Capítulo Oito

lágrimas, lap dance, body shot e um bom bola-gato

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Quando Amin deu mais um suspiro e tapou o rosto com o edredom – colorido e extremamente estampado com flores tropicais –, cancelo toda essa merda e levanto irritado desligando a TV no inutilizável botão de on/off jamais pressionado antes.

— Jonah! Não! — Ele chora ao perceber o que fiz. — Já estava no final!

E puto volto para ele sendo agarrado por seus braços que me abraçam e obrigam a aninhar-me entre suas pernas enquanto ele chora – e muito. E porra, sabe o que é pior? Eu também estou chorando para caralho.

— Porquê? Ah meu deus, Jon. Não consigo parar de pensar. E-ele simplesmente ficou ali, esperando e esperando… Ah, Jonah! — E nunca vi ninguém chorar por um filme assim antes. Mas sinceramente, era triste para caralho.

E Amin chorou quando o dono morreu, quando o cachorro ficou esperando e já não estava aguentando mais, pois estava igualmente despedaçado. Não era boa ideia continuar assistindo ao filme, preferia rever os Vingadores: Guerra Infinita pela vigésima vez.

— Eu disse para gente não ver esse filme, Amin. — E respondo fungando e me odiando por estar chorando por um filme, contudo saber que era baseado numa história real e até mesmo histórica me fez ficar mais puto e chorar ainda. — Devíamos ter assistido ao filme dos monstrinhos fofos.

— Mas eu choro quando eles devolvem a Boo[1] e destroem a porta dela. Ah, Jonah! — Ele me olha e depois mais lágrimas escorrem. Sabe o que é mais engraçado? Amo seu drama e não me importo nenhum pouco quando me junto a ele e faço drama também.

Você deve estar se perguntando o que está acontecendo. Bem, se passaram dois dias desde que levei Amin ao Fox Coffee, e esses dias foram imensamente agitados para mim, pois me dispus a resolver as pendências do café, passei um tempo com meus amigos – bebendo cerveja artesanal e jogando videogame – e escrevi para caramba.

Acabava por ver Amin apenas à noite, pois ele insistia para vir dormir em sua casa. E assim, quase meia-noite, saia do meu prédio e atravessava a nevasca para vir até sua casa e dormir agarradinho com meu pacotinho. O que não foi nenhum pouco ruim, pelo contrário, valeu a pena.

Se não fosse pelo fato de que pela primeira vez fui a concha de fora na hora de dormir e bem… Você já deve saber sobre o fato natural que os homens acordam com uma semi ereção. No entanto, acordar com minha pélvis coladinha naquela bundinha redondinha do Amin teve um efeito muito maior do que o esperado, principalmente quando ele percebeu e levemente esfregou-se em mim.

Infelizmente nada além de uma esfregadinha aconteceu nesse dia, já que sua campainha tocou logo cedo com as entregas que o Song havia comprado pela internet. Não vai se surpreender quando descobrir que eram enfeites de natal e itens de confeitaria.

Contudo, a tensão sexual entre nós, crescia cada dia mais e estava ficando cada segundo mais impossível de resistir. Passava oitenta por cento do meu dia pensando em como estou apaixonado por Amin Song, dez por cento pensando em escrever sobre ele e os últimos dez por cento pensando em transar gostoso com ele.

O conheço há duas semanas e não estava sendo nenhum pouco fácil.

Ontem foi Amin quem ficou ocupado ao ter que levar os animaizinhos dos nossos vizinhos para passear e fazer as compras da Sra. Sams, basicamente esse era o trabalho dele e finalmente me peguei questionando-me mentalmente sobre sua atual situação financeira.

As coisas que Amin faz pelos nossos vizinhos em troca de um pagamento tão pouco, não era nem em sonho o suficiente para arcar com as despesas do seu apartamento na cobertura de um prédio como este e tão pouco sustentar sua conta de luz e seus milhões de gatos. Não, não era da minha conta, só fiquei curioso… Como isso é invasivo e repito: não é da minha conta. Minha curiosidade teria que ser ignorada. Poderia até ter curiosidade como qualquer outro ser humano, mas não sou intrometido e nem fofoqueiro.

Voltando ao fato de Amin precisou exercer seus compromissos, queria o ajudar, no entanto, estava em um súbito pico de criatividade e amanheci escrevendo, Amin insistiu que permanecesse assim, então fiquei com seus gatinhos em seu apartamento digitando ferozmente a história que ele está tão curioso para ler.

E assim chegamos a essa tarde frienta onde comemos pipoca caramelizada e bebemos macchiato tentando assistir a um filme de chorar. Foi quando descobri que Amin Song é um tipo de masoquista, ele gosta de assistir filmes dramáticos com o único intuito de o deixar triste e chorando. Não me pergunte o porquê, pois nem o próprio sabe explicar. E sabe, não o julgo, cada um com suas manias estranhas.

Até eu tenho gostos estranhos, amo assistir documentários criminais sobre psicopatas. É óbvio que os odeio profundamente, fico puto e às vezes choro diante de casos tão horrendos e tristes, mas mesmo assim torno a os assistir. Difícil entender os gostos peculiares de cada ser humano.

“Só gosto de chorar assistindo esses filmes, Jonah…”, foi o que ele disse. E eu só gosto de ver a realidade camuflada que nos cerca, a crueldade da qual um ser humano é capaz, a injustiça da justiça de um país diante de um criminoso como tal. E sobretudo, a tristeza de vidas e mais vidas tiradas injustamente.

Voltando, após ele implorar durante todo nosso almoço – o qual preparamos juntos – para assistirmos ao filme super triste, disse topar com a condição de que da próxima vez ele assistisse comigo a série da Netflix sobre o caso da pequena Madeleine McCann[2]. Amin tem pavor dessas coisas, assim como odeio ficar chorando por um filme. Entretanto, ele topou, então em algum momento iríamos assistir o documentário criminal.

Foi assim que acabei assistindo Sempre ao Seu Lado [3]o filme do cachorro Hachiko [4] uma história triste e que envolve um cachorrinho cara, é golpe baixo. No entanto, quando Amin começou a chorar tanto, claramente afetado, não pensei duas vezes antes de desligar essa merda, mesmo que já estivesse no final. Não que o filme não fosse bom, mas era triste demais.

— Jon? — E Amin me chama de repente enquanto me encontrava perdido em pensamentos com ele em meus braços, mantendo o abraço consolador. Pisco os olhos devagar, voltando a realidade.

— Oi, bebê.

— Eu acho que… Hmmm… — Ele morde os lábios enquanto sua mãozinha desliza pelo meu peitoral, subindo até meu ombro e descendo pelo meu peito. Não o julgo, adoro esse pano de seda do pijama azul-marinho que estou usando. Aliás, ele também está um pitelzinho usando esse pijama de estampado de gatinhos. Mas seus olhinhos logo entregam suas intenções, ele fita meus lábios, claramente leio suas vontades, ele quer me beijar. — Acho que você poderia me dar um beijinho para me sentir melhor…

E ele me pede isso com uma puta voz manhosa que, porra, como resisto a essa gracinha? Era claro que era uma manipulação descarada – que só para deixar bem claro: amei. Tenho vontade de beijar essa boquinha gostosa até não aguentarmos mais.

— Isso te faria sentir melhor, meu bem? — O provoco, levando meu dedo indicador até seu lábio e o contornando em um toque que me deixava hipnotizado.

É que eu amo os lábios do Ami, são gordinhos, rosadinhos, macios e putz. Tão beijáveis que… E ele assentiu, inocentemente, com os olhos e narizes vermelhinhos devido ao choro recente. Assim me aproximo devagarinho, sinto nossa respiração tencionar, percebo como ele fica tão vulnerável com minha aproximação.

Começa com o roçar tímido da pontinha dos nossos narizes, suas mãozinhas vão para meu pescoço onde ali ele enterra seus dedinhos curtinhos e gordinhos, me puxando, mas não me entrego de cara. O provoco, desviando minha boca para selar o canto de seus lábios.

— Jon… — Ele manha, irritado.

— Oi, Ami? — Sorrio diante da sua boca, nossas respirações quentes esbarram-se.

Ansiedade, um desejo enorme e ele não aguenta mais nenhum segundo quando se atira contra minha boca e puxando-me pela nuca finalmente me beija. É uma explosão tão grande que nós dois gememos, isso me deixa tão surpreso quanto ele, que abre os olhos antes de intensificar o beijo e vejo a cor de sua íris.

E assim começa o ósculo. Amin é invasivo, ele é um dominador, ele me beija como nunca fui beijado. Sua língua macia, quente e molhadinha se mexe contra a minha e nesse momento parece que tenho ligação direta com o que tenho entre as pernas, pois em um pulsar, meu pau endurece. Bem assim… em um simples piscar de olhos.

Ele vem com tudo, julgo nem ser capaz de apagar seu fogo. Song se senta sobre minhas coxas, minhas mãos viajam até suas pernas e toco da panturrilha até seu quadril, apertando com força cada pedacinho durante o caminho.

Ele tem dificuldade para respirar e solta suspiros, não pela excitação e sim por causa de tanto ter chorado a pouco.

— Jonah, não aguento mais! — Ele choraminga sem descolar nossos lábios, numa febre sem controle, na luta para conseguir conciliar o beijo e a respiração. E não conseguimos parar, meu deus, não consigo! Ele sente meu pau, ele esfrega sua ereção na minha e meu corpo treme, um gemido alto demais escapa… Como vamos parar? Aliás, precisamos parar? — Por favor, me come.

E esse pedido faz algo escorrer bem de e molhar minha cueca.

Sinto uma de suas mãos alcançar a minha que pousada em seu quadril apertava-o com tanta força que deve o ter marcado, Song a guia para o meio de suas pernas, ele a pressiona ali em sua ereção bem delineada. Já estive com homens, sei como é um pau duro, mas sei lá, parece que ele está tão rijo como jamais vi na vida. E caralho, ele pulsa na minha mão, pulsa de verdade! O pau dele está mexendo aqui…

E o aperto como o seu caralho parece implorar, tateio toda sua extensão sobre o pano fino do pijama. Encontro a sua cabecinha onde ali esfrego meu polegar devagarinho até sentir o pano umedecer-se com seu pré-gozo. Ele rebola no meu colo, suas bandas durinhas sentindo meu caralho, estocando contra minha mão.

Minha boca deixa a sua para escorrer pela pele macia e alva. Desço pelo seu pescoço, beijando, lambendo…

E…

Meu celular toca.

A porra do meu celular grita do outro lado da sala.

Amin segura meu rosto e nega, uma tentativa implícita de que não podíamos parar o que estávamos fazendo. E não pararia se não soubesse do que se tratava. Infelizmente, era o toque personalizado de suspense com o propósito único e exclusivo de indicar quem estava ligando. E se tratava do meu chefe da editora.

E já enrolei tanto ele que se continuar assim, perco minha editora.

— Ami, desculpa, desculpa… — Lamento enquanto as pressas o empurro do meu colo, ele resistente, até finalmente se sentar no sofá e saio correndo até a mesinha ao lado da árvore de Natal. — É uma ligação muito importante… Eu… E-eu… — Alcanço o smartphone e finalmente aceito a chamada. — Sr. Sánchez, oi? Você recebeu meu e-mail?

Olho para meu estado e puta que pariu, por usar esse pijama fininho tinha a porra de uma coisa apontando para a árvore diante de mim e de uma maneira muito escrota. Com muito esforço foco na voz do meu chefe e a única reação que consigo ter é arregalar os olhos.

Como diria Amin: minha nossa senhora do escritor.

— Jon, está tudo bem? — Amin pergunta baixo enquanto me encara preocupado, ajoelhando no sofá com os braços cruzados sobre o encosto, embora seja frustrante ter que deixá-lo na mão, sei que ele entende perfeitamente.

Finalizo a chamada e devolvo meu celular à superfície da mesinha. Encaro Amin e então dou um pulo e um soco no ar.

— Puta que pariu, meu amor! Consegui! Quer dizer, nós conseguimos! — E corro até ele, pulando do encosto para o assento do sofá como se fosse um competidor olímpico e imediatamente abraço Amin em comemoração.

— O que foi? O que está acontecendo? — Amin ri e me abraça, comemorando sem saber do que se trata.

— Lembra do livro que comecei a escrever graças a você? — Nos sentamos sobre nossas pernas dobradas de frente ao outro. Amin assentiu freneticamente. — Enviei o primeiro capítulo para o meu chefe e, Ami, ele simplesmente amou. E era tão diferente do gênero que eles querem, apenas me pediram para terminar o mais rápido possível para ser publicado em janeiro do ano que vem. Eles realmente estão aceitando uma história que eu quero e gosto! Song você tem noção do que é isso?

— Que meu futuro namorado gostoso é muito incrível e talentoso? Ah, Jonah, disso eu já sabia. — Ele brinca me fazendo rir e segura meu rosto para encher minha boca de selares. — Estou tão feliz por você, meu tchutchuco. Sempre acreditei no seu potencial e sabia que iria conseguir.

— É por você, pacotinho. Tudo isso é por você. — Nós colamos nossas testas e ele faz aquele carinho gostoso na nuca.

— Acho que temos que comemorar, não? — Ele sugere, já ficando animado. — Vamos sair, uh? Depois de toda essa melancolia do filme e essa interrupção da nossa foda, estou com muita vontade de ir numa boate, sabe? Aquelas com pista de dança, música alta, luzes neon e drinks docinhos. Diz que sim, por favor, por favorzinho, Jonie? Eu quero dançar!

Encarando seus olhos que brilham mais do que tudo para me convencer, não tem sequer chance de negar seu pedido. Nunca fui muito fã de bagunça, bebedeira e boates – embora tenha me permitido curtir um pouco na época da faculdade. Mas de repente me encontro muito animado para ir em uma com o Amin. Cheguei naquela fase em que quero dar uma chance para tudo.

— Eu topo! Vamos! — Amin grita e me abraça, pulando no sofá quando saltita sobre seus próprios joelhos.

— Vai para sua casa, se arruma e fica bem gostoso. Gostoso mesmo, entendeu, Jonah? Vou arrasar, não tenha dúvidas! — Garantiu ele, e realmente, não tinha dúvidas que iria. — Hoje você vai conhecer um novo lado meu, o festeiro.

Amin e suas mil nuances. Devo me preocupar?

Com sua animação a mil, ele me puxa para fora do sofá e começa a me guiar até a saída do apartamento, praticamente me expulsando dali. Joga meu sobretudo nos meus ombros e me empurra para fora enquanto tagarela sobre o tempo que levaria para ficar pronto.

— E ah, Jonah, hoje definitivamente estarei pronto para ser fodido com muita força. — Ele me garante antes de me puxar pelo colarinho e lascar um último beijo de língua em minha boca. Fico tonto com tantas atitudes repentinas e por fim quando ele se afasta, estou parado ali como um bocó. Amin fecha a porta após me lançar um sorriso safado. E puta que pariu, onde é que fui me meter?

Ele tem tanta energia que não consigo o acompanhar. Pego-me indo para meu próprio apartamento completamente pensativo. Com as mãos enfiadas nos bolsos frontais do meu sobretudo, me sinto como se estivesse pisando em nuvens.

Além de apaixonado, estou definitivamente com um puta tesão acumulado. E hoje… Jonah Vincent Ambrose, você vai ‘afogar o ganso’, ‘balançar a roseira’, ‘molhar o biscoito’[5] e todas as expressões do mundo que remetem ao ato de fazer sexo. Sim, finalmente. Depois de mais de um ano usando apenas minha mão, um tubo de lubrificante e uma vagina de borracha…

Hoje você vai finalmente transar gostoso com o seu vizinho delicioso.

Pisco os olhos e percebo que estou sorrindo de frente para o espelho do elevador que sobe até meu andar. Bobo como um adolescente prestes a perder a virgindade. O que você fez comigo, Amin?

Tomo um banho extremamente longo e faço uma limpeza profunda em mim mesmo. Aparei meus pelos pubianos com a tesoura – não gosto de usar aparelhos de depilação, me dá alergia. Sendo assim, mantenho meus pentelhos curtinhos para ser higiênico e não incomodar. Espero que não seja um problema para Amin.

Acabo me empolgando – imaginando o quanto Amin ficaria bonito e o quanto preciso estar à altura – e faço até uma hidratação no cabelo. O milagre finalmente aconteceu, estou dando um jeito no meu cabelo, tem noção do que é isso? É realmente um fenômeno. Também me submeto a usar uma daquelas máscaras de hidratação para o rosto que Yohan me deu – ele adora um skincare.

Com a música soando do meu computador, tocando minha playlist favorita; uma toalha enrolada na minha cintura – ainda estou pingando por causa do banho recente; me encontrei pela primeira vez na vida indeciso sobre o que vestir.

Tinha que ser algo que no mínimo me deixasse atraente, não faria mal brincar com a sanidade de Amin um pouquinho, pois com certeza ele me enlouqueceria hoje.

Talvez pareça loucura, mas tenho uma calça de couro sintético preto. Acho que foi Jessie quem me deu e está intocada no meu armário até então. E era exatamente essa que usaria hoje. Após vestir – com bastante dificuldade, devo ressaltar – também coloco um cinto na mesma cor, tudo isso mesclado a uma linda camisa de botões bordada e levemente transparente – também na cor preta.

Essa noite sou o deus da pedra Onix. As botinhas de couro também combinam perfeitamente e por último, como toque final jogo a jaqueta de couro por cima, a qual possui detalhes de tachinhas pontudas, cor prata. Sei lá, ficou tão bonito, nem parece o Jonah casual de sempre. Por outro lado, sou um pedaço de couro sintético ambulante.

Aproveitando dos meus fios longos e molhados, meu cabelo ficou ondulado e caia ao redor do meu rosto de uma maneira que achei bastante atrativa. Só precisei passar um pouco de creme de pentear, gel e tcharam! Parece perfeito. É definitivamente atraente.

Como toque final, borrifo o meu melhor perfume. E a finalização foi ajeitar a gola da camisa diante do espelho. Mesmo com a barba ralinha e por fazer, estava bastante sexy.

Desde que conheci Amin tenho deixado a barba crescer, pois, em uma conversa aleatória com ele, me foi revelado que achava muito atraente. Não tenho nada contra barba, sempre cortava por cortar, não tinha um motivo específico. Suponho que está na hora de experimentar um novo visual e como bônus deixar meu vizinho um pouco mais atraído por mim.

O melhor de tudo é que Amin é extremamente pontual, uma coisa que super admiro e valorizo, já que também sou e, por isso, odeio atrasos com todas as minhas forças. Não precisei esperar muito, logo a mensagem dele chegou pedindo para me encontrar em frente aos nossos edifícios.

Sai de casa sem estar de fato preparado pelo que me aguardava. Precisei esperar cerca de três minutos enquanto Amin não vinha, pedi o Uber de uma vez e ouvi passos se aproximando. Foi quando tudo ao meu redor parou…

Quando vi o Amin, literalmente entrei em colapso. Se eu sou Marte, acabei de ser bombardeado por uma chuva de meteoros maiores do que o próprio planeta.

Talvez Amin fosse a Lua.

Sim, a Lua de Marte.

Ele está tão bonito, usando couro como se tivéssemos combinado algo. Mas na lei de se vestir de forma atrativa, acredito que vestir couro está no topo. Sua calça é muito mais justa que a minha, então de cara eu estava babando por suas coxas fartas bem delineadas na roupa – não quero imaginar como a calça se encaixa perfeitamente em sua bunda.

Sua blusa era uma branca com estampa da Gucci. Ok, Gucci! Amin veste Gucci, minha nossa senhora do dinheiro. E por cima uma jaqueta linda bordada nos ombros e costa, cheia de miçangas rosadas. Ele estava pronto para destruir qualquer bocó despreparado como eu.

Hoje não me restavam dúvidas, sou muito gay quando se trata de Amin, pois só de vê-lo tão bonito assim sentia vontade de o foder. Um calor imenso possuía meu corpo.

Ele tinha tanto poder sobre mim que eu estava simplesmente rendido. Completamente à mercê dele. De quatro, abanando o rabo.

Mas não pense que acabou por aí, pois não. Song estava de maquiagem, algo sutil, porém notável o suficiente para destacar a beleza surreal de seu rosto. Ele é tão lindo, caralho, com essa boquinha rosada. Os olhinhos brilharam para mim, notando como o devorava como uma fera esfomeada.

Definitivamente, nós vamos transar hoje.

Quando estava frente a frente, Amin sorriu e jogou seu cabelo para trás. E foi quando notei que ele é mais impressionante do que poderia imaginar.

— Meu Deus, como você- Amin! Seu cabelo está rosinha! — Como ele fez isso em apenas duas horas e meia?

— Está sim, você gostou? Eu mesmo fiz. — Ele mexe nos fios soltinhos novamente. São aquelas típicas mechas onduladas que ele insiste em deixar coloridas. É a coisa mais gracinha que já vi.

— Ficou tão lindo. Combina tanto com você, docinho. — Sorrio me aproximando para o envolver pela cintura. — Você inteirinho está lindo. Muito mesmo, Ami. Estou quase abortando a missão e te arrastando para o meu apartamento.

— Ah é, Sr. Ambrose? Eu poderia ceder facilmente… — Suas mãos deslizam do meu ombro até os braços onde ele aperta meus músculos. — Mas, não, primeiro quero dançar como se não houvesse amanhã, porque, puta que pariu, Jonah Ambrose está usando roupas que jamais imaginei que existissem em seu guarda-roupa. Você está usando couro por mim! — Ele se gaba todo sorridente, subindo os apertos pelo caminho que tirou e apertando meus ombros novamente, me envolvendo melhor em um abraço.

Infelizmente não tive tempo de agir e o sequestrar de vez, meu celular apita no bolso traseiro da minha calça e sei que o Uber está estacionando na nossa frente.

— Então vamos, baby. — O trago comigo até o carro, sinceramente, hoje estou me achando o cara por ter um peixão como o Amin do meu lado. E me permito me achar por ter um paquera tão bonito.

Como dizem: é muita areia para o meu caminhãozinho.

Durante todo o percurso, Amin tagarela sobre receitas e coisas aleatórias. Logo me contando todo seu plano de comprar enfeites nas lojas bem dotadas de Toronto para enfeitar meu apartamento com o tema de Natal. Pelo visto me fazer ceder aos enfeites estava na sua lista para me tirar do bloqueio criativo.

Não vejo a hora de ver essa lista.

E se você tem dúvidas, sim, ainda estamos a seguindo. E caso tenha se esquecido, nesse fim de semana, nós vamos ao show da Twyla Willow em Toronto.

E o que eu faço? Apenas digo sim e concordo com tudo o que meu vizinho quer fazer, já que esse foi o trato do início dessa história de lista. Enquanto assisto Amin falar com a cara de maior apaixonado do universo, nossas mãos com dedos entrelaçados se acariciam, ele encosta a cabeça no meu ombro, passei meu braço ao redor dele o abraçando, cheirando seu cabelinho com aroma de framboesa. Ele é tudo.

O motorista ficou com o olhar torto para nós durante todo o caminho, já que estávamos agarrados como dois gayzinhos que somos. E isso não nos abala, na verdade, como ele fica calado, apenas o ignoramos. É inevitável não se esbarrar em alguns ignorantes durante a vida. Mas quando estou com o Amin, nada no mundo importa, só ele. E me sinto forte o suficiente para encarar qualquer pau no cu homofóbico.

E assim chegamos ao clube que ele escolheu – óbvio que era uma boate gay na nossa adorável gayborhood[6] localizada na Davie Street[7], que além de ser o melhor local para pessoas como nós se sentirem à vontade, é também um dos locais mais agradáveis para se passear, pois, a rua termina de frente para o mar, na praia de English Bay. Até avistamos um pouco o oceano quando passamos de carro. Mas o foi a boate mesmo que prendeu nossa atenção, sinceramente era tão linda com todas aquelas luzes brilhantes e placas neon. Compramos nossas entradas e ganhamos pulseiras que também brilham no escuro. Escolhi a de cor amarela e Amin ficou com a rosa.

Meu vizinho foi me puxando por entre as pessoas até chegarmos ao bar onde de primeira ele já pede três shots iniciais de tequila. Era como um ritual que eu não conhecia, para esquentar uma noite que está só começando.

— Um brinde ao meu escritor e empresário mais incrível do mundo! — Ele bateu seu copo no meu, me fazendo rir pela parte do empresário? Desde quando sou um? Será que é pela cafeteria?

Deixo isso para lá e faço um segundo brinde com o segundo shot.

— Um brinde ao meu vizinho lindo, criativo, prestativo e um tanto bom cozinheiro. — Amin fica todo tímido e sorri grande para mim.

A bebida desceu queimando, já sinto meu espírito elevar-se. Por fim, Amin me passa o último shot.

— Esse é por nós. — E assim ele bebe com sua atenção mirando em minhas orbes, como se me devorasse. E não é que Amin me devora mesmo, só que com os olhos. É como me sinto toda vez que o contemplo.

Levemente alcoolizados, ele passa os braços em volta do meu pescoço e cola nossos corpos.

— Quero fazer um body shot em você. — E primeiro fico o encarando tentando filtrar e entender suas palavras por cima da música alta, ele aponta para um canto em específico onde um grupo de pessoas fazem desafios entre body shot ou um lap dance, só então finalmente entendo sua proposta. — Acho que quero fazer os dois. Quero que todos vejam o quanto posso te deixar louquinho. Aceita, por favorzinho? É o momento dos casais, o melhor ganha uma garrafa de whisky.

Whisky é muito forte, eu não brincaria com isso.

No entanto, meus caros, Amin Song quer fazer um lap dance em mim e melhor ainda, um body shot.

— Você é um exibicionista? — Juro que com a minha melhor expressão de dúvida o pergunto, Amin gargalhou e em seguida mordeu os lábios me encarando.

Sério, ele parece ter muitos fetiches e quero descobrir todos eles. Do jeito que ele falou, me parecia que exibicionismo o atraia, ou era o desafio de ser o melhor e ganhar o prêmio que o excitava? Fico com às duas opções.

— Talvez sim. Você vai precisar descobrir, Sr. Ambrose. — Certo, o “Sr. Ambrose” é golpe baixo, entretanto mais baixo ainda é ele ser tão fofo assim comigo. Deveria ser ilegal Amin Song simplesmente existir.

— Eu topo, com uma condição. — Se ele quer jogar, preciso mostrar que também sou um bom jogador.

— Ok, vá em frente. Peça-me o que quiser. — Seus olhos brilham diante da possibilidade de lhe propor algo sexual.

Ele aproxima o ouvido da minha boca, subo meus toques até sua nuca e o seguro com firmeza quando sussurro:

— Quero que você use uma fantasia para mim, no Natal. Quando estivermos na sua casa e você achar que é o momento de me presentear, quero que você seja o meu gatinho particular. — Não estávamos tão íntimos para lhe pedir isso, nem havíamos transado ainda. Mas sabia que até lá teremos feito. Era trocar uma fantasia por outra, nada mais justo, não acha? — Lembra quando a gente se conheceu e no dia seguinte você apareceu na minha casa logo cedo? — Amin assentiu em concordância, estremecendo em meus braços e mordendo seus lábios afoitamente. — Você estava certo. Não era uma simples ereção matinal, Ami. Eu estava duro para um caralho, por que sonhei contigo, usando a porra de uma fantasia de gatinho.

Amin ofega, vacila e fica sem palavras. Meu sorriso é de um grande canalha, o que me dá certeza de que ele gostou da ideia. Se eu tinha fetiche em fantasias ou pet play[8]? Realmente não sei, o que sei é que não consigo me esquecer daquele sonho e quando me vem à memória o resultado é uma reação bastante quente do meu corpo. Mas o melhor de finalmente contar isso para ele, é conseguir foder com sua sanidade, igualzinho ele faz comigo.

— Agora vamos ali realizar seu desejo, gatinho. — E o puxo pela mão na direção da brincadeira.

Quando nos aproximamos as pessoas vibram com nossa chegada, os rapazes da festa estão tão animados e são tão receptivos que nem preciso lidar com meu lado tímido. Uma Drag Queen linda nos chama para a cadeira central da roda.

E foi assim, fácil. Só chegamos e já nos deram uma rodada.

— Nome do casal?

— É Ami e Jon. — Amin responde já vindo em minha direção.

Sou surpreendido quando ele me empurra, me fazendo dar passos em falso para trás e vou obedecendo, mantendo nossos olhares conectados. Quando sinto as dobras de meus joelhos encostarem em algo e sei que é a cadeira, me deixo cair sentado e imediatamente ele monta no meu colo, sentando com força bem em cima do meu pau ainda flácido.

Amin possuía aquele olhar perigoso, com as pupilas dilatadas ao máximo e quase não podia ver a cor de seus olhos – tanto pela baixa luminosidade, quanto pelo seu atual espírito selvagem. O que me faz entender tudinho é quando ele faz um movimento para encaixar-se melhor e sinto seu pau duro cutucando minha barriga. O deixei assim quando minutos atrás falei da minha fantasia sobre ele. O pessoal vibra ao nosso redor e sou incapaz de ouvir os comentários sobre nós.

— Você está literalmente fodido, Jonah. Quer que eu seja um gatinho, uh? Mas será que dá conta de uma fera? Sinceramente, — ele me segura fortemente pelo maxilar e diz todo irônico, até rindo. Meu santo caralho. — como tem coragem de imaginar uma coisa tão safada do vizinho que havia acabado de conhecer?

Ele quer me fazer pagar caro.

Amin quer vingança por tê-lo deixado duro em público apenas com algumas palavras sussurradas em seu ouvido e um pedido que desejo do fundo das minhas bolas que seja atendido.

— Posso usar as algemas? — Ele se pendura no meu pescoço e pede a nossa amiga Drag Q. Ela bateu palmas animadas e posteriormente algemas de silicone felpudas são balançadas na nossa direção.

— É sério isso? Ami-

— Shh. Não fala nada, Jonah. — Amin coloca o dedo sobre meus lábios obrigando-me a calar e dá uma única rebolada que, puta a merda, me quebrou inteiro.

“Faz ele gozar nas próprias calças, amiga”, “Deixa ele implorar para te foder”, “Estou ficando excitado com as expectativas!”. São alguns dos milhares de comentários que ouço.

— A nossa plateia quer um show, amor. Vamos começar. — Ele selou meus lábios rapidamente para se colocar de pé.

Song dá a volta até ficar atrás de mim, o deixo fazer como quer e ele inicialmente tira minha jaqueta e me sinto um pouco exposto, mas não reclamo. Minhas mãos são algemadas em minhas costas. E então a música começa, suave e irreconhecível, pois nunca a ouvi antes, mas é sexy demais. E Amin tem realmente um olhar felino.

Estou fodido.

Primeiro ele me dá as costas e rebola lento, a primeira coisa que concluí é que estou certo na minha tese de que sua bunda fica perfeita naquela calça. Suas nádegas são redondinhas e durinhas, ele requebra só para mim, descendo praticamente até o chão. O nosso público vai à loucura. Depois ele se vira e caminha leigo até mim, passando uma perna em cada lado e sentando lentamente, quando senta ele dá um rebolado firme contra meu pau duro.

E fecho os olhos gemendo, o mundo ao meu redor desliga enquanto ele se mexe de uma maneira incrível no meu colo. É sério, não dá para explicar como ele faz isso bem. As investidas, o gingado, o tesão acumulado, o álcool da tequila esquentando meu sangue ainda mais, toda aquela sintonia…

Uau.

Corro o risco sério de gozar em minhas próprias calças.

Depois de dois minutos me mostrando o quanto ele seria bom em cavalgar no meu pau, meu lindo vizinho fofinho abre os botões da minha camisa de forma lenta. O estímulo do público o deixa animado, Amin me exibe como um troféu quando sai do meu colo e todos podem ver tanto o volume da minha calça como meu abdômen malhado.

E me arrependo de não estar indo na academia do meu prédio nesse último mês, desde que conheci Amin, engordei um pouquinho. Mas ainda assim dava para ver os gominhos do meu abdômen.

Atrás de mim ele dança mais e desce as mãos por meu peitoral, segue até alcançar meu volume e aperta com vontade, gemi. E gemi alto. As pessoas nos aplaudem.

“Vocês precisam foder!”

“Quero um vídeo seus fodendo”

E aí a nossa amiga Drag Q. vem ligeira segurando uma garrafa de whisky, Amin assume sua posição ao se ajoelhar na minha frente, afasta minhas pernas ao máximo e se encaixa ali. A mulher joga o álcool na minha boca e bebo um bocado, o líquido transborda escorrendo pelo meu corpo.

Meu vizinho começa seu trabalho de beber tudo o que escorre, sua língua quentinha e macia lambe meu peitoral e abdômen como um cachorrinho desesperado. E por fim ele sobre até minha boca e me beija metendo sua língua com vontade, quica no meu pau que sinceramente, não sei como consegui segurar o gozo.

Essa brincadeira foi longe demais.

E nem acredito quando acabou, o pessoal assobiando e batendo palmas, a Drag me desamarra e Amin se curva em agradecimento.

— Vocês merecem até duas dessas! — É o que a de peruca roxa diz, entregando a Amin a garrafa de whisky e alguns sachês de lubrificante. — Aproveitem a noite e gozem muito!

Risonho, Amin me puxa pela multidão e só tenho tempo de recuperar meu casaco.

— Vamos dançar. — E me arrasta para a pista sem eu dizer se quero ou não. Sou péssimo dançando, mas pelo visto não tenho escapatória. E ainda nem me recuperei do que aconteceu segundos lá atrás.

Nos infiltramos entre as pessoas até estar praticamente no centro da pista de dança, ele já havia aberto a garrafa e bebia o whisky puro do gargalo. Amin se vira para mim e começa a se mexer conforme a música nos conduz, a bebida é derramada na minha boca escorrendo pelo meu pescoço e meu vizinho volta a me lamber. Ignoro totalmente o fato de que minha blusa ainda está desabotoada e estou todo exposto. Visto a jaqueta novamente para não a perder e tomo a garrafa das mãos do maluquinho aqui que já está ficando doidão. Amin me surpreende quando grita ao iniciar uma nova música.

— Essa música é incrível! — Ele berra para mim, agarrando-se mais ao meu corpo.

Não tinha certeza, mas acho que a conheço. Quando ele começa a cantar finalmente reconheço o hit, talvez fosse o álcool me deixando alto demais, mas já havia ouvido essa música no repeat antes. Não sei como demorei para recomende que é Body Lights[9].

— I see the lights in your body. — E Amin canta ao pé do meu ouvido, movendo seu quadril de maneira ondulante, roçando nossas ereções que não sairiam dali nem com reza. Mas logo se afastando para pular. — They dance for me. As an implicit invitation to touch you.

Eu vejo as luzes em seu corpo.

Elas dançam para mim. Como um convite implícito para te tocar.

No embalo começo a pular com ele também, nossos olhares conectados e a sintonia da batida vintage nos envolvendo.

— Ooh, I’m drowning in desire. I want to touch you. Give me your body, give me your soul. — É a minha vez de cantar para ele, o álcool ajuda nessas horas, considerando que Jonah Ambrose jamais faria isso sóbrio.

Ooh, estou me afogando em desejo. Quero te tocar. Me dê seu corpo, me dê a sua alma.

— Hey, hey, hey! — Cantamos em uníssono.

E foi assim até o fim da música. Amin fingindo que nossa garrafa era um microfone, enquanto cantava a letra da canção tão bem, acabei por agarrar suas mãozinhas e com as testas coladas cantamos com vontade e alternamos os goles do álcool.

Mas a próxima música, me faz ficar simplesmente paralisado. Amo essa música com todas as minhas forças e Amin também parece gostar, pois nós dois gritamos loucamente começando a pular.

É Electric Romance.

Posso morrer aqui e agora e vai ser a melhor morte que poderia ter imaginado. E dessa vez, Amin não canta, tão pouco eu. Ele apenas vira-se para mim, encostando aquela bunda gostosa na minha virilha, ondulando contra minha pélvis com um gingado manso.

A música tem um tom sexy que me faz segurar seu quadril e nos movemos em sintonia. As consequências dele roçando no meu pau é que a cada segundo está ficando sufocado. E com meu rosto colado ao lado dele o nosso suor vai se misturando. O vejo morder os lábios e fechar os olhos ao empinar mais e roçar com mais precisão.

As luzes néon fazem as miçangas de sua blusa brilharem tanto, sinto como se estivéssemos no nosso paraíso particular. E quando a música está quase acabando, ele se vira para mim, sua mãozinha desliza por meu peitoral melado pela bebida e me surpreende quando sinto sua mão indo diretamente para o que tenho no meio das pernas. Amin toca meu pau teso sem vergonha alguma, provocando toda minha extensão hipersensível e sofro arrepios tortuosos.

— Você é tão grande, Jon. Quero te chupar até engasgar. — E meu caralho pulsa, fecho meus olhos por um momento, tentando ter um tipo de controle. Estava tão quente e ele estava desafivelando meu cinto, abrindo meu zíper bem ali… com nossos corpos colados, suor escorrendo, calor sufocante e músicas que já não consigo reconhecer.

Agarro-o com tanta força quando sinto seus dígitos nus tocando-me diretamente naquele lugar. Não consigo acreditar que isso está acontecendo.

Com dificuldade, ele faz a pele do prepúcio subir e descer. Por reflexo, agarro ele com força, apertando nossas testas coladas e gemendo como um desgraçado sensível.

Pele contra pele, os toques são tão intensos e todo o risco de sermos pego torna essa aventura ainda mais excitante. Sua mão é tão hábil que mordo seu pescoço para controlar um gemido alto demais.

— Eu quero você, Ambrose, facilita vai. — E implora, manhoso, abusado, tão… Arg! Quero enlouquecê-lo de tesão.

Sinto que a cada segundo estou ficando mais molhado lá embaixo e se ele continuar tocando a cabecinha tão bem com esse polegar habilidoso, vou gozar. Estou segurando um tempão! O problema é que ele parecia querer muito mais e não duvido da sua capacidade de se ajoelhar e me mamar bem aqui, na frente de todo mundo.

Preocupado com meu vizinho doidinho para me dar um boquete, maluco não sou de recusar. Essa noite implora a cada segundo para que o fogo incendeie. Quero queimar com Amin. Resolvo me entregar a toda a loucura de vez.

Afinal nós já ultrapassamos vários limites, não é? Body shot, lap dance, agora a dança sensual e sua mãozinha sapeca dentro da minha calça.

— Vamos para o banheiro, uh? Vou te dar seu leitinho, putinha safada. — Disse rude em seu ouvido, dando uma pegada forte na sua bunda.

Xingá-lo com propósitos sexuais é um novo nível alcançado e que não fazia ideia se ele gostava, apostei que sim.

Minha mão livre sobe até sua nuca e puxo seus fios de cabelo, olho em seus olhos profundamente. Luxúria é tudo que nos cerca.

— Gosta que eu te chame assim? De putinha? — Resolvo que é melhor ter certeza.

— M-muito. — Sua mão envolveu meu falo com mais firmeza e aperta com vontade, me fazendo agarrar sua bunda com tanta força em troca.

— Puta que pariu, vem logo. —Tiro sua mão dali – lutando para a afastar, já que Amin não quer parar de me tocar de jeito nenhum.

Apenas o puxo por entre as pessoas até alcançar o banheiro, sem sequer me preocupar com o nosso redor. Entro em uma cabine trazendo-o comigo e na sequência rapidamente fechando a porta.

Me dou de cara com um Amin gemendo com os dedos em sua boca. Ele estava lambendo seus dedos lambuzados pelo meu pré-gozo.

Você tem noção que ele acabou de foder com o que restava da porra da minha sanidade?

Antes que eu tome qualquer atitude, Amin me agarra novamente. Ele esfrega sua virilha contra a minha e é meio difícil por causa das calças de couro. Mas ele roça gostoso enquanto enfia sua língua na minha boca e me faz chupá-la de forma erótica, me sentia um ator pornô.

Ele me beija por longos minutos, gemendo baixinho e manhosinho na minha boca, fazendo-me sentir as vibrações de suas cordas vocais – e até isso excita. Seguidamente, resolve se afastar para lidar com minha calça. É quando percebo que estou um estrago. De blusa escancarada, cinto solto, calça aberta e meu peitoral melado de suor e bebida. São os estragos do furacão Amin. Antes dele conseguir se livrar das minhas calças, muda de ideia e volta até meus ombros, onde desliza a jaqueta para fora de mim.

— O que você-

Sou surpreendido quando ele puxa minha camisa com força me deixando nu apenas na parte de cima. Song geme quando vê as tatuagens em meu corpo.

E agora eu entendi tudo. Ele sentia tanto tensão por elas que não via a hora de as ver.

— Porra, Jonah. Você tem um monte de tatuagem. Oh minha nossa senhora do homem gostoso, me ajuda… — Ouço clamar enquanto se aproxima com a boca.

Se tem uma coisa que sou apaixonado é por tatuagem, tanto que fechei meu braço direito com várias delas. Até uma parte do meu ombro direito e costas possuía um pouco das marcações eternizadas em tinta preta. Todas com significados imensos para mim.

Mas agora, acho que elas superaram sua significância, logo que o vejo literalmente as lamber. Cada traço do meu braço e peitoral, sua língua viscosa lambe com vontade, Amin geme só com isso e fico ainda mais duro, feito ferro.

Começou pelo desenho da asa que se inicia no ombro e cobre praticamente toda a frente do meu braço; depois delineou a raposa nas costas do meu antebraço; finalmente passou pelo conjunto de flores – rosas e girassóis – e borboletas; um selar é dado na andorinha da minha mão e o “be free” tatuado em fonte medieval nos dedos é ignorado. Ele foi para o peitoral onde no lado esquerdo tatuei a frase “be art” bem pequeno e com uma caligrafia de máquina de escrever, dando ali somente um selar para depois fazer sua língua pincelar meu mamilo rijo e a sensação é gostosinha.

Como se chama o fetiche por tatuagem? Se não existe, acho melhor criarem agora, pois Amin tem fetiche nisso.

— Você… Porra, Ami… — Sorrio safado, Amin me olha felino enquanto me lambe inteiro.

Sua língua molinha persiste em se demorar nos meus mamilos e juro por tudo que senti meu pau fisgar com tanta força que parecia que ia rasgar a calça.

Sua boca estava com fome e tinha um objetivo, ele não parou. Desceu até a barra da calça puxando para baixo junto da cueca o suficiente para libertar meu caralho. E puta que pariu, o bichinho soltou duro para fora, balançando diante de sua cara, melado de necessidade, implorando por uma atenção maior.

Agora devidamente ajoelhado diante do que ele tanto almeja chupar, fecha os olhos e deita a cabeça ao lado da minha virilha, cheirando e roçando o nariz pelas veias salientes do meu mastro.

— Awn! Esse cheiro… Você me enlouquece tanto, Jonah. — E diz todo afetado, ponto a língua para fora e me olhando quando a pontinha úmida dedilha uma veia grossa. — Puta gostinho gostoso. Você é tão salgadinho, Jon. É o único salgado que gosto.

Ele sabe me provocar, manipulardozinho da porra.

— Vadia! — Rosno segurando seu rosto pelos fios loiros pouco tingidos de rosa-claro. — Não queria chupar? Então o faça. Agora!

Amin me olha com uma expressão que caralho, soube que estava ferrado. Ele abocanha a glande sensível e agarra minhas bolas ao mesmo tempo, o faço enfiar tudo. Inconsciente puxo sua cabeça até meu caralho tocar sua garganta, até a pontinha do seu nariz roçar meus pelos pubianos. Ele me olha com os olhos cheios de lágrimas, mas nunca negando minha atitude, pelo contrário, ele gosta. E então o deixo aliviar, ele tira todo meu pau da boca e respira ofegante tossindo um pouco.

Caralho.

— Porra de caralho lindo e gostoso! — Diz ele, satisfeito.

E nem preciso dizer ou fazer mais nada, pois ele finalmente me mama. Com uma mãozinha gordinha me segurando pela base, masturbando com vontade, a outra chupa a glande e sua língua sapeca brinca com a fenda e o frênulo. Os pontos fracos que fodem comigo.

Os olhos vermelhos por tê-lo feito quase chorar, os gemidos pecaminosos vibrando contra meu pau… Cada detalhe torna esse boquete tão almejado como um vislumbre ambrosíaco. Ele gosta de chupar, oh se gosta.

Me pego revirando os olhos e tombando a cabeça para trás, sentindo todos aqueles arrepios deliciosos. Sem me gabar, já fui chupado antes várias vezes, mas juro por tudo, nenhum deles me chupou como Amin.

O jeito que ele faz, dançando sua cabeça enquanto tenta me engolir inteiro. Cada pedacinho de puro nervo que sua língua se esfrega. Seus olhos inocentes conectados aos meus durante o ato de dedicação e entrega. Era demais para mim. Até sua saliva em excesso tornava tudo mais gostoso. O barulhinho então, puta a merda, parecia um gatinho faminto mamando.

— Puta boca gostosa. — Era lindo ver seus lindos lábios envolvendo meu caralho. Odeio estar tão sensível a ponto de gozar tão precoce; mas minhas bolas estão mais pesadas que chumbo, estou no limite, porra. Vou gozar. Meu pau vibra na boca dele, sinalizando o que está por vir. — Não aguento mais, Ami. Puta que pariu! — Verbalizo meu desespero.

E “ploc” ele solta meu caralho e sorri tão grande e satisfeito:

— Fode minha boca até gozar na minha cara. — Ele pede.

Tenham misericórdia da minha pecaminosa alma, era impossível de não gozar.

Quando ele volta a chupar após pedir, o faz mais intensamente, segurando-me pela bunda para me forçar mais fundo em sua boca até sua garganta se retrair ao redor do meu pau. Movo meu quadril, meto e meto e meto e meto… E essa é a gota d’água. Afasto sua cabeça para atender exatamente o que me foi pedido e ele entende o recado.

— Quer leitinho na cara, putinha. Uh? Você quer? Diz para o papai?

— Sim! Sim! Por favor, Jon… Goza na minha cara! — E olha brilhante para meu pau enquanto o soco contra minha própria mão firme em uma masturbação rápida, um barulho molhado por causa da saliva e lubrificação presentes ali. Amin passa a língua uma última vez pela glande lentamente e pronto… Jorro bem na sua cara. Sujando-o inteiro. E é engraçado como caí em seus cílios, sua boca e bochechas. Ele fica todo sujinho. — Tão quentinho, papai… Awn…

E nem sei como isso de papai surgiu. Mas adorei. Só sei que me deixa com tesão, mesmo já tendo gozado. Meu caralho nem se dá ao trabalho de ficar molengo, fica mesmo é semi ereto.

— Você é tão perfeito. — O seguro pelo maxilar dizendo. — É a vez do papai te retribuir.

E o ajudo a se erguer em seguida ajustando minha calça e guardando meu próprio pênis. Me ajoelho diante de Amin, já indo em direção a sua roupa de baixo, desabotoando e descendo o zíper, em seguida a calça e cueca.

Ele é todo rosinha, todo fofo e gostosinho. Um tamanho mediano, mais grosso do que longo, uma gracinha. Era o pau perfeito, embora isso não importasse para mim. O que me interessa é que ele está molhadinho de tesão por mim. Seguro seu membro rijo e o vejo enfraquecer ao tombar dois passos para trás e se encostar na parede.

Ele é tão sensível.

Lindo.

— Seu pênis é tão bonitinho, bebê. Eu quero chupar como um doce. —  Amin nada diz, cheio de expectativas ele apenas confia quando tiro seus sapatos e o deixo apenas de meias para retirar a calça por completo. Logo o guio, coloco uma perna em cada ombro meu, apoiando as dobras do joelho para que ele literalmente sente-se rente ao meu rosto enquanto o ergo. Seus olhos se arregalaram.

— O que está fazendo, maluco?

— Confia em mim. — E assim, com ele sobre meus ombros, de frente para mim, apoiado a parede, podia o chupar sem que suas pernas fracas nos atrapalhem.

Amin tem uma depilação completa, sua virilha é toda lisinha. Tento não pensar que é assim que ele gosta, posso tirar essas dúvidas depois. Com isso, apenas beijo sua barriguinha e vou descendo os beijinhos quentes e suaves até a sua glande.

O pau dele está tão duro que enverga um pouco para trás. Beijo a cabecinha de forma literal, chupando-a em um beijo lento enquanto brinco com a fenda da glande. É tão gostoso, ele treme em meus braços de um jeito vulnerável, fecha os olhinhos e deixa os gemidos suaves escaparem pelos lábios inchados e avermelhados.

Ele é lindo, gostoso e docinho.

O chupo intensamente, subindo e descendo minha cabeça entre suas pernas, apertando-o firmemente quando ele aperta as coxas ao redor da minha cabeça. Amin agarra meus fios de cabelo e bagunça enquanto o mamo tão gostoso.

Minha boca solta estalos toda vez que a glande escapa, volto a engoli-lo inteiramente. Dou mordidas leves, chupo com força, o deixo ir fundo e o estrangulo em minha boca. Em resposta sinto seu pré-gozo quentinho escorrendo. Quando ele toma confiança, estoca contra minha boca e faço como ele fez: não tiro meus olhos dos seus.

— Jon! Eu não aguento… E-eu vou gozar… — E balanço a cabeça concordando, aumentando a velocidade.

Em resposta, seu membro vibra na minha boca e sei que é chegada a hora. Permito ir fundo e deixando o jorro vir no fundo da minha garganta, assim é mais fácil de engolir tudo. Amin solta um longo suspiro satisfeito, encostando a cabeça no ladrilho e fechando os olhos com força em puro alívio.

— V-vamos para casa. Por favor. Vamos ir até o fim. — Ele implora.

Ok, eu concordo. Mesmo depois da gente gozar com o melhor bola-gato que já tive, precisamos definitivamente de mais. Por isso, aceitei de imediato, descendo-o dos meus ombros e me sentando no vaso com ele em meu colo, todo cansadinho.

Amin recompõe a respiração, deitado com a cabeça no meu ombro. Faço carinhos em suas costas e finalmente ouvimos a movimentação do banheiro e da boate – antes havia sido silenciado, logo que minha atenção era inteira para o que estava acontecendo. As pessoas devem ter nos ouvido e realmente não estou ligando nesse momento.

E quer saber? Tomara que tenham ouvido. O mundo precisa saber que Amin e Jonah fazem o sexo mais gostosinho que existe.

— Vamos, te ajudo a se vestir. — O sento sobre o vaso e sucessivamente o ajudo a vestir a cueca e a calça, seguidamente seus sapatos. Aproveito o papel higiênico para limpar seu rostinho lindo todo gozado. — Você fica uma gracinha assim, mas vou te limpar, ok?

Ele ri.

— Bobo. — E me dá um tapinha. — Eu não consigo engolir, Jon. Desculpa. Até queria ter tentado, mas tive medo de vomitar em você.

É tão normal isso, nem todo mundo consegue fazer tudo sobre sexo. E está tudo bem. Não tem nenhuma lei que obrigue seu parceiro a engolir tua gala.

— Ei. Está tudo bem, foi maravilhoso. Não é obrigado a engolir nada. E ficaria chateado se se obrigasse. Respeite seus limites, está bem? — Seguro seu rostinho cabisbaixo enquanto digo, meu polegar acarícia sua bochecha suavemente.

— Obrigado por entender. Mas não pense que seu gosto é ruim, por que não é. É uma delicinha. — Ele sorri sapequinho, tão fofo. — É só que não consigo mesmo.

— Já disse que está tudo bem, gatinho. E, juro que você é docinho, sério! Estou impressionado.

— Deve ser por que como muito abacaxi.

E nós dois damos gargalhadas. O boato do abacaxi funciona, então? Acho que preciso fazer uma feira.

— Que delícia, Ami. Assim vou ficar viciado. — O provoco.

— Te dou leitinho quando quiser, tchutchuco. — É o que o safado responde.

— Quer ir embora mesmo? Você já dançou o suficiente? — Ele estava tão afim, agora que a tensão sexual passou um pouco, talvez possamos dançar mais.

— Nah, já aproveitei tanto. E estou meio alterado. — Ele revira os olhinhos buscando a garrafa de whisky que ficou esquecida em um canto do banheiro onde Amin a deixou e nem vi. — Quero guardar essa garrafa como um souvenir.

Concordo com o mesmo ao balançar minha cabeça. A nossa primeira vez fazendo um boquete, merece uma lembrança física.

— Hoje é um dia histórico!

E ele concorda, dando risada. Após tomar mais uns goles, saímos da cabine dando de cara com um casal que estava se pegando encostados na pia.

— Eles transaram gostoso ali dentro, acho que a gente deveria fazer o mesmo. — Ouço um deles dizer e então aos beijos eles entram dentro de um dos compartilhamentos. Amin e eu nos entreolhamos e damos risada.

— Fico feliz de influenciar casais a transarem em banheiros públicos. — Ele brinca.

— Eu também.

— Mas a nossa noite está apenas começando, baby. — Amin diz, vindo até mim e me beijando novamente e então percebo que o tesão não deu folga coisa nenhuma. — Vamos para seu apartamento, agora! — E isso é uma ordem.

Estávamos desesperados para foder.

Definitivamente, a noite estava apenas começando.

 


 

[1] Referência ao filme Monsters, Inc. conhecido no Brasil como Monstros S.A.

[2] Desaparecimento de Madeleine McCann é mundialmente conhecido, a menina britânica desapareceu em 3 de Maio de 2007 em Portugal, onde estava com os seus pais, irmão e irmã de férias na vila da Luz, Lagos no Algarve.

[3] Hachi: A Dog’s Tale (Sempre ao Seu Lado), também chamado de Hachiko: A Dog’s Story, é um filme britano-norte-americano de 2009, do gênero drama, dirigido por Lasse Hallström, com roteiro de Stephen P. Lindsey baseado na história verdadeira de um cão japonês chamado Hachikō.

[4] Hachiko conhecido em japonês como “cão fiel Hachikō”, foi um cão da raça akita, até hoje lembrado por sua lealdade ao dono, e que perdurou mesmo após a morte deste.

[5] As expressões citadas são uma espécie de metáforas sexuais hilariantes, popularmente conhecidas no Brasil.

[6] Em Vancouver, na Davie Street – o trecho entre Burrard Street e Jevis Street é apelidado de gayborhood, já que quase todos os cafés, restaurantes, pubs e hotéis são dedicados ao público LGBT+. Os pontos de ônibus são rosas e as bandeirinhas com o símbolo do arco-íris estão penduradas em quase todos os postes. As lixeiras (até as lixeiras!) também são decoradas e as faixas de pedestres também dão destaque ao movimento.

[7] Parte da área de West End em Vancouver, o Davie Village é um vibrante bairro gay de Vancouver, com boates e bares movimentados, boutiques peculiares e livrarias LGBT+. As opções gastronômicas incluem tavernas gregas, cafés aconchegantes, restaurantes tradicionais e étnicos. O bairro também é conhecido por sua colorida Rainbow Crosswalk, ao lado do Jim Deva Plaza, um espaço ao ar livre com uma escultura gigante de megafone.

[8] Pet Play é uma forma de encenação onde pelo menos um dos participantes desempenha um papel com características animais.

[9] Body Lights é uma canção fictícia (criada para o desenvolvimento da trama).

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