Capítulo Onze

a vista de Toronto, voz e violão, a Lua de Marte

0 0

Uma das coisas que mais amei é o nosso hotel que vale cada centavo excessivamente caro. Com absoluta certeza é um dos hotéis com melhor infraestrutura, quartos modernos e bem decorados, um combo de serviços de nível excelente.

Mas o melhor é certamente a vista para o skyline mais famoso do Canadá. A CN Tower cortando o horizonte, o lago Ontário – que é deslumbrante o tempo todo, mas consegue se superar ao pôr do sol – e o aeroporto Billy Bishop completa o cenário, com aviões indo e vindo ao longo de todo o dia. Até tomar um simples banho se tornou a experiência de poder apreciar a vista mais incrível do Canadá, logo que as janelas compridas do banheiro nos fornece esse privilégio. Me sentia em um oásis, principalmente nesse atual momento: nos braços do homem que eu gosto.

Something About Us é a canção que está tocando enquanto Amin beija minha pele com carinho, seus dígitos sobem e descem por minhas costas, braços e ombros; e quando o carinho é o suficiente sua mão agarra minha nuca e tombo a cabeça para o lado da palma que a segura, ele tem mais espaço para morder e marcar com saliva. Não existe um momento em que tenha me sentido tão amado quanto agora.

A música que soava através dos alto-falantes do home theater no nosso quarto de hotel em Toronto, combinava com o significado das batidas do meu coração…

— Ah, Jon, te quero tanto… — Ele sussurra quente, saliva em excesso na minha pele, minha nossa estou muito vulnerável, tão quente… É tão gostoso que meus olhos se fecham suavemente e suspiro em deleite. — Você é tão gostoso, tão delicinha… Awn… — Ele geme ao meu ouvido, empurrando seu pênis contra meu abdômen, roçando suavemente. E a água que nos cerca só torna tudo mais gostoso.

Estou delirando nos braços desse homem.

A sensação de ansiedade se apossava de nossos seres, o calor irradiava por nosso corpo, isso está encaminhando para mais sexo.

Havíamos fodido a pouco na banheira, agora estamos relaxando ainda ofegantes, úmidos, rodeados de espuma, completamente nus e preparados para um segundo round.

No primeiro round Amin sentou em mim de costas, fazendo um reverse cowgirl[1] sensacional. Eu assisti meu caralho rijo violando sua entradinha gulosa bem assim, ao vivo e em cores; sua lombar fazendo uma curva deliciosa por ele se empinar mais para trás empalando-se com maestria, deixando eu ir fundo até roçar seu potinho doce. E ele se segurava nas bordas da banheira, tomando o impulso necessário, gemendo gostosinho, todo manhoso.

E foi isso. Ele se fodeu lindamente com meu pau. Foi lindo. Sua cavalgada foi tão intensa que a água esguichou para tudo quanto é lado e o banheiro ficou inundado. E terminamos tudo abraçadinhos, com chamegos excitantes criando uma expectativa gostosa.

Cansado pelo desconforto da banheira, decido sair para nos secar e quem sabe continuar em outro lugar.

— Tudo bem se formos para a cama? — Ele concorda logo me mostrando suas intenções quando rebola com mais precisão e seu pau rijo se esfrega contra meu abdômen novamente. Suas intenções são claras, a noite de hoje está longe de acabar, Amin tem muita disposição para sexo e que fique claro que não estou reclamando. Sorrio travesso segurando seu rostinho e encarando seus olhinhos banhados de luxúria. — Meu benzinho precisa gozar de novo.

— S-sim, paizinho. — E damos risada do apelido. Me diz aí como que resiste?

— Quer pedir algo em especial para o seu papai? — Não tem jeito, quando não estamos queimando de loucura esse nome sai como piada da nossa boca.

— Eu quero você. — Ele diz em resposta e meio lerdo não entendi.

— Sou todinho seu, amor. — Sorrimos entre um selar. — Vou pegar as toalhas, meu bem. — Aviso e assim ele me dá espaço ao sair do meu colo, já estava cheio de ansiedade para foder de novo. Enquanto estou indo em direção às toalhas, sinto que estou sendo observado.

E meu instinto estava certo, quando ouço a confirmação:

— Jon? — E olho para ele me virando minimamente para trás. — Você não entendeu. Eu quero foder você.

Inicialmente, fico paralisado, pois, me pegou totalmente de surpresa. De fato, não havia entendido antes, mas agora está mais que claro. Já dizia Amin Song: minha nossa senhora do brioco.

Adoro isso! A possibilidade excitante de inverter os papéis, inovar, experimentar. É algo que já conversamos e que queremos. Eu quero com ele. Por isso, não preciso pensar, só respondo:

— Se você não pedisse, um dia eu ofereceria. — Abro um sorriso, mas Amin… ah, ele está com um olhar diferente no meu corpo nu. Ele realmente me olha com desejo. E bem, deve ser uma visão interessante considerando minha nudez juntamente ao meu corpo molhado e o fato de que estou de costas.

Foi a minha bundinha que despertou essa vontade nele?

Me viro completamente para ele quando o vejo sair da água e caminhar em minha direção com seu caralho duro claramente demonstrando o que ele queria. E ele vem, me fazendo sentir borboletas em meu estômago por saber que iríamos inverter as posições. E já que a minha resposta foi positiva e, aparentemente, mesmo cansados e recém-aliviados, ele quer agora, não demora para suas mãos me alcançarem.

Song junta seu corpo ao meu em um abraço suave, suas mãos vão para a lateral do meu corpo, ele me segura ali com carinho.

— Isso é um sim? Você está preparado para isso, benzinho? — E olho no olho me faz perceber que ele se preocupa comigo e quer que eu tenha certeza.

— Sim, pacotinho, isso é um sim. E, estou preparado psicologicamente para isso. — Tinha certeza absoluta, mas não significa que esteja preparado fisicamente, espero que ele tenha entendido o sentido das minhas palavras.

Song me olha com felicidade e o beijo intenso vem, língua, saliva, chupões e passos em falso na direção da cama do nosso quarto de hotel. A ansiedade é tanta que se transforma em desespero e fogo. Ele cai sentado na cama e sem delongas subo em seu corpo, sentando sobre suas coxas grossas e suas mãos sobem por toda minha perna, deslizando com facilidade pela pele macia até finalmente apossar-se das minhas nádegas – que parecem se encaixar perfeitamente em suas mãos, ele gostou, pois, aperta com vontade. É bom. Minha ereção roça a dele e os gemidos escapam na boca um do outro, abafados.

Sim, estava ansioso. Não que seja minha primeira vez como passivo, mas é que foram poucas vezes que me entreguei a alguém dessa maneira. E já faz tanto tempo que nada entra ali atrás que provavelmente será como uma primeira vez.

Contudo, com o Ami é diferente, tem todo um sentimento, um amor. Não é só uma simples foda. É tão íntimo, é tão profundo. Me entregar assim para ele tinha um valor muito grande, e, a maneira calma que ele me abraça e me beija, demonstra que ele sabe a importância disso.

Conforme havíamos conversado, sabia que era a primeira vez dele como ativo e confio nele cegamente.

— Amor? — Resmungo enquanto recebo aqueles beijos que fazem algo quente escorrer pela minha glande, sinceramente tenho zero resistência a Amin.

Ele não para com o meu chamado, pelo contrário, desliza a ponta do nariz pela minha pele e então me morde – não forte o suficiente para me machucar, mas foi o necessário para um gemido manhoso escapar pela minha garganta. Mais apertos são dados na minha bundinha, tadinha. Era tão miúda comparada a todo material que Song carrega atrás de si.

Pois bem, o Jonah machão tirou férias, não tem como manter aquela pose quando Amin assume o homem másculo dele com intenções extremamente claras de me comer.

— É, sério… E-eu preciso ir… Hm… Pare…

— Ir aonde, Jonah? — Ele questiona, os dedos apertando meus fios de cabelo enquanto afasta meu rosto para fitá-lo.

— No banheiro. — Respondo por fim, não havia me preparado. Pelo visto ele não entendeu o que disse antes.

— Não fez a chuca? — Amin é direto e instantaneamente fico vermelho.

Não tínhamos planejado isso, quer dizer… Ah eu não sei, não tinha ideia de quando finalmente nos tornaríamos flex. Amin só ficava falando o quanto queria que o fodesse. Pelo menos fui precavido e trouxe minhas coisas… O que significa que sim, sabia que iria acontecer a qualquer momento.

— Não fala assim, me deixa envergonhado. — Viro o rosto e Amin dá risada, logo me apertando mais. — Resolvo isso em dez minutos, ok? Você pode colocar essa playlist no repeat? Sei lá, ela me deixa no clima.

Afinal é uma playlist de sexo e é do Amin. Estamos conectados no celular dele.

— Tudo o que você quiser, tchutchuco. — Ele responde selando meus lábios demorada e carinhosamente antes de me deixar ir. — Vou abrir o vinho. — Avisa e concordo. Ok, álcool me fará relaxar.

E ele me faz ficar vermelho, como pode?

Assim, timidamente, me levanto sentindo o olhar dele sobre meu corpo enquanto vou de costas até minha mala e de lá tiro pego um kit de necessaire e nada mais. Afinal, não precisaria de roupa agora.

— Benzinho? — Ouço ele chamar quando estou prestes a fechar a porta do banheiro. — Usa lubrificante, ok?

E olha eu vermelho de novo.

— Eu sei. — E ele ri do meu constrangimento, parece até que falou de propósito.

Tranco-me no banheiro e vou direto para a pia, deixando a bolsinha ali e respirando fundo ao me agarrar à superfície de mármore. Estou tremendo de tanto nervosismo, insegurança e ansiedade. Não sei o motivo, do nada essas reações apossam de mim.

— Eu vou dar a bunda e está tudo bem. Amin é um homem incrível. — Digo para meu reflexo no espelho. — E você sabe, Jonah, o quanto quer isso, uh?

Balanço a cabeça em concordância, respirando fundo e decidido. Minha nossa, imagina só, Amin metendo em mim com aquele pau grossinho, delícia, aí caralho…

De frente ao espelho, observo meu corpo, nunca me senti tão inseguro como hoje. Assim, caminho até o chuveiro e durante o banho uso e minha ducha higiênica com os propósitos bem claros.

É simples, Jonah, enche de água morna, passa lubrificante, enfia com cuidado… Pressiona, solta, pressiona, solta, pressiona, solta tudo. Finaliza. Pronto.

E não é tão difícil quanto parece, é só o nervosismo que fode tudo.

Não, eu não estava com medo do sexo anal, todavia para mim, é um passo muito grande. Tem toda uma expectativa e sei que não sou o único assim, ele também está nervoso. É normal. Acredito que com ele, sempre será uma primeira vez.

Ok, chega de drama. Um homem de quase trinta anos tão nervoso e ansioso para dar o rabo, onde já se viu?

Quando desligo o chuveiro, me enxugo de frente ao espelho, ainda observando meu corpo e respirando fundo. Quando sair por aquela porta, quero estar preparado de todos os modos psicologicamente possíveis. Acabo rindo baixo, meu deus, como sou dramático. É só sexo com o homem que eu amo.

Assim visto apenas o robe e saio do banheiro, Amin está de frente a vidraça ao lado da cama tomando uma taça do vinho suave que compramos, observando a cidade de Toronto que a essa hora da noite brilha lindamente. A playlist que pedi ainda está tocando no repeat, o clima está agradável e ainda estou duro, mesmo com o banho, as expectativas não me deixaram relaxar.

Ele se vira para me ver, seu robe está aberto na frente, de forma que sua ereção bem rija está a mostra e apontando para cima de forma flutuante. Lindo. Ele é tão lindo, meu deus.

— Está pronto, amor? — Ele pergunta.

E concordo indo até ele, segurando seu rosto e já o beijando cheio de vontade, quero muito dar para ele. Essa é a verdade.

Minha mão desliza por todo seu tronco, sentindo sua pele, seu calor, sua ansiedade para que o toque . O beijo é pausado para ele poder beber o restante do conteúdo na taça, rapidamente volta a se apossar da minha boca e sinto o sabor do vinho doce na sua língua.

— É a minha primeira vez como ativo, acredito que vou precisar de ajuda. — Ele diz demonstrando sua insegurança, o que me deixa de certa forma surpreso. Pensei que ele estava confiante, mas isso não é problema não, acho até fofo.

— Fica tranquilo, meu docinho, confio totalmente em você. — Subo a pele do prepúcio para cima e para baixo de forma lenta, ele geme encarando meus olhos. — É só fazer como faço contigo ou como gostaria que fizesse com você.

Amin morde os lábios, um pensamento parece surgir na sua mente e ele me encara ansioso.

— Diz. — Peço, curioso. Era nítido que ele queria falar uma coisa, até abriu e fechou a boca soltando um suspiro.

— Você pode, uh… Sabe? Se tocar para mim? — E morde os lábios de novo, todo fofo do caralho. — Quero ver.

Nunca fui de me tocar lá atrás, sinceramente. Não sei, quando me masturbo acabo ficando mais na frente. Entretanto, sei muito bem que o orgasmo estimulando a próstata é infinitamente mais intenso e muito mais gostoso que um orgasmo usual pelo pênis. E não tenho problema não, tanto foder ou ser fodido é comigo mesmo. Próstatas existem para serem estimuladas, afinal. Fodidas bem gostoso por um bom caralho.

E nem me é novidade o Amin querer me observar, eu falo que ele além de gostar de assistir, também gosta de exibir. Um completo exibicionista e voyeur[2]. Sorrio sugestivamente sentindo meu rosto queimar, então concordo brevemente. Vou até à cama que está a alguns passos atrás de mim. Uma música sexy demais está tocando, a canção se chama Skin on Skin. Estou amando a playlist de sexo dele, já tocou o meu cantor favorito várias e várias vezes, amo o quanto sensual as coisas podem ser.

Entro no clima guiado pela canção e os desejos que afloram de Amin para mim, como se tivéssemos conectados um ao outro feito dispositivos. O tempo todo nos mantemos olho no olho, tornando tudo mais intenso.

Deito-me na cama deixando as pernas para fora e vejo como gradualmente seu corpo vai dando sinais do quanto gosta disso. Seus ombros e expressões faciais estão tensos, era puro encanto.

— Me ajude. — Peço e ele concorda, vindo na minha direção e apenas deixando a taça de vidro na mesinha ao lado da cama antes de subir em cima de mim.

Amin desfaz o nó do meu robe e afasta o pano para me deixar exposto. Ele pega minhas pernas pelas dobras dos joelhos e as coloca dobradas na direção do meu tronco; sim, uma puta posição que me deixa totalmente exposto.

Seu olhar corre do meu rosto, pelo meu tronco até chegar a minha entrada, me remexo, sentindo o toque gélido – já que sua mão se encontra fria –, um gemidinho baixo me escapa e isso o deixa surpreso.

Meu próprio corpo me entrega quando vergonhosamente meu orifício pisca para ele, ansioso, chamando e o desejando intensamente.

Amin sorriu, todo safadinho, gostando da minha submissão. Posteriormente, no bolso do seu robe ele tira um sachê de lubrificante – havíamos trago vários desses – e abre com os dentes, em seguida não demora a derramar sobre meu ânus assistindo o líquido com sensação quente escorrer ali.

Sua mão chega até lá devagar e ele me toca com cuidado, me fazendo ficar ainda mais inquieto. Ele analisa tudo, estuda, aprende e pensa. Logo pega minha própria mão e leva até lá, suas mãos são colocadas sobre meus joelhos dobrados que forçam minhas pernas a se manterem na posição e mais exposto fico.

Não sei por que ele não quer o fazer, mas não ligo de me tocar para ele. Talvez haja um pouco de exibicionista em mim. Faço um carinho ao redor da pele pouco enrugada – trazendo a sensação quente à tona, já que é um efeito do lubrificante de sabor cereja – e começo a penetrar o primeiro dedo. Suas sobrancelhas arquearam e Amin ficou todo surpreso – parecia aqueles alunos curiosos da aula de ciências.

— É muito… Nossa… — Ele nem consegue dizer, só engole saliva.

— Me ver assim, te excita?

— Muito. Muito mesmo. — Diz e enfio outro dedo, ainda não era incômodo. — Porra, Jon.

Ter esse olhar felino dele sobre mim, ver o quanto ele fica excitado com meu exibicionismo me deixa muito mais animado para dar meu melhor. Meto meus dedos de forma que me faz arquear levemente, Amin fica com o olhar de fascínio nas expressões de prazer do meu rosto, nossos olhos se encontram e leio nitidamente o quanto ele quer me comer.

E tudo fica melhor quando a música muda.

Se antes eu estava me sentindo inseguro, agora parecia impossível principalmente com aquela canção, é Wild Woman. Sim, eu estava rebolando gostoso para ele ao som de uma música sobre uma mulher enquanto sentia muito prazer me fodendo com meus próprios dedos. Pode rir se quiser, mas foi um puta momento bom. É que essa música – mesmo eu não sendo uma mulher – me fazia sentir bastante sexy.

E suponho que também inspirou muito meu Amin que morde os lábios e geme, sem sequer ser tocado. Portanto, meto meus dedos de um jeito gostoso cada vez mais rápido, já soando um barulho viscoso no quarto, rebolando sobre meus próprios dígitos ouvindo essa música que me embalava sensualmente.

Sou surpreendido quando sinto dois de seus dedos serem forçados na minha entrada com os meus e fico um pouco tenso, pois está agora me alargando de verdade. Porra, são quatro dedos nessa brincadeira. Com nossos olhares conectados ele lê minhas permissões, enquanto enfia e alarga meus anéis de músculos. O resultado é óbvio, gemi de dor. Não uma dor ruim, era uma dor de prazer, indicando-lhe que deveria prosseguir.

— Ah! — Forço minha cabeça contra o colchão quando Amin começa a mover seus dedos rapidamente, os meus encontram-se abaixo dos seus, presos ali, parados, pois, sou incapaz de continuar. — Me toca, por favor…

Implorei, olhando para meu pênis inchado e sensível, todo brilhante de pré-gozo que escorria pelas veias salientes. Ele está suplicando pela mínima atenção. Song sorri todo satisfeito, envolvendo meu membro na sua palma agora quentinha.

— Você gosta, não é, papai? Quando te toco aqui e aqui. — Ele indica os locais com ações cujos são seus dedos indo mais fundo, fazendo menção de roçar minha próstata e juntamente da sua mãozinha que fazem o tal movimento espremedor de laranja na minha cabecinha.

Ah, você nunca ouviu falar? Pois bem, os movimentos são tão delícias, uma massagem muito experiente – estimulando sobretudo a glande – que me leva a loucura.

— S-sim.

Fecho os olhos arqueando minhas costas, desejando que ele vá mais fundo, sentindo a expectativa da proximidade de seus dedos tão próximos do emaranhado de sensibilidade dentro de mim. E quero desesperadamente que ele encoste lá. Lanço minhas pernas contra a cama ao redor de seu corpo.

— Mais fundo! Só mais um pouco.

E Amin nega, até rindo.

Ele negou!

Não sei qual seu objetivo, mas sem sombra de dúvidas estava adorando me torturar. Acabo tirando meus dedos de dentro de mim, agarro o lençol da cama enquanto Song assumiu tudo enfiando quatro de seus dedos, estava definitivamente alargado para o receber e, enquanto soca tudo em um vai-e-vem cai de boca no meu pau. Digo, literalmente mesmo. Vejo nitidamente seus lábios chupando minha glande molhada em chupadas estaladas, me desmancho em gemidos excessivamente manhosos.

— Quero te foder. — Ele diz durante a felação.

Porra, é lindo ver seus lábios grossos me envolvendo.

— Estou pronto, amor. Não demora. — Deixo claro e ele solta meu pau que a essa altura já estava pensando em ejacular.

— Para janela.

— Oi? — Ergo a cabeça um pouco para o ver, realmente não entendi. E ele já está se levantando, arrancando o robe do seu corpo, pegando mais um sachê de lubrificante e me olhando sugestivo.

— A vidraça, Jonah. Vou te comer lá.

Puta que pariu.

— E se alguém ver?

— Ninguém vai ver, estamos no vigésimo segundo andar, amor. — Ele sorri, pegando-me pelas mãos e me puxando. — Vai ser lindo. Você nunca vai se esquecer da vista de Toronto.

E eu vou como uma cadelinha, vermelho nas maçãs do rosto, bambinho e queimando de desejo. Amin me agarra por trás, guiando meus passos enquanto morde minha nuca, a lambe e ataca com desejo, seu pau roça entre minhas bandas. Meu deus.

Sou empurrado contra a parede de vidro, minhas pernas são afastadas bruscamente com o auxílio de seu joelho dobrado entre elas, de imediato fico empinado na sua direção. Parabéns para ele, sabe me dominar. Virei a cadelinha de Amin Song, com coleira e tudo. Só falta ele me pedir para latir.

— Olha, Jonah. Todas essas luzes são nossas essa noite. — Ele diz, agarrando meu cabelo, minha bochecha é empurrada contra o vidro gélido.

Mesmo sentindo a loucura do momento, consigo ver a cidade brilhando para nós e este é o nosso show. Enquanto me perco na adrenalina e a miragem diante dos meus olhos, sinto sua glande ser forçada contra meu ânus que lubrificado juntamente a lubrificação em seu pênis, facilita a invasão.

Meu interior o recebe com gosto. E fecho meus olhos, abrindo a boca sem soltar som, tremendo de prazer. Sinto meu canal se abrir com o membro que exige espaço, sinto cada centímetro dele que se apossa de mim até o talo. Amin solta um “ah” quando chega até o fim, empurrando o ponto sensível que fez minhas pernas ficarem bambas, isso o obriga a me segurar pelo quadril.

— Puta que pariu, é muito diferente, amor. — Ele analisa, todo feliz, feito criança que descobre algo novo. E dói, não pense que não estou tremendo de dor, no início até parece que vai dar tudo errado. No entanto, ao mesmo tempo, é bom, não dá para explicar. — Apertado, quente, molhado e tão, tão meu…

O melhor é conseguir sentir seu pênis de um modo inexplicável, cada detalhe dele é nítido agora. É como se me completasse, parece loucura. Quer dizer, tudo isso é insano. E acredito que cada pequena sensação é o que nos faz ficar viciado em sexo. É como se múltiplos orgasmos ocorressem o tempo todo, a cada sensação nova descoberta. E por mais que façamos sexo milhões de vezes, cada vez que colocamos a nossa intensidade, sentimos algo diferente. E com Amin, por deus, minha coleção de sensações expandiram-se em níveis incontáveis.

Ele quase sai e volta devagar, lágrimas invadem meus olhos, minhas mãos espalmadas contra o vidro, o lado esquerdo do meu rosto amassado ali também e a sensação de estar preenchido pelo homem que gosto, é perfeito.

Tudo é perfeito.

Amin, Toronto, o momento, a música.

Tudo.

Ele me fode ao som de Intense.

Talvez a letra seja de certa forma propícia e sensual a situação, me sentia imerso no que estava sentindo. Quando percebi já gemia como uma vadia para ele, empurrando meu traseiro de encontro a sua virilha, sentindo seus testículos batendo na polpa da minha bunda, seu pau indo fundo demais. Amin gemia em sintonia, segurando minha cintura com tanta força e se impulsionando inteiro.

Não sei quantos minutos foram, músicas preenchiam o quarto e já não sou capaz de reconhecê-las. Eu só me entrego, gemo, rebolo, imploro por mais e Amin se empenha. Quando percebo, ele alcança seu limite dentro de mim.

Sinto seu pau pulsando, expelindo o líquido quente que me preencheu, as veias dele quase explodindo ali dentro, estava tão quente. E sinto esse calor envolvendo meu ponto sensível, fazendo minhas pernas ficarem mais bambas ainda e meu corpo tremer, um calor no meu baixo ventre. Meu orgasmo estava tão próximo de novo.

E Amin está imóvel ainda gemendo alastrado, preso no movimento contínuo de permanecer apenas empurrando lá no fundo. Tudo isso ao som de Sweat. E é interessante como a trilha sonora da nossa foda é marcada pela minha mente. Toda vez que ouvisse essas canções, minhas lembranças viajaram até esse momento tão único entre nós.

— Oh, meu deus, minha nossa senhora do ativo, Jonah. É tão bom… — Ele sussurra quente ao pé do meu ouvido.

— Estou sem forças, Ami. — Aviso e ele fica esperto na hora, me puxando de encontro a seu peitoral, saindo de mim para me guiar até a cama onde desabo.

— Você ainda não gozou. — Ele observa, meio triste.

— Está pensando que não vou? — Abro um sorriso malandro e vejo que seu membro não ficou de fato flácido, não tinha por que parar aqui. Por isso pego sua mão, trazendo-o para cima de mim, convidando a continuar, só para o derrubar e fazê-lo deitar-se no colchão. É quando o monto, subindo sobre seu corpo, agarrando seu membro e guiando para o local molhado entre minhas nádegas.

E ele me ajuda quando ao sentir a glande ali, empurra o quadril para cima e dessa vez entra facinho, gostosinho e desliza até o fundo. Ele fica super ereto de imediato. E eu tremia violentamente quando atingia minha próstata. Ele sorri satisfeito, juntos começamos a nos mexer. Amin metendo para cima enquanto sento forte, atingindo aquele ponto e me fazendo definitivamente gritar. Minha cabeça gira, jogo-a para trás, suor escorre do meu corpo, meu cabelo pinga, vejo estrelas e além, Amin me masturba e é tudo uma loucura. Mais três estocadas fortes e agarro seus ombros com força, fico empinado enquanto ele mete sem parar de forma frenética.

E é assim que nossas comemorações em Toronto terminam, enquanto montado, me empalando e delirando no seu caralho delicioso, com minha entrada lotada de porra… nós reviramos os olhos ao som de High Pleasure e gozamos pela terceira e última vez na noite.

Caio completamente derrotado ao seu lado na cama, meu traseiro dói um bocado, mas quem se importa? Amin Song acabou de me foder.

De olhos fechados respirando ofegante, quando os abro devagar encontro seu rosto angelical e perfeito. Posso jurar que eles me disseram algo.

Aquelas três palavrinhas que diríamos um ao outro para o resto da vida.

E Amin me embala em abraços e carinhos, comemora sua primeira vez como ativo dizendo que não poderia ter sido mais perfeito. E eu, bem, só estou mais uns oitenta milhões por cento apaixonado por ele.

Todo dia, o amo um pouco mais.

Por fim, nos resta dormir, exauridos.

Fox Coffee,
dois dias antes do Natal

Amin fecha os olhos quando canta, você sente sua alma saindo pela sua voz, toda sua sinceridade em interpretar a canção da cantora que ele gosta. Uma música que sei que por trás tem todo um significado para si.

Nós ensaiamos dias seguidos depois que voltamos da viagem para Toronto. Os dias foram mais corridos para nós, Amin trabalhou mais e eu também, focado em terminar de escrever o livro e resolver todos os problemas que surgem às vezes no café. Mas deu tudo certo e sempre dávamos um jeito de ficar juntinhos, seja eu em sua casa ou ele na minha. Com o Natal se aproximando o ritmo das coisas foram diminuindo. Mas voltando a nossa apresentação…

Por mais que o tenha ouvido cantar e recantar December Nights[3] da Twyla Willow dezenas de vezes, ainda assim, fico completamente encantado e surpreso por o ouvir enquanto ele cantava para nosso pequeno público da Fox Coffee.

As pessoas cantarolam baixo e outras só batem palmas no ritmo lento, Eugene sorrindo fofo para nós, Yohan abraça Jessie por trás e dançam suavemente e enquanto dedilho o violão – soltando o acústico suave que complementa sua voz – me apaixono por Amin mais um pouco.

É tão puro, tão sincero o jeitinho que ele deixa as palavras da canção fluir. E ele canta:

— The snow falls subtly. He said he didn’t like winter nights, forgetting that it was my favorite season. — Ele abre os olhos lentamente, vez ou outra e busca meu olhar enquanto canta, como se cantasse para mim. — For a long time, I let love break me. I let it burn like a fire. I’ve been being used and my likes ignored. One day I decided to…

A neve cai com sutileza. Ele dizia não gostar das noites de inverno, esquecendo-se de que era minha estação do ano favorita. Por muito tempo deixei o amor me quebrar. Deixei que me queimasse como brasa. Venho sendo usado e tendo meus gostos ignorados. Certo dia, resolvi…

— Begin again. — Repetimos em um uníssono perfeito, nossas vozes se completavam assim como nossas almas.

Recomeçar.

 One Friday in early December, I saw him sitting in the snow. His eyes met mine and he said nice things to me like a true knight. My heart missed a beat. He was in the dark, trapped within his own walls. He also needed to begin again.

Uma sexta-feira qualquer no início de dezembro, o vi sentado em meio a neve. Seus olhos encontraram os meus e ele me disse coisas gentis como um verdadeiro cavaleiro. Meu coração errou as batidas. Ele estava no escuro, preso entre seus próprios muros. Ele também precisava recomeçar.

E é a minha vez de cantar para ele, então aproximo minha boca do microfone e faço como ele, deixo minha alma sair pela minha voz, meu coração se aquece enquanto canto para ele, só para ele.

— It’s just that the way you laugh makes my heart race and my cheeks pink. The way your body swings back in laughter and the sound of your voice causes me palpitations. — Minha voz contribui no momento, assim como a Twyla preciso colocar toda minha doçura e sinseridade, fazendo notas agudas quando necessário. — Maybe I knew that my restart was with you. And that December nights are meant for hearts in love.

É que a forma como você ri faz meu coração ficar disparado e minhas bochechas rosadas. O jeito que seu corpo balança para trás quando ri e o som da sua voz me causa palpitação. Talvez eu soubesse que meu recomeço estava com você. E que as noites de dezembro são destinadas a corações apaixonados.

Não me assustaria se Twyla Willow me revelasse que é uma cartomante e que previu nosso amor em suas cartas de tarot enquanto buscava inspiração para escrever uma nova canção, pois a forma como ela parecia ter sido escrita para nós é surreal.

E chega a hora de usar a minha carta na manga, quando eu mudo a letra da canção de Twyla Willow, para cantar meus sentimentos para ele. Canto sobre como me sentia antes dele chegar e seguidamente de como me sinto agora que o tenho:

I demolished bridges and built walls. For a long time, I preferred to be alone, the darkness was my only company. You came making me smile and colored my world yellow. It made me realize that love is much better than isolation.

Demoli pontes e construí muros. Por muito tempo preferi ficar sozinho, a escuridão foi minha única companhia. Você chegou me fazendo sorrir e coloriu meu mundo de amarelo. Me fez perceber que é bem melhor amar do que se isolar.

Ele percebe o que fiz e fica surpreso, sei disso porque já conheço esses seus olhinhos brilhantes. Ele me encara de forma profundamente apaixonada e continuamos cantando até o fim.

I just want to spend all my December nights with you and I want to love you more each day. And start over knowing that I’m with you. It’s just that when you look at me, your eyes shine like stars. — E a forma que nos olhamos enquanto nosso diafragma falha com tamanha a intensidade que cantamos, é mágico. — And I want to kiss all your spots, like a map of love engraved on your skin. I love every bit of your being. That December night, accept my scars. Start over with me, baby.

Só quero passar todas as minhas noites de dezembro com você e quero te amar cada dia mais. E recomeçar sabendo que estou com você. É que quando você me olha, seus olhos brilham feito estrelas. E eu quero beijar todas as suas pintinhas, como um mapa do amor gravado em sua pele. Eu amo cada pedacinho do seu ser. Nessa noite de dezembro, aceite as minhas cicatrizes. Recomece comigo, baby.

— It’s just that the way you laugh makes my heart race. Just look at your starry eyes to lose me in desire. — Amin canta só para mim, essa música já não percence mais a Twy, ela é nossa. — The way your nose wrinkles when you laugh and the sound of your voice makes me flutter. Maybe I knew that my restart was with you. December nights are meant to find its half.

É que a forma como você rir faz meu coração ficar disparado. Basta olhar para seus olhos estrelados para me perder em desejo. O jeito que seu nariz enruga quando ri e o som da sua voz me causa palpitação. Talvez eu soubesse que meu recomeço estava com você. As noites de dezembro são destinadas a encontrar sua metade.

Ele também muda a canção, para mim. Mesmo que nossas mudanças não fizessem sentido algum e tão pouco pudessem combinar com o ritmo. Mas era uma declaração implícita e íntima um para o outro.

— That December night, accept my scars.

Nessa noite de dezembro, aceite as minhas cicatrizes.

— Begin again with me, baby. — Finalizamos juntos em um final suave.

Recomece comigo, baby.

Assim que meu polegar desliza pelas cordas do violão pela última vez e finalizamos a nossa apresentação, nosso pequeno público explode em palmas e assobios enquanto Amin se levanta rápido demais, fazendo o banquinho de madeira cair no chão e eu me levanto também como se pudesse sentir que ele vinha para mim.

Nossas bocas se colaram em um beijo apaixonado de tirar o fôlego e mais pessoas gritaram, apoiando nosso amor. Parecíamos estar estrelando nosso próprio filme de romance. As pessoas gritavam nosso nome, alegravam-se diante dos nossos sentimentos sinceros.

Naquele dia, diante de todos os meus amigos, eu entendi o que é ser Marte em meio a todas as estrelas.

Só então pude compreender por completo, Amin Song, tudo o que eu significava para você.

Todo ano Marte e Vênus estão abaixo da Lua, mesmo assim são chamados de estrelas, e, mesmo com o brilho da Lua é possível vê-los. Os dois planetas se destacam com relação às estrelas.

Marte é mais delicado, seu brilho é um pouco mais fraco, mas a proximidade dele com a Lua é maior. Ele está ali o tempo todo, existindo, pouco brilhante, mas próximo só para talvez contemplar melhor a beleza da Lua, mas nunca tentando a ofuscar.

Amin é a minha Lua, sempre foi. E mesmo com o seu brilho intenso, ele ainda me vê. Diante daqueles numerosos astros ao nosso redor, ele está ao meu lado para me tornar melhor, sem tirar a minha essência. Tão pouco perder a sua.

Por tantas vezes disse que Amin poderia encontrar alguém melhor, mas o tempo todo estava sendo seu Marte, o seu algo melhor. Não era meu brilho que chamava a atenção dele, pois embora eu tentasse fortemente me afastar, ocultar e me esconder de todas as maneiras do mundo, mesmo assim, alguém olhou para mim. Com o mínimo que pudesse fazer para ser visto, atrai atenção da imensa e maravilhosa Lua.

Justamente ele, a pessoa favorita do universo, o queridinho da nossa vizinhança, o arco-íris ambulante, a luz própria, a alegria em forma de ser humano, um pacotinho de amor.

Parece que você pode brilhar imensamente para o mundo, mas nunca para uma pessoa só. Mas para ele, isso nunca importou, nunca importou o tanto que eu pudesse brilhar.

Para Amin o que sempre importou é a maneira que eu pudesse o enxergar ou quanto sou capaz de ser verdadeiro. E ao invés de cair em paixão por seu brilho, me apaixonei mesmo por suas entrelinhas.

Ele só queria ser amado verdadeiramente e isso é tudo que Marte poderia lhe oferecer.

A minha peculiaridade está na minha essência, embora não fosse capaz de brilhar tanto, embora seja tão vazio, sou capaz de estar ao lado da Lua e a preencher com tudo que há de mais puro dentro de mim.

Para muitos, existe um lado escuro da Lua, mas esse lado é aquele do qual não podemos ver. Mas para mim, nunca existiu um lado escuro da Lua. O que existe é um lado oculto para nós, terráqueos. Todas as suas faces recebem a luz do Sol, como os cientistas já sabiam e como foi constatado por várias missões espaciais. Ocorre que, devido à rotação sincronizada dos astros, aqui da Terra, nós observamos sempre a mesma face do nosso satélite.

Por isso, aqueles que podem ver a outra face da Lua, são definitivamente privilegiados.

Muitos de nós abominamos o destino, a vida e o universo. E quando recebemos presentes pequenos como um abraço, um sorriso, um amor verdadeiro… os amaldiçoamos com medo ou corremos feito cães amedrontados. Entreguei-me a minha sina, superei os meus medos e escolhi seguir os desejos do meu coração, e não me arrependo. Todos os dias quando acordo e tenho Amin comigo, sei que tomei a decisão certa.

Quando o nosso beijo termina, finalizamos com selares e sorrisos. O seguro pela cintura, mantendo nossos corpos abraçados.

— Quero te dizer uma coisa. — Abaixo meu rosto na altura de seu ouvido e sussurro: — Se eu sou Marte, você é a minha Lua. E sou capaz de enxergar e amar todas as suas faces.

Pequeno Príncipe[4] vem do planeta Asteroide B-612, onde vive sozinho, apenas com três vulcões, algumas mudas de baobás e uma rosa. Mas o que ninguém havia te contado é que ele também tinha uma Lua, exclusivamente sua, que iluminava sua escuridão e lhe mostrava uma lista com todas as coisas para amar e ser amado, viver e ser feliz.

Naquele lugar a criatividade era o sinônimo do seu reino e histórias fantásticas ali nasciam.

Amin olhou para mim e seus olhos brilharam tanto, mais do que as estrelas, talvez até mais que a própria Lua. E me abraçou, me dando certeza que havia compreendido tudo. Era isso. Somos como a Lua e Marte.

Logo eu, um mísero e inabitável planeta denominado por Marte, oh… eu pude ver todas as faces da minha Lua, como se fosse seu próprio Sol.

E me apaixonei por todas elas.

 


 

[1] Reverse Cowgirl é uma posição sexual onde o ‘indivíduo’ monta no parceiro abaixo de si, de forma que fique de frente para seus pés e de costas para sua face.

[2] Voyeurismo é uma prática que consiste em um indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas.

[3] December Nights é uma canção fictícia (criada para o desenvolvimento da trama).

[4] Le Petit Prince é o título original da obra literária O Pequeno Príncipe. É uma obra do escritor, ilustrador e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943 nos Estados Unidos.

 

Indique para um amigo