00:00
Me encontre na maldição de Leonidas
Terça, 14 de maio de 2024
Kalli caminhou pela beira da piscina na ponta dos pés, como uma criancinha no meio-fio. Ela havia descido correndo para o ginásio, faltando 15 minutos para a meia-noite. Estava ansiosa demais. Mal conseguia respirar tamanha era seu desejo de colar seus lábios nos de Leonidas Vitorino.
O relógio digital finalmente marcou zero horas e Kalli sentiu o coração simplesmente parar. Ela fechou os olhos com força.
00h01min.
00h02min.
00h03min.
00h04min.
00h05min.
00h06min.
00h07min.
O ronco baixo do motor da motocicleta de Leonidas soou pelo estacionamento, Kalli soltou uma golfada de ar, permitindo-se respirar, deixando que seus batimentos regressassem. Alguns segundos depois e a porta do ginásio foi aberta. Ela não teve condições físicas e nem emocionais para se segurar, em passos rápidos alcançou o rapaz que a recebeu prontamente. Kalliope pulou em seus braços, o envolvendo com suas pernas e Leonidas a agarrou fortemente, a porta pesada fechou-se automaticamente atrás de si.
Lábios famintos começaram a se devorar ferozmente, num beijo tão intenso que arrancou até a última gota de fôlego dos jovens apaixonados. Leonidas avançava para dentro do ginásio, em passos lentos e cuidadosos. Enquanto o beijo reduzia gradualmente o ritmo, as pernas da moça foram escorregando para o chão até ter os pés firmes nele. O rapaz ainda a envolvia em seus braços, finalizava o beijo com selares suaves, os estalares ressoava no ginásio vazio.
Após o evento avassalador, ficaram paralisados, partilharam um encarar intenso de olhares. Leonidas passou o dia imaginando diversos cenários e certamente, não esperava nada como isso. Pensou que Kalli viria com o discurso de serem apenas amigos, o que aconteceu era um erro, ou até pior, não deveriam se falar mais. A resposta que recebeu no almoço foi diferente, fazendo-o não saber o que pensar. Era ou não um sinal positivo? Merda, ele estava com tanto medo, como nunca se sentiu na vida.
E agora, fora recebido com um beijo apaixonante que assassinava todas as suas desesperanças. Deu certo, ele havia mostrado a ela, na noite anterior, o quanto seus corações pertenciam um ao outro.
Kalliope Antonelli, sua fada do dente, estava apaixonada por si.
— Não sei o que estou fazendo, Leonidas. — Kalli começou, simplesmente deixando seu coração falar por si. — A única coisa que sei é que você tem razão.
— Sobre o que exatamente? — A encarou desconfiado, temendo o significado por trás dessas palavras.
Será que é agora que ela revela que tudo isso foi só um beijo de despedida? Onde estavam escondidas as pedras, facas e bombas para ela atirar contra si? O rapaz deixou sua mochila no chão e dedicou sua atenção totalmente a garota.
— Passei a noite pensando no nosso beijo, revisitei a despensa da casa da sua avó, reencontrei aquele maldito garoto que arrancou de mim o meu primeiro beijo. Você me amava… quer dizer, sempre amou. E eu também sempre amei você, Leoni. Não posso esperar mais nenhum minuto, não quero esperar, não quero que nada e nem ninguém tire de nós o direito de nos amarmos. Precisou de o céu cair sob nossas cabeças, o inferno nos consumir, só para finalmente nos encontrarmos, limpos, mas cientes do que sentimentos um pelo outro. — Não era Kalliope falando, era sua alma e ela somente deu espaço. — Eu passei o dia inteiro pesando em você, Leonidas. No quanto eu te desejo. No quanto eu te quero. — Ela parou para respirar fundo, os olhos brilhavam para o rapaz que estava em estado de choque, ouvindo-a. — Leonidas, eu gosto de você. E não quero ser sua amiga. Quero ser a garota que te beija. — Kalli confessou e ficou tão surpresa quanto ele pelas palavras que deixaram seus lábios.
O rapaz arregalou os olhos, desacreditado. Tudo que ouviu não podia ser real. Era a melhor declaração de amor que jamais cogitou ganhar. Era o amor que sempre desejou receber. Era a sua Kalliope.
— Então me beija, fada do dente.
Bastou isso para Kalliope se atirar em seus braços novamente. O arrepio na alma veio instantaneamente ao encaixarem as bocas. A língua de Leonidas enviava cargas elétricas pelo seu corpo inteiro, fazendo-a desejar por mais e mais. Ele apertava sua cintura, colando seus corpos, Kalli agarrava seus ombros e nuca, puxando-o mais e mais para si.
Deu um mísero passo em falso e kabum…
O beijo foi cortado pela água. Bateram os braços e pernas para subirem a superfície e quando se encontraram no topo, caíram na gargalhada.
— Vem cá. — Leonidas a puxou para si, cessando as risadas com mordidas e selares molhados na boca da garota que tanto desejou. — Te beijar deve ser tipo a oitava maravilha do mundo.
— Cala a boca. — Kalli ralhou, calando-o colando a sua boca na dele, aprofundando o beijo e roçando as línguas úmidas.
Seu coração estava literalmente explodindo, o jeito que ele a segurava com força, pressionando seus corpos contra os azulejos azuis da piscina. Como ela poderia se controlar? Assim como Luiza havia dito mais cedo, era adulta e o que ela queria era transar com esse grande gostoso. E não havia mais nada que pudesse os impedir se não eles próprios.
— Não sei se quero parar agora… — Resfolegou, roçando os lábios suavemente.
— Porra, nem eu. — Leonidas murmurou, extasiado.
— Então não para, por favor. Me mostre tudo. Seus beijos e além. Eu te quero inteiro, Leonidas. — Confessou, com arfares sôfregos deixando seus lábios enquanto ele chupava seu pescoço e pressionava o quadril contra o seu.
— Tem certeza? Tipo, absoluta? — Quis saber o rapaz.
Segurou o rosto da garota, fazendo-a encarar seus olhos para ter certeza de que ela não estava sob efeitos de narcóticos, quem sabe não bateu a cabeça por aí com força demais ou foi possuída por uma entidade, abduzida, sei lá, antes prevenir do que remediar. E não, era puramente Kalli e como havia constatado há tanto tempo: ela estava completamente apaixonada por ele e o desejava intensamente, por inteiro, de todas as maneiras possíveis.
— Sim. — E a confirmação veio, fazendo o coração do rapaz dar batidas erradas.
Isso só podia ser um sonho. E se fosse, ele não queria acordar.
Kalliope o sentiu, de uma forma antes inimaginável e nunca pensou que fosse o querer tanto a ponto de doer. O fenômeno inevitável acontecia por todo seu corpo, ia além das reações físicas entre suas pernas.
Leonidas estava rijo e isso lhe fazia perder a cabeça. Sentia tanta vontade de tê-lo que chegava a pulsar dolorosamente. Não encontrou maneira melhor do que ondular seu quadril contra o dele, sentindo-o por inteiro.
— Está me deixando louco, fada do dente.
— Isso é o que quero.
— Cacete!
Kalli guiou as mãos do rapaz até as alcinhas do seu biquíni, ele entendeu perfeitamente a deixa, puxando as pontinhas com cuidado e fazendo a peça deslizar por suas pernas, seus pés afastaram a peça para longe na água.
— Deixa eu te chupar.
— Não, agora não. No momento quero apenas te sentir dentro de mim. — Ordenou, completamente desesperada para ser possuída por ele. É como se somente isso fosse acalmar a sua alma. — Depois você faz o que quiser. Mas agora, só quero conectar nossos corpos da melhor maneira possível. — Confessou com o rosto vermelho de vergonha, mas com a boca suja e intensões românticas e safadas que Leonidas estava adorando, jamais teria imaginado que Kalli era tão danadinha.
Sentiu seus dedos rodeando sua calça, enquanto ela desfazia os botões e descia o zíper. Ele arrancou a camisa molhada e empurrou os tênis para fora dos pés. Sua sunga foi abaixada libertando o falo rijo, fechou os olhos num arrepio profundo quando sentiu a mão dela envolver seu mastro com uma suavidade impressionante. Não sabia se havia uma explicação plausível, mas a água tornava tudo mais gostoso. As sensações eram ainda mais deleitáveis.
— Kalliope… — Gemeu, entredentes, agarrando a cintura dela, sentindo as carícias tentadoras. Contudo, ela realmente não estava com tempo para preliminares, guiou-o para entre suas pernas, vislumbrou seu rosto tremer quando a glande roçou o seu ponto sensível. — Meu deus do céu…
— Leonidas! — Ela bradou, rebolando contra si. O fazendo ver estrelas e talvez além. — Leonidas! — Clamava por ele como se fosse um deus. E certamente ele era, naquele momento, pronto para glorificá-la com sua salvação.
Agarrando suas nádegas, desceu as mãos firmes até suas coxas, fazendo-a dobrar os joelhos ao redor do seu quadril, tomou seu membro nas mãos e o guiou até a entrada inchada e úmida, implorando por si.
— Olha nos meus olhos. — Pediu com gentileza, e ela acatou, prontamente. Segurando o rosto dele com as mãos e encarando as írises verdes que tanto amava. — Diga, Kalli. Peça-me.
— Me faça sua, Leonidas. Eu sou sua.
Sentiu começar a invadir, devagar, doloroso, impiedoso, Kalli precisou de uma força sobrenatural para não desviar seus olhos dos dele. Fincou as unhas curtas na pele de sua nuca, sentindo a dor de ser invadida, aquele incômodo insistente que precisava passar logo. Levou uma de suas mãos para o meio de suas pernas e começou a se acariciar, no intuito de aliviar a pressão contra o invasor.
Leonidas a beijou, tocou-a com todo cuidado do mundo, enquanto esperou pelo seu tempo. Lambeu sua pele, mordiscou-a, fez Kalliope revirar os olhos para si. E ele jamais poderia se esquecer do sorriso em seus lábios, da satisfação de ouvi-la gemer ávida por si. Quando a moça mexeu sutilmente os quadris, o rapaz notou que estava pronta. Começou movimentos suaves, analisando suas feições para ter certeza de que estava causando prazer e não dor.
Havia sonhado tanto com isso e agora estava dentro dela, fazendo-a sua, sentindo-a de uma maneira que nenhum outro homem poderia sentir. Porque a amava com todas as suas forças, com todo o seu ser. Como se as estrelas o tivessem forjado para isso. Suas respirações, os batimentos, os pensamentos, cada toque, era pura sintonia de seus corpos.
— Sim, tão bom. — Ouviu as tão aclamadas respostas positivas, o que o encorajou a aumentar a intensidade das oscilações, movendo-se mais rápido, mais forte. Os dedos de Kalliope já não se faziam mais necessários, o que quer que Leonidas esteja fazendo, é o jeito certo. — Mais, por favor. Muito mais.
— Kalli… — O rapaz empenhou-se, precisou soltar o corpo da moça para se agarrar as bordas da piscina e tomar impulso.
Kalliope ficou agarrada a ele com todas as forças, mantendo a conexão, gemendo ao pé de seu ouvido, sentindo o vai e vem delirante dentro de si, arrepiando até o último pedacinho da sua alma. Sua lombar ia de encontro a parede, mas isso não importava naquele momento. Estava sendo domada por ele, cada célula de seu corpo clamava por Leonidas. Pertenciam um ao outro até a alma e um pouco mais além. E não havia mais dúvidas. Não era só sexo, não era apenas amor, era destino.
— Mais forte, Leonidas. — Gritou.
Sua pele queimando, o barulho da água em meio a corpos se chocando, ele indo fundo, era dor e prazer mesclados na medida certa. Kalli mordeu o ombro dele no momento que sentiu seu corpo se contorcer, começou na ponta dos pés e fez suas pálpebras tremerem.
— Leonidas!
Sentiu seu íntimo ser abraçado com força pela moça, fazendo-o revirar os olhos e gemer descompassado por entre a respiração ofegante. Era simplesmente surreal, indescritível… senti-la por inteiro era se tornar inteiro. Ele soltou as margens para agarrar as nádegas da garota, empurrando uma última vez bem fundo ao sentir o êxtase vir. Deu trancos profundos enquanto se desfazia, soltando a respiração quando se encontrou totalmente aliviado. Kalliope virou manteiga em seus braços e ele precisou unir forças para segurá-la.
Ela deu o sorriso mais lindo do mundo quando abriu os olhos e encontrou os dele. Leonidas sorriu também, anestesiado pelo amor. Dopado pela sensação afrodisíaca que era amar Kalliope com seu corpo e alma. Ele tocou seu rosto com carinho, seu polegar traçou seus detalhes. Deu selares suaves sob seus lábios macios. Seu peito queimava de tanta emoção.
— Sobrenatural. — Determinou Kalli, a respeito do ocorrido.
Leonidas soltou uma risada fraca.
— É o que se espera quando faz amor com uma fada-sereia.
Kalli riu.
— Seu bobo. — Deu um tapinha leve no ombro do rapaz.
— Eu vou levar a gente para um local mais seguro. — Avisou, pegando-a nos braços e indo em direção à saída da piscina, deixou-a sentada na beirada, segura e voltou apenas para pescar suas roupas boiando na superfície.
Ajeitou sua calça e sunga, e ao retornar para sua amada, deslizou a parte debaixo do biquíni dela por suas pernas até encaixar em seu quadril, deixando-a devidamente vestida com todo cuidado do mundo. Saiu da piscina e a pegou no colo novamente, com dificuldade – devido a sua limitação – arrastou uma espreguiçadeira com a perna até unir duas, criando uma cadeira improvisada grande o suficiente para acomodá-los.
Leonidas se sentou, apoiando as costas no encosto e a dentista se ajeitou entre suas pernas, com a cabeça encostada em seu peitoral, ouvindo o desespero vindo do coração do rapaz. Uma prova física do quanto ele a amava. Kalli não tinha dúvidas, se entregou para o cara certo.
Ficaram ali, trocando carícias inocentes, enquanto voltavam ao estado normal, ainda sentiam os vestígios do que haviam feito em seus corpos, vulgo pulsação acelerada e a respiração ofegante. Não sabiam o que dizer um ao outro, não depois do que fizeram e com a intensidade que realizaram tal ato.
— Já está se arrependendo? — Depois de um tempo, Leonidas quebrou o silêncio, fazendo Kalli sentar-se reta entre suas pernas para olhá-lo.
— Nunca. — Balançou a cabeça, algumas gotas de água respingaram ao seu redor. — Na verdade, estou a cada segundo mais certa que fiz o que tanto queria.
O rapaz abriu um sorriso tão lindo, puxando-a pela cintura para dar-lhe um beijo.
— Caramba, Antonelli, você é uma safada. — Soltou de repente, a encarando com o semblante horrorizado.
— O quê? — Kalli o afastou, empurrando.
— Você acaba de foder com seu irmão mais novo, safada! — Brincou Leonidas, não podendo deixar a piada escapar.
— Vá se ferrar! — Empurrou-o com mais força, rindo. Ele a neutralizou em seus braços, sorrindo feito um bobo. — Você gostou?
— Que raio de pergunta é essa, mulher? — Ele a encarou com os olhos arregalados e Kalli se afastou, cabisbaixa.
— Desculpa. É que, não tenho um histórico muito bom na cama. — Confessou, demostrando o quanto isso a preocupava.
— Como assim?
— Não sei se é uma boa ideia falar sobre isso.
— E por que não?
— Porque envolveria citar as pessoas com quem já dormi e nós sabemos que você é um tico ciumento. — Explicou com cautela, lembrando-se dos episódios de ciúmes do Leonidas do passado.
— E eu tenho que me sentir como quando se trata de você com outro? — Ergueu uma sobrancelha, encarando-a. Entretanto, abriu um sorriso leve. — Relaxa, eu já disse que mudei e isso significa que consigo controlar minhas crises de ciúme. E sei que não é sobre esses rapazes, é sobre você, não é?
— Sim.
— Então, sou seu amante, mas também o seu amigo e quero que conte comigo. Quero que se sinta à vontade para falar qualquer coisa, Kalli. Então, só confia em mim. — Pediu, acariciando a mão envolta na sua com seu polegar.
— Tudo bem…
— E só se quiser contar, ok? Se não se sentir bem, deixa pra depois.
— Não, eu tô pronta para falar sobre isso, sim, aliás, se quisermos que nós dermos certo, precisamos estar abertos um para o outro. — Explicou a garota.
Leonidas assentiu em concordância.
— Bom, resumidamente, nunca consegui ter uma boa transa. Era sempre um trauma. Sempre um martírio. Pensei que eu fosse lésbica, mas logo descobri que não era isso. Aí deduzi que fosse assexuada, mas sentia atração por rapazes, sim. Apelei para a medicina, achando que poderia ser vaginismo[1] e não, não era. O que quer que seja, era psicológico ou sei lá. Larguei mão de descobrir disso, até você aparecer e… o sexo ser maravilhoso, mesmo nas condições que estávamos. Quer dizer, doeu muito no começo, mas depois ficou muito bom, como nunca havia sido antes. Nas outras vezes senti apenas dor, nunca prazer. Foi a primeira vez que gozei com penetração. — Declarou, com as bochechas tão vermelhas que o rapaz pensou que iriam explodir.
— Puta que pariu. — Os olhos de Leonidas se arregalaram. — Você não podia ter deixado isso acontecer sem me contar, Kalliope. E se não fosse bom? Você iria achar que está quebrada. Que não gostava de mim. Sei lá, as mulheres ficam tão paranoicas com esse tipo de coisa.
— Não te contei por que uma coisa levou a outra e eu não queria estragar o momento. Eu quis transar com você. — Tentou se explicar. — E se não fosse bom, eu teria te contato e tenho certeza que você faria de tudo para reverter a situação.
— Nisso você tem razão, mas mesmo assim, você não sentiu prazer com esses babacas por que eles não fizeram do jeito certo. Só queriam socar o pau numa vagina, sem se preocupar com a mulher que estava em seus braços. Esses caras só ligam para o prazer próprio e isso não é sexo. Se a tua garota não geme, não goza para você, isso não sexo, cacete e você não é a porra de um homem. — Leonidas estava realmente irritado com a situação, mas não com a garota. — Quando não me deixou te chupar, pulou a etapa principal, que é te deixar excitada o suficiente para receber penetração e assim, não doer. Preliminar não é para ignorar, Kalliope. É para te deixar molhada, relaxada… Cacete! Preliminar também é sexo.
— Eu sei, eu sei. Não estou menosprezando a importância das preliminares, calma. — Kalli tentou acalmá-lo, era fofo ele ficar irritado por se preocupar com o seu prazer. — Querido, acredite, eu estava excitada o suficiente, ou isso não teria dado certo.
— Hm, sendo assim… — Leonidas soltou um sorriso sacana, relaxando finalmente a postura exaltada. — Mas da próxima vez não vamos pular etapas, se me deixar, eu vou te mostrar o quanto isso pode ser gostoso se feito do jeito certo.
Kalli sentiu arrepios profundos diante das promessas de Leonidas.
— Desse jeito sou eu quem vou ficar com ciúmes, onde você aprendeu tudo isso?
— Gata, eu só preciso ouvir a mulher que está nos meus braços, ler as suas expressões, respeitá-la e fazer o jeito que ela gosta. Só isso, fadinha.
— Uau, ainda bem que estou te dando uma chance ou nunca conheceria esse lado… homem. Nossa, estou impressionada. — Comentou com as sobrancelhas erguidas e os olhos arregalados.
— Você só tem a ganhar. — Disse o rapaz, todo convencido, fazendo Kalli lhe dar tapinhas e dizer “seu bobo” de novo. Porra, como ele adora essa garota. — Já estudou sobre a anatomia feminina? O clitóris é uma delícia, sim, mas seu formato não ajuda em termos mais profundos. Não é fácil fazer uma mulher sentir prazer só com penetração, alcançar isso é outro patamar. Mas o mundo não tá pronto para falar sobre isso, embora devessem.
— Eu sei, é uma realidade assustadora quando descobre na prática. Por muito tempo achei que tinha algo de errado comigo, penso como outras mulheres devem se sentir assim. É muito solitário e assustador. As pessoas geralmente falam do quanto sexo é gostoso. Eu ficava simplesmente esperando um milagre acontecer. Pensava: “não é possível que eu não me sinta assim…”, mas só estava transando do jeito errado, sem conhecer meu próprio corpo.
“Depois que terminei meu último relacionamento por causa disso, eu fiz a minha última aposta que foi conhecer meu corpo sozinha. Uma coisa tão óbvia, mas que geralmente algumas mulheres ignoram. E eu sempre alcançava o êxtase estimulando somente essa parte. Era por isso que eu só gozava no sexo oral.
Orgasmo é um só, sempre vem do mesmo lugar: o clitóris. É sempre ele que deve ser estimulado nas práticas sexuais, seja direta ou internamente. Eu entendi que, o toque externo é direto e na penetração ele é estimulado de forma mais indireta. É por isso que muitas mulheres não sentem prazer, não gozam com penetração. É aí que entram as estratégias com maior enfoque nas preliminares, além das posições que permitam contato ou estimulação direto com a parte externa dele, ou até mesmo o uso de outras técnicas como eu fiz.”[2]
— Foi por isso que me toquei quando você começou, para aliviar a dor e funcionou muito bem. Se você estimular o ponto certo, então a penetração vai ser uma maravilha. — Explicou a garota, desabafando sobre a angústia que viveu por muitos anos, desde que começou a vida sexual. Nem todas as garotas devem se sentir assim, mas foi o que aconteceu com Kalli e isso a machucou por muito tempo.
— Obrigado por compartilhar isso comigo, de verdade. Eu sei que não é fácil falar de assuntos assim, mas como um casal, a gente precisa saber o que incomoda o outro. Quando me deitar com você, quero que se sinta amada, quero que sinta muito prazer, que fique louca em meus braços e não que se contorça de dor. E se você precisa de mais estímulos, então acho bom eu virar DJ só para fazer você revirar os olhinhos. — Disse Leonidas, sempre acrescentando humor para descontrair o clima pesado e fazer Kalliope rir.
— Nada como um Leonidas na minha vida. — Comentou Kalli, dando beijos na face do rapaz. — Foi muito bom falar disso com você. Obrigada. Meu último namorado era tão babaca que não conseguiu entender quando tentei explicar. Ficou dizendo que eu estava diminuindo-o como homem, que estava alegando que ele não sabia me satisfazer.
— E não sabia, porra! Manda ele enfiar o ego dele no-
— É, eu mandei. Gratidão a mim mesma por isso. — Kalli riu, contendo o rapaz. — Tô muito feliz por você me entender.
— É o meu dever como seu homem, você não deveria me agradecer por isso.
— Então tá, desobrigada, viu? Como dizia nossos pais: “você não fez mais que sua obrigação”. — Fez uma careta convencida.
Deram risada e trocaram selinhos.
— Ei, quero muito te dar uma coisa. — Começou a se levantar, se afastou indo até sua mochila onde revirou a pequena bagunça até encontrar o que queria.
Foi quando Kalli notou o quanto Leonidas estava caminhando com dificuldade, geralmente ele mancava, mas agora realmente estava mais severo, fazendo ele exibir uma careta de dor – qual estava tentando disfarçar.
Voltando para a garota, se abaixou rente a espreguiçadeira diante de seus pés, gentilmente ele envolveu seu tornozelo com uma pulseira prateada, fechando a joia. Kalli observou mais de perto, era uma tornozeleira linda com pingentes de itens relacionados ao mar. Estrelas, sereias, golfinhos… uma gracinha. Um único pingente era um mini dentinho, Kalli sorriu.
— É lindo… — Sussurrou apreciando o presente. — Obrigada, parece que comprou pensando em mim…
— É, na época que comprei você era mais sereia do que fada do dente, então mandei incluir o dentinho para representar essa nova fase da sua vida. — Contou, admirando a joia no corpo da moça, realmente ficou lindo nela.
— Na época que comprou? — Questionou Kalli, confusa.
Leonidas soltou um suspiro incomodado, é teria que contar a ela, não tem jeito.
— Era seu presente de formatura, aquela formatura. Mas não tive coragem de te dar, você estava exibindo aquelas joias lindas que seu pai mandou fazer exclusivamente, me senti meio oprimido. — Deu risada. — Eu era um moleque bobinho, né? Enfim, queria fazer algo legal por você, menos babaca. Mas acabei decidindo não te dar o presente, daí aconteceu aquilo e nunca mais te vi. Guardei por todos esses anos, por que, ora, a essa altura você já sabe, sempre fui apaixonado por você. Depois do nosso reencontro, senti que era hora dessa pulseira pertencer à dona, ela gostando ou não de mim. Foi aí que mandei fazer o pingente de dentinho, para incluir mais uma de suas habilidades. Uma sereia-fada-do-dente. É isso.
Kalli ouviu tudo simplesmente fascinada, sem nem conseguir acreditar.
— Eu teria amado tanto, deveria ter me entregado. Aquelas joias que meu pai me deu foram descartadas, ficaram… — Fechou os olhos sentindo a dor da lembrança. — Não queria nem para guardar de lembrança.
— Eu sinto muito. — Leonidas ficou desconcertado diante do fato horrível.
— Não, não foi sua culpa, Leonidas. Desculpa, eu… amei muito o presente, não havia momento melhor para me dar, afinal. Suas intenções são tão belas, nunca imaginei tamanho carinho em seu coração. Você me faz sentir amada. — Ela não queria trazer à tona uma memória ruim, mas escapou e não podia deixar isso estragar o clima. — Desculpa falar sobre isso, de agora em diante, vamos evitar o passado.
— Está tudo bem, fada do dente, você pode falar o que quiser comigo. Eu quero ouvir tudo. Seja bom ou ruim. — Leonidas sorriu, acariciando as maçãs do seu rosto. — Acredito em você. Sei que gostou do presente. É isso que importa.
A compreensão do músico fazia Kalli se sentir tão bem, ela não precisava ficar preocupada em decepcioná-lo, em ter que agir com perfeição em cada gesto seu. Ela podia ser quem era, Kalliope. Ponto final.
— Ei, tem mais uma coisa! — Leonidas lembrou de repente. — Sábado vou tocar num clube muito bacana, queria muito que você fosse. Minhas amigas vão estar lá, quero muito que conheça elas.
Kalli ficou imediatamente desconcertada.
— O que foi? Não gostou?
— Não é isso, é que… é um pouco assustador encarar a realidade de que estamos juntos e, caramba, vou conhecer suas amigas. — Ergueu as sobrancelhas, espantada.
— Eu sei, não quero pular etapas, mas… o que aconteceu hoje foi só a gente sintonizando o tempo perdido, Kalli. E não é um contrato, relaxa. A gente só vai passar um tempo bacana com as minhas amigas, só isso. — Deixou claro, tranquilizando-a.
— Sem cobranças.
— Nada de cobranças, apenas curtição. E de quebra você se infiltra mais na minha vida, quem sabe se diverte um pouco. — O sorriso dele estava tão imenso que Kalli não teve outra opção senão concordar.
— É, acho que está na hora de levarmos essa relação para fora da piscina. E isso inclui, sentar gostoso em você, fora dela. — Kalli empurrou Leonidas para o lado, sentando-se sobre suas coxas.
— Cacete, nunca tô pronto para o ataque selvagem dessa sereia.
— Para de me comparar com seres místicos. — Ralhou a moça, falsamente irritada.
— Prefere o quê? Gostosa da porra?
Kalli riu alto, jogando a cabeça para trás.
— Quer saber? Me chame do que quiser, no fim eu serei a garota que você geme o nome. — Rebolou levemente sob o rapaz que agarrou sua cintura com força, admirando a deusa em cima dele.
— Caramba, ainda bem que você me deu uma chance ou eu nunca conheceria esse seu lado mulher-gostosa-e-safada. — Devolveu Leonidas, a fazendo rir novamente. Fazendo uma careta de dor quando Kalli colocou mais peso sobre suas pernas. — Minha perna. — Grunhiu baixinho.
— Meu deus, desculpa. — Kalli se levantou estabanada, temendo tê-lo machucado.
Leonidas se sentou rapidamente, agarrando o músculo de sua coxa e gemendo de dor.
— Que merda! — Ralhou irritado.
— O que está acontecendo? Eu te machuquei? — A garota estava apavorada.
— Não foi você. É a porra dessa perna. — Explicou, tranquilizando-a.
— Não fala assim. — Kalli sentou-se, colocando suas mãos sobre as dele, ajudando a pressionar o músculo, se é que isso ajudava a aliviar. Se tinha uma coisa a agradecer ao universo é por Leonidas ainda ter uma perna depois do ocorrido.
— Eu tenho dores crônicas por causa do que aconteceu e acho que extrapolamos um pouquinho nos exercitando desse modo na piscina. — Confessou o rapaz.
— Aí, não…
— Relaxa, tá tudo dentro do esperado. — Afinal, sentia dores constantes, movimentando-se ou não.
— Minhas costas também doeram um pouco, por consequência do que fizemos fiquei batendo contra a parede. — Confessou a dentista.
— Ou seja, nada de sexo na piscina. — Concluiu o rapaz.
— Não é bem assim… eu gostei de experimentar sexo em locais inusitados, só temos que ser mais lógicos e escolher jeitos melhores para se fazer. — Kalli confessou, mordendo os lábios.
— Safada. — Atirou Leonidas, de novo, sorrindo sacana.
— Se quer ver desse modo. — Kalli deu de ombros, como se não se importasse e realmente estava começando a não ligar, finalmente podia demonstrar esse seu lado para alguém e estava muito feliz agindo como ela mesma. — O que posso fazer para te ajudar? Não tem nenhum remédio?
— Eu tomo ibuprofeno receitado pelo meu médico quando não estou suportando, mas geralmente pouco alivia. O melhor é esperar a crise passar. Massagem e água quente ajudam. — Explicou.
— Quer voltar para a piscina? — A água aquecida deveria ser um bálsamo.
— Não, está tudo bem.
— Então deixa eu fazer uma massagem.
— Você não precisa fazer isso.
— Leonidas, eu gosto de você, me preocupo com você. E se vamos ficar juntos, quero cuidar de você. Então me deixa fazer isso, pode ser? — Encarou o rapaz com seriedade para que não duvidasse de suas palavras.
Ele assentiu em concordância, rendido. Receber cuidados da moça não seria nada ruim.
— Pega um óleo na minha mochila, carrego sempre comigo pra esse tipo de situação. — Explicou e Kalli fez prontamente o que ele pediu, foi até a mochila e encontrou óleo essencial de alecrim, lembrou-se dos ensinamentos da avó de Leonidas, dona Fátima, alecrim é útil no alívio da dor muscular e pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea, o que é benéfico para a recuperação dos músculos.
Retornou ao rapaz que se deitou na espreguiçadeira, Kalli ficou ao lado da perna sequelada e começou a massagear a cicatriz grossa com as palmas banhadas de óleo, o que realmente era eficiente e permitia deslizar suas mãos com ímpeto e facilidade. Leonidas fechou os olhos de agonia e foi guiando-a verbalmente para mostrar a intensidade que aliviava as dores. Em poucos minutos Kalli pegou o jeito.
— O que aconteceu? Ao que parece a situação da sua perna se agravou. — Comentou, durante os movimentos.
— Sim, foi isso mesmo. — Concordou, soltando um suspiro pesado. — E lá vamos nós falarmos do passado de novo.
— O que podemos fazer? Faz parte de nós. É a nossa história, bela ou não. — A garota deu de ombros. — Me conta, por favor.
— Bom, indo direto ao ponto, eu meio que surtei quando descobri que você estava em coma. Arranquei o soro e o caralho todo de mim, cai quando tentei ficar de pé, tinha acabado de passar por uma cirurgia grave.
“Me mantiveram sedado por alguns dias. Quando fiquei consciente de novo, esperei pelo momento certo para fazer o que planejava. Eu saí do quarto de fininho, usando o apoio de muletas. Foi pela noite, minha mãe estava apagada dormindo na poltrona ao meu lado. Então sorrateiramente consegui descobrir qual era seu quarto e onde você estava. É, foram várias tentativas, na verdade, na quinta eu já tinha tudo o que precisava para realizar a missão.
Entrei no seu quarto, vi você, que estava dormindo. Laura estava fora, provavelmente jantando. Você estava inteira enfaixada, Kalli. Seu rosto estava inchado, havia muitos hematomas. Eu chorei no seu leito, segurando a sua única mão disponível. Eu acho que orei, mais especificamente. Eu pedi a Deus pela sua vida. Disse a Ele que se fosse preciso, daria a minha vida pela sua, como se fosse simplesmente possível trocar de lugar. Meu pai era um homem de muita fé, ele nos ensinava sobre isso, sabe? Eu meio que nunca quis perder isso dentro de mim, é uma coisa boa e bonita de se sentir. Então, foi o que fiz, rezei. Era a única coisa ao meu alcance.”
— Não pude ficar por muito tempo, foi difícil te deixar e dessa vez era para sempre. — A dor na voz do rapaz era nítida, fazendo Kalliope parar os movimentos para encará-lo com pesar.
Leonidas havia lhe dado todas as provas de amor que jamais pensou em receber, o homem à sua frente a amava de verdade. Kalliope sempre duvidou do amor, sempre pensou que o romance verdadeiro era impossível. E agora a vida, o destino, ou o que for, havia lhe presenteado com algo sincero e bonito.
Ela se deu conta do que tinha em mãos e que precisava lutar com unhas e dentes por isso. E é o que ela fará, daqui em diante.
— Você fez isso por mim. — Constatou aos sussurros, admirando-o. — Leonidas, eu… não sei o que dizer.
— Não precisa dizer nada, fada do dente. Era o mínimo que eu podia fazer. Estava tão preocupado, precisava ver com meus próprios olhos. Só assim ficaria aliviado. Você estava muito ferida, mas eu soube que iria melhorar. Não conseguia focar em mim mesmo, sabendo que você poderia morrer. Mesmo diante da gravidade, te ver respirando me deu esperanças de que tudo ficaria bem… — Respirou fundo e tomando um bom gole de coragem, prosseguiu com a sua história:
“Dias depois, devido as minhas traquinagens, o músculo da minha coxa começou a necrosar. Estava infeccionado, as bactérias estavam me devorando. O médico nos deu uma única opção, a remoção imediata da parte morta. A consequência era, se esperarmos mais um segundo, poderia ter a minha perna inteira amputada.
Eu estava puto com a vida, com o que tinha acontecido, com a situação que te causei por minha culpa… mandei todo mundo pro inferno e disse que não faria a cirurgia. Mas eu só tinha 16 anos. Minha mãe mandou a minha “decisão” para a puta que pariu e bom, agradeço a ela por isso. No fim, acatamos a única alternativa que era remoção da necrose, dando-me a oportunidade de manter a minha perna. Não era garantido que funcionaria, mas precisávamos tentar.
No entanto, o médico nos alertou das consequências, eu provavelmente sentiria dores para o resto da vida. A dona Marilia disse: certamente ele pode conviver com isso, já que não será muito diferente dos pesares pelo que ele fez. É, ela foi um pouco dura comigo, mas convenhamos, era necessário, eu merecia.
E foi isso. A cirurgia deu certo. Fiz fisioterapia por um bom tempo e fiquei novinho em folha.”
— Consigo andar, correr em um certo limite, vivo uma vida normal, a não ser pelos picos de dores que me fazem até vomitar. E é claro, não posso extrapolar. Na moral, eu tô bem com isso. Só não é fácil de suportar, entende? — Explicou para a moça. — Nem me importei com a cicatriz horrorosa que ficou, mas evito exibi-la por aí, para não ter que falar sobre o ocorrido.
Kalli ficou impressionada, de fato era como se ela e Leonidas tivessem renascido após aquele acidente. E nesse renascimento, se tornaram ainda mais perfeitos um para o outro. Como se a tal linha vermelha do destino os unisse a todo custo. Mesmo com a distância, os sentimentos que sentiam um pelo outro permaneceu. Adormecido, certamente, mas pronto para receber faíscas e se reacender de novo.
— Eu sinto muito pela sua perna.
— Não sinta, eu estou bem, de verdade. Só é um saco sentir dor. Mas não importo, Kalli. Estamos vivos, eu tenho você e é só o que preciso para ser feliz.
— Então, por favor, não me solte. — Kalli parou a massagem para engatinhar sob a espreguiçadeira e repousar o corpo sob o dele que a recebeu entre seus braços, aninhando-a.
— Não vou soltá-la. — Garantiu o rapaz. — Farei de você a minha mulher. E essa é uma promessa que darei a minha vida para cumprir.
![]()
nós éramos loucos em pensar
que isso poderia funcionar
lembra como eu disse que morreria por você?
nós fomos estúpidos em pular
no oceano que nos separava
lembra como eu voaria pra você?
eu sei que o paraíso é real
eu vou lá quando você me toca, querido
o inferno é quando eu brigo com você
mas podemos consertar tudo
nos confessamos e imploramos por perdão
mas talvez possamos nos safar disso
a religião está em seus lábios
o altar é meu quadril
mesmo que seja um falso deus
nós ainda adoraríamos este amor
false god, taylor swift
![]()
[1] Vaginismo é afecção caracterizada por contrações espasmódicas e involuntárias dos músculos da parede vaginal no momento da penetração, o que torna o ato sexual doloroso ou o impossibilita. Em caso de suspeitas, por favor, procure por um médico.
[2] Nota da Autora: Querides Leitores, se alguém se identificar com a Kalli, por favor, procure ajuda médica para orientá-los. O que compartilhei aqui são somente experiências pessoais e das minhas amigas, não deve ser levado como um diagnóstico médico.
Gostou do capítulo?
Indique para um amigo
Compartilhar
Faça parte do Clube de Leitores da Raposa
Está gostando da leitura?
Deixe seu e-mail aqui embaixo.
Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Comentários