Capítulo 12
Entre Jason e Freddy Krueger… quem vai ficar com meu coração?
Joel: “E se você conhecesse o homem certo,
que te venerasse e te adorasse?
Que fizesse tudo por você,
que fosse teu dedicado escravo.
O que você faria?”
Wandinha: “Teria pena dele.”
— A Família Addams
![]()
A lancha deslizou sobre a água como se dançasse ao ritmo da noite. O céu estrelado se refletia na represa, criando a ilusão de que navegávamos sobre um universo inteiro. Tunico me puxou contra seu peito, e por um instante, só existiam nossas respirações misturadas.
Parados numa enseada escondida, senti a brisa fria me arrepiar, mas os braços dele eram como uma fogueira acesa só pra mim. Senti o mundo inteiro desaparecer. E de fato, éramos só nós dois no meio da lagoa azul.
— Pode me ajudar com o vestido? — Pedi, num sussurro quase atrevido.
— Uai, mas é claro.
Ele deixou o controle da embarcação de lado para colocar-se atrás de mim, delicadamente afastou meus cabelos rebeldes. Os cachos dobraram de volume por causa do vento, mas sei que isso só me deu um ar selvagem.
— Mas que trem difíci, sô.
Eu ri quando ele se embananou todo com o zíper invisível.
O riso morreu quando o tecido deslizou do meu corpo, deixando-me só de calcinha diante dele. Senti a mão quente de Tunico se aproximar, a palma pousou sutilmente entre minhas omoplatas. Os calos ásperos da sua palma me fizeram arrepiar, conforme subia o toque até meu pescoço. Ele massageou meu lado direito e senti seu rosto se aproximar. Tunico deixou um selar na minha pele, senti a marca úmida da sua saliva em mim, me arrepiou inteirinha.
— Bom, já que estou vivendo um sonho de verão… quero tudo que tenho direito. — Disse, cobrindo os seios com as mãos e lhe lançando um olhar provocador. — Incluindo nadar pelada. Você vem?
Tunico soltou um assovio baixo, arrastado.
— Oh, se vô.
Quando Tunico puxou a barra da própria camisa para cima. O movimento foi lento, quase provocador, revelando músculos dourados mesmo sob a pouca iluminação. Cada curva do peito e dos ombros parecia esculpida sob a moldura prateada da luz da lua. Era como se o mundo tivesse parado para admirá-lo junto comigo. Respirei fundo, sentindo a garganta secar, e tive a impressão de que o próprio universo estava conspirando para transformar aquele simples gesto em uma cena de puro desejo.
Evitei olhar enquanto ele se desfazia das partes de baixo, apenas arranquei minha calcinha e me atirei na água. Assim que ele se juntou a mim, nós mergulhamos juntos, ficamos rindo e brincando por um tempo. Eu sentia um calor tão forte quando ele me tocava, foi difícil resistir. Quando saímos, Tunico estendeu uma toalha e ajudou a secar meus cabelos com cuidado.
Fora da água, os olhos dele me percorreram devagar, como se cada centímetro de mim fosse uma revelação. A respiração de Tunico vacilou quando ele fez o check-up completo por cada curva do meu corpo. Por um instante, ele não disse nada – apenas me olhava, parado, sob a luz da lua banhando minha pele. Então, com a voz grave e embargada, deixou escapar:
— Lina… ocê é linda por dimais. — Murmurou, a voz rouca. — Linda de um jeito que nem existe palavra no mundo que dê conta.
Senti o calor subir às minhas bochechas, mas antes que a vergonha me dominasse, ele avançou um passo, erguendo a mão para deslizar os dedos pelo meu rosto, descendo pelo pescoço até a curva do ombro. Seu toque era leve, respeitoso, como se estivesse tocando algo sagrado.
— Parece que esperei a vida todinha pelo ocê… — Murmurou, os olhos brilhando de desejo e ternura misturados.
Esse homem é um monumento romântico, literalmente. E naquele olhar, percebi que ele não me via apenas nua, ele me via inteira.
Quantos homens nessa vida já te olharam assim? Não um pedaço de carne para saciá-lo. Mas uma mulher para adorar, respeitar e torná-la dele. Se isso não é o que buscamos, desisto de procurar (vou ficar pra titia).
— Sabe de uma coisa, Lina? — Sussurrou enquanto me segurava delicadamente pelo queixo, fazendo-me encarar seus olhos intensos. — Nada melhor do que tá aqui, agora. Só nós dois.
E então, no silêncio quebrado apenas pelo leve som da água, nossos lábios se encontraram novamente. Um desejo intenso começou a domar nossos corpos. A promessa de uma noite só nossa, sob o céu estrelado, nas águas brilhantes da Represa de Furnas me deixa extasiada.
Era como viver a cena de um livro de romance. E eu queria isso. Não me importava nem um pouco em romantizar a minha vida quando eu estava vivendo-a intensamente, nos braços de um cowboy gostoso e gentil.
Cada toque, cada beijo, era uma mistura de aventura e paixão, calor e frio, riso e suspiro. Conforme eu me entregava ao beijo ardente, Tunico descia as mãos por meu corpo, agarrou os ossos do meu quadril e colou meu corpo ao seu.
Ele estava quente. Quente é pouco. Estava mais para fervendo. Eu estava fria devido ao banho fresco, o que tornou sua pele dourada contra a minha um cobertor. Senti sua glande roçar meu clitóris sutilmente e isso já me fez arfar. Uma cachoeira abriu-se entre minhas pernas, seus movimentos precisos contra meu ponto sensível estavam fazendo minhas pernas tremerem.
— Eu te seguro, moça. — Disse, quando encaixou os braços por baixo dos meus glúteos e puxou-me pra cima, enrosquei as pernas ao redor do seu tronco e voltei a beijá-lo, queria sua língua macia e quente contra a minha.
— Tunico… — Arfei, quente demais, molhada demais.
Minha santinha! Que homem gostoso! Quem desenhou ele caprichou em cada detalhe.
O fazendeiro sentou-se no estofado na ponta da lancha, me ajeitei em seu colo, segurando seu membro com firmeza para deslizá-lo melhor por entre meus lábios íntimos, provocando uma massagem tão gostosa que o fazia revirar os olhos.
Esse homem de olhos fechados, sob a penumbra, mordendo os lábios úmidos por minha causa, era de comer rezando – no meu caso, dar rezando.
Perdoe-me santinha! Mas certamente tu me presenteaste com um deus grego. E pretendo desfrutar do manjar até a última gota.
Com os olhos presos aos dele, desci para o chão e fiquei de joelhos diante do monumento que é esse caipira. Deslizei minha língua de cima a baixo, provocando antes de degustá-lo por inteiro. Até lá embaixo ele era gostoso!
Tunico retribuiu, deitando-me sobre o chão e se afogando – literalmente – entre minhas pernas. Eu agarrava seus cabelos, empurrando-o mais, implorando enquanto vislumbrava o céu estrelado sob nossas cabeças. Estou tendo um orgasmo enquanto olho as estrelas, se isso não é um presente de Afrodite, não sei o que é.
— Quero cavalgar! — Anunciei, quando após me levar ao êxtase só com a língua habilidosa, ele olhou-me por entre minhas pernas com a cara toda lambuzada.
Tem satisfação maior que ver um homem delicioso com o rosto brilhando após te degustar? Sinceramente, essa viagem já valeu a pena só por isso.
— Então precisa tá a caráter…
O sorriso que esse homem deu me fez desconfiar do que sua mente poderia estar aprontando. A resposta me surpreendeu: ele pescou seu chapéu, esquecido num dos bancos da lancha, e o encaixou no topo da minha cabeça. Juro, tem como não se apaixonar por esse homem? Ele me vestiu para cavalgar!
— Vem queu sou todo seu, minha potranquinha.
Tunico vestiu a camisinha, sentou-se na ponta da lancha novamente. Parecia um rei em seu trono, os braços relaxados apoiados nas laterais do barco, o membro rígido apontando pra lua, todos aqueles músculos torneados brilhando já suado. Caminhei ligeiramente até ele, sentindo-me como uma fera selvagem e sedenta, pronta para atacar com estratégia. Encaixei minhas coxas dobradas ao redor das suas e lentamente escorreguei ele para dentro de mim.
Arfando, gemendo baixinho, agarrando meus próprios cabelos. Que delícia! Não sabia que eu precisava de um macho quente e grosso assim, até sentir ele dentro de mim. Subi e desci devagar, agarrando Tunico pelo pescoço e fixando nossos olhares que tornava tudo ainda mais intenso.
Honrando nosso pequeno teatro, ele desferiu um tapa em minha nádega, fazendo-me arfar com o calor da palmada. Eu estava dolorida de tanto tesão, e a massagem que ele me proporcionava internamente ameaçava ser a cura para minhas dores.
O caipira se apossou das minhas nádegas e começou a guiar meus movimentos, ajudando-me a acelerar o ritmo até ouvirmos o som das nossas peles se chocando. Era quente, úmido e muito gostoso. Eu não conseguia parar de quicar, alcancei o ápice pela segunda vez na noite. E ele quase uivou para a lua.
— Quero essa bunda gostosa empinada pra mim. — Seu pedido saiu entrecortado por sua respiração ofegante.
Na mesma hora o tirei de dentro de mim para ficar de pé. Trocamos de lugares, fiquei ajoelhada sobre o estofado e agarrei-me as barras de apoio da lancha, senti Tunico se posicionar atrás de mim, sentei-me sobre os calcanhares e empinei bem a bunda. Ouvi um grunhido rouco em resposta.
Gentilmente as mãos do caipira juntaram meus fios de cabelo em um rabo, o senti deslizar novamente para dentro da minha fenda encharcada. Sedento, Tunico apoiou-se com firmeza e estocou-me com força. Esse homem arfando como um búfalo enquanto me come do jeito certo, é tudo que pedi aos céus.
Empinei o máximo possível, guiando meus quadris no movimento contra os dele. Comecei a massagear meu maior ponto de prazer enquanto ele investia. Meu corpo inteiro estava tremendo, Tunico urrava alto, segurava com força minha cintura e estocava até o talo enquanto puxava meus cabelos.
— Ah, minha nossa, Tunico!
— Lina…
— Mais!
— Empina esse rabo pra mim queu te do!
Obedeci, revirando os olhos. O coração disparado a mil. Vinho e dopamina possuindo meu sangue. A água era nosso palco. Meu corpo sentido coisas que nunca desfrutou antes. Ele me domando e me venerando como uma rainha. Eu ia explodir em milhões de estrelas!
Gritei! Muito alto. Meus olhos quase viraram do avesso, Tunico arfou e pude sentir os jatos fortes golpearem meu interior. Meu corpo inteiro se contraiu, minhas pálpebras tremiam tanto. Acho que nunca tive um orgasmo tão forte na vida.
Tunico buscou abrigo no chão puxando-me junto, fiquei deitada ao seu lado, com a cabeça apoiada em seu bíceps imenso, enquanto nós dois respirávamos audivelmente.
— Puta merda! — Ele soltou um palavrão entrecortado. — Isso que chamo de gata selvagem.
Eu ri, passando a mão por seu peito suado e cabeludo.
— Acho que combinamos em todos os sentidos né.
— Tem base, não, uai! Depois disso, acho adequado te pedir em casamento.
— Tunico! Não! — Gargalhei dando-lhe um tapinha no braço. — Nada de carroça na frente dos bois, lembra?
— Calma, minha cabritinha, tô só expressando o quanto te quero. Só preciso que saiba que vou fazer de tudo pra gente dar certo. — O jeito que ele falou encarando minhas pupilas, me fez ver que Tunico estava falando muito sério. Suas intenções eram claras. E isso fez meu coração disparar de um jeito que nunca senti antes.
Tem um charme excêntrico no homem com a intenção clara de fazer de você a sua esposa.
— Tem outra camisinha? — Perguntei, inocentemente.
— Uai, já tá pronta pra outra? Tu é peã mesmo, hein.
— É que você me chamando de cabritinha e falando de casamento, me faz querer sentar em você até amanhecer.
O sorriso que abriu no rosto dele foi o mais lindo que já vi em toda a vida.
— Então senta. Inté o sol raiar e o céu despencar… deixa que o teu corcel aqui vai te fazer mugir feito louca!
Gargalhei alto demais.
— Tunico, você vai me matar desse jeito.
— Murre assim, minha cabritinha, é murre feliz.
Bom, ele tem razão.
— Que meu anjo da guarda me desculpe, porque eu vou de novo.
Tunico que deu risada dessa vez e quando o riso cessou, ele segurou meu rosto delicadamente e me encarou nos olhos ao dizer:
— Nunca pensei que ia querer alguém assim de verdade, outra vez.
Quis responder: “e nem eu, Tunico.”, mas somente deitei a cabeça sobre seu peito e ouvi seus batimentos fortes dedicados só para mim.
Acima de nossas cabeças, o céu estrelado lindo parecia uma pintura feita só pra nós dois.
A romântica que habita em mim está surtando. Transei debaixo das estrelas, com um deus grego, enquanto a lua cheia derramava seu brilho prateado sob a água.
A ponta de seus dedos subia e descia por minhas costas num carinho tão fofo. Ficamos assim um tempinho, recuperando as energias antes de aproveitarmos mais os corpos um do outro.
E naquele instante, entre a lua, a água e aquele cowboy quente, percebi que estava ferrada… porque estava começando a me apaixonar.
Talvez, só talvez, esse caipira tenha mesmo achado um jeito de ressuscitar meu coração.
![]()
“Minhas mãos estão cansadas de galopar!”
– Os Caça-Fantasmas
Gostou do capítulo?
Indique para um amigo
Compartilhar
Faça parte do Clube de Leitores da Raposa
Está gostando da leitura?
Deixe seu e-mail aqui embaixo.
Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Comentários