percebi o que estava acontecendo. Confuso, apenas cedi, conforme ele me manipulava. E com isso, comecei a pensar que finalmente alguém me amava como eu era.

No entanto, ele queria me forçar a transar literalmente, abrindo gatilhos dentro de mim. Por isso fiquei assustado e tentei parar com o que estava acontecendo, daí ele começou a usar ameaças para me convencer do que queria. E foi quando fechei meus olhos e não os abri mais por muito, muito tempo.

E eu nem pensava em seus filhos ou sua esposa, tão pouco pensava na minha mãe. E falando nela, ela percebeu tudo e só deixou acontecer. Para ela eu era uma vadia sem salvação, alguém que conforme diz a bíblia, iria para o inferno. E de acordo com que ele me moldava como bem queria, perdi completamente quem era Amin Song. Me tornei uma vadia mesmo, uma boneca na qual ele fazia o que queria.

Quando sua esposa descobriu depois de alguns anos, tive certeza que ele me amava quando ele escolheu a mim e não ela. Lennon fugiu comigo para Toronto. Se divorciou e me fez assinar papéis de uma união estável. Quando percebi, eu estava casado, Jonah. Com um monstro.

Quando digo que ele me moldava, não estava brincando. Ele controlava até o que eu podia ou não comer. Que horas. Onde. Como. Quem cozinharia. Que roupa eu vestiria. Não sei como o convenci a me deixar fazer os cursos de cozinha e me engajar na faculdade. É claro, era vigiado o tempo todo. Um de seus guarda-costas ia para a escola comigo e eu não podia falar com ninguém.

Ele tinha sexo na hora que queria, como bem desejasse e entendesse. E eu me sentia feio, sujo, uma puta. Meu reflexo no espelho se tornou abominável. Não tinha cores. Não tinha sentimentos. Mas conforme os anos se passavam não aguentava mais.

Com a ajuda de um amigo em Toronto, que fiz às escondidas, criei coragem de ir contra Lennon. Sai de sua casa sem sequer uma peça de roupa em mãos. Meu amigo me ajudou em tudo, me deu abrigo, comida, apoio. Pagou um advogado para mim. E foi aí que eu abri os olhos bem escancarados.

Lennon me ensinou bem a cozinhar, tanto que por anos seu restaurante estrelado teve a maioria de meus pratos servidos. Ele ganhou muito dinheiro por minha causa, muito. Ganhou até prêmios com meus pratos. Meu advogado nos levou a julgamento, mas Lennon é uma celebridade, nenhum juiz iria ficar do meu lado. Nenhum deles queria acreditar que eu vivia um tipo de abuso. Contudo, meu advogado conseguiu os melhores acordos para mim, embora não tivemos tanto sucesso em provar minha inocência. Mas ser uma vadia para todos, já não me incomodava mais. Não quando tudo aquilo estava me matando e meu único foco era me ver livre do Lennon.

E eu saí dessa história com um monte de grana, quebrado e com uma vida inteira para começar do zero. Um Amin inexistente, mas que se manifestou dentro de mim rapidamente quando tive a oportunidade de o conhecer longe daquele monstro. Quando me vi longe do Lennon, me vi livre, desabrochei como uma borboleta após a metamorfose.

Tudo que era meu por direito, devido ao matrimônio e meus pratos autorais, me foi pago. Lennon teve um prejuízo imenso, mas pagou tudo de imediato. Não deixando de ser esperto também. Ele entrou com uma ação para comprar todas as minhas ideias que usou em seu restaurante e para ganhar prêmios, e por baixo dos panos, tudo continuou como estava.

Não teve alarde na mídia, não o expus, Lennon saiu ileso. Enquanto eu tinha que reerguer cada pedacinho de mim. Ele ficou com as receitas como se fossem dele desde o princípio e sem nenhum trauma físico e psicológico. Não me importei com nada disso, só queria a minha liberdade. O máximo que consegui em relação ao abuso sexual e psicólogo que sofri por anos, foi uma medida restritiva e mais dinheiro para comprar meu silêncio. E só.”

— E sabe, Jonah, foi melhor assim. Eu me sinto tão feliz agora, tem dias que parece que nada disso me aconteceu. E realmente, não tenho família, não tenho ninguém além dos cinco gatinhos, as senhoras do clube de tricô e algumas cicatrizes que tento esconder. Mas, hoje, sou cem por cento eu. E isso é tudo que preciso para me sentir bem. — A essa altura já havia me virado para ele novamente e sentia tudo o que ele contava. A dualidade dessa história, alívio, ódio e injustiça. Amin acariciou minha mão o tempo todo e apertei seus dedos para lhe dar forças. — Jurei para mim mesmo que nunca mais faria sexo sem desejar. E, no fundo, eu soube que amava sexo, mas não aquele que fazia com ele.

“Lennon nunca me amou, ele amava a forma como conseguia me manipular como bem entendesse. Ele gostava de como podia fazer o que quisesse comigo. Até me bater, me machucar, me forçar. Ainda assim, diante de tudo que passei, queria conhecer o sexo de verdade, como este que fizemos agora. Mas não é da minha índole sair por aí pegando um cara qualquer só para ter sexo, assim decidi no mínimo conhecer alguém e gerar uma confiança para me entregar.

Por tanto tempo me odiei, pensei que a culpa era minha por tudo que me aconteceu. Mas não, eu só tinha catorze quando Lennon me influenciou a transar. E só tinha dezessete quando ele me levou para Toronto. Dezoito quando fui forçado a assinar papéis de casamento. E destruído de todas as maneiras existentes, aos vinte e três, que foi quando lutei por minha liberdade e consegui. Paguei tudo que devia ao meu amigo e voltei para Vancouver, pois era o único lugar de onde me sentia parte. Adotei os gatinhos que eu tanto queria. Visto, como, vivo como quero.”

— Hoje eu tenho vinte e seis anos, e finalmente amadureci, sou feliz. Sou forte e vivo bem por mim mesmo. E acabo de transar com o melhor cara do mundo. Foi como se tivesse sido finalmente a minha primeira vez, a qual me foi arrancada diversas vezes. — Finaliza, olhando para mim e sorrindo. Dessa vez ele não chorou de novo. Acho que ele precisava se aliviar antes de começar a contar.

E quando ele termina, nenhum de nós diz algo por um tempo. É preciso muito esforço, pois queria muito quebrar a cara da porra desse tal Lennon do caralho. Entretanto, não posso perder a sanidade na frente de Amin depois que ele me contou tudo isso.

Ele precisava de mim.

— Não sei o que dizer, Amin. Você passou por tanta coisa que estou definitivamente chocado. Tem que ser muito forte para conseguir se reerguer. Acho que você realmente queria muito ser feliz. — Por enquanto só consegui dizer isso, me sinto horrível por ficar sem palavras.

É que é muito pesado, odeio tanto que existam pessoas que abusem das outras, isso não é nenhum pouco justo. Tento não deixar meu emocional foder tudo, juro que estou me segurando.

— Desculpa, Jonah. Queria ser uma pessoa normal por quem você se apaixonou. Mas não sou. Tudo isso me aconteceu antes da gente se encontrar. Infelizmente. — Sua cabeça abaixa e ele lamenta. — Hoje em dia, lhe garanto, sou um homem normal. Pretendo voltar a estudar para talvez abrir meu próprio negócio, ainda não sei ao certo o que fazer. Mas quero me casar e ser feliz. E é claro, começar a ganhar verdadeiramente meu próprio dinheiro.

— Ami, você é normal. Todo mundo tem um problema, todos têm uma desgraça na vida. Meu pai não fez o que fez comigo? Sabe quantos anos não o vejo? Quanto tempo não ouço a voz da minha mãe por causa dele? E não tenho medo de relacionamentos prestes a fazer trinta anos? Não se compara com todo o mal que te fizeram, mas mostra que também tenho problemas e isso não é errado, tão pouco me torna anormal. Não é errado você ter uma história antes de me conhecer. E seria errado se eu me afastasse de você, porque teve um passado infeliz. E sinto muito por não ser uma boa história. Sinto muito por você ter se esbarrado com um homem nojento e aproveitador. Nesse momento sinto muito ódio desse filho da puta, mas também estou muito orgulhoso de você, tão aliviado por saber que você conseguiu conquistar e recuperar o Amin sozinho. — E então é minha vez de segurar seu rostinho e olhar em seus olhos. — O Amin de verdade, o Amin que existe. É por ele que me apaixonei. Se eu soubesse, teria feito tudo ainda mais especial.

Quantos conseguem se reerguer sozinhos? É praticamente impossível, mas Amin conseguiu! Ele realmente queria e se esforçou ao máximo por si.

Ah se soubesse de tudo antes, teria me esforçado mil vezes mais para fazê-lo se sentir extremamente amado. Para ser finalmente a sua primeira vez dos sonhos.

— Você fez tudo extremamente especial, Jon. Não mudaria nenhum mísero detalhe. — Me garante beijando minha mão. — Foi maravilhosamente perfeito.

E tudo faz sentido. A alegria de Amin, a forma com que ele vive sua vida, como ele é espontâneo. Todas suas manias e defeitos. Tudo faz sentido agora.

Sua intensidade é inteiramente justificável.

— Odeio o que você sofreu, mas ouvindo toda sua história, só me fez me apaixonar mais e querer te amar muito mais, para que você finalmente tenha o que merece. Amor puro e verdadeiro, além de liberdade em um relacionamento para ser quem você é. — Amin suspira e seus olhos se enchem de lágrimas rapidamente. Ele cola sua testa na minha e vem beijar minha boca.

— Obrigado, Jonah, obrigado. — E nos beijamos mais intensamente. Ele vem para o meu colo, agarrando meu corpo. O seu agradecimento se torna tão físico quanto um abraço. — Faz amor comigo, de novo? Me mostra como é ser amado? É tão bom estar com alguém que me ame como eu sou.

— Faço, Ami. — É tudo que respondo.

E estamos excitados novamente, cheios de expectativas. De lado, um de frente para o outro, ele ergue uma das pernas para me dar espaço e o penetro tão facilmente. Meu pau desliza até o fundo e ele ainda está tão lubrificado com toda a minha porra ali dentro. Dessa vez o fodo sem pressa, ele chora e eu também enquanto a dança suave que faço dentro dele nos proporciona prazer.

Amin geme e suas lágrimas caem graciosamente, nossos corpos se movem, mas é nossos corações que se incendeiam, a alma explode em brilho. Estamos onde devemos estar, nos braços um do outro. E logo eu estou em cima dele, metendo com mais precisão, mais forte e fundo. Mais rápido, enquanto tudo o que ele consegue dizer é o meu nome.

Gozamos pela última vez naquele dia, depois de sussurrar o quanto nos amamos. O quanto cuidaremos um do outro. E prometemos coisas que só consigo implorar para que a vida nos permita cumprir.

Fiz amor com Amin, como se isso pudesse finalmente apagar os últimos rastros de dor que ele sente. Preencho os machucados que aquele filho da puta fez, com todo meu amor.

E funciona.

Ele se cura. E sei disso quando vejo ele chorar se felicidades enquanto goza e sorri de alívio por poder ser quem ele é, ser amado como ele é.

É intenso, é único, como nós.

 


 

[1] Frot, do francês frotterfrottagefrictationfricção: esfregar, é uma modalidade do sexo entre homens no qual os parceiros se envolvem intensamente em um ato sexual sem penetração cuja essência consiste em esfregar, masturbar ou estimular o pênis do parceiro.

[2] Split Pea Soup é uma receita de sopa de ervilhas, é considerada uma comida conforto nos longos meses de inverno canadense. Usa-se ervilhas inteiras, carne de porco e ervas para dar sabor.

[3] CAD a moeda oficial do Canadá é o dólar canadense.

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